WiMesh em Curitiba





ATENÇÃO

O artigo abaixo foi escrito por Edgar Silva Oreques, da JLK Telecomunicações de Curitiba (PR). Oreques é um dos responsáveis pela implantação de uma grande rede Wi-Mesh na capital paranaense e, além de nosso amigo, também é um “ativo” leitor da VIVASEMFIO.

Oreques, nosso muito obrigado!

Curitiba – A Cidade Digital

Em colaboração à comunidade VIVASEMFIO, este artigo visa informar os leitores com relação ao avançado nível tecnológico em que se encontra a cidade de Curitiba/PR. Seguindo uma tendência mundial, a empresa JLK Telecomunicações, à serviço da WNI do Brasil, única representante autorizada da Meraki Networks no Brasil e fornecedora de uma grande variedade de produtos e serviços na área de telecomunicações, está implantando uma grande rede Wi-Mesh que visa fornecer acesso à Internet banda larga para aproximadamente 190 CMEIs (Centro Municipal de Educação Infantil), em contrato firmado com a prefeitura da cidade.

O projeto, ainda em fase de implantação, será baseado em equipamentos Meraki Mini para a distribuição ponto-multiponto e rádios KymaSTAR Plus para links ponto-a-ponto. Para esclarecer um pouco mais o funcionamento deste tipo de rede, vamos começar pelos pontos de acesso direto à Internet (Gateway).

Uma determinada localidade, com disponibilidade de instalação de uma linha telefônica com sinal ADSL de alto fluxo (no nosso caso trabalharemos com um fluxo de 4Mb), recebe um rádio de 5,8 GHz (KymaSTAR Plus) para um enlace ponto-a-ponto e um rádio na faixa de 2,4 GHz (Meraki Mini) com tecnologia Mesh, para o link ponto-multiponto.

Na figura abaixo, podemos visualizar esta etapa do processo.

Definições:

1 – Ponto-multiponto 2,4 GHz;
2 – Ponto-a-ponto 5,8 GHz;
3 – Clientes ligados por ponto-multiponto;
4 – Conexão por tecnologia Mesh onde um cliente recebe o sinal e repassa para outro;
5 – Localidade com link ADSL externo (Linha telefônica com disponibilidade de fluxo);
6 – Localidade com link via rádio (Ponto-a-ponto 5,8 GHz).

A partir deste ponto, cada cliente final que não obtiver um sinal dentro dos níveis exigidos para uma boa navegação, pode ser redirecionado para um outro cliente que já esteja com um link ativo e este repassará a conexão, conforme podemos ver na ilustração seguinte.

Vale lembrar, que o bloqueio de visada acima citado, em alguns casos pode ser superado sem a necessidade de um redirecionamento, visto que o sinal de 2,4 GHz pode contornar os obstáculos em alguns casos. Isto já não ocorre com o sinal de 5,8 GHz do link ponto-a-ponto.

Concluindo, Curitiba está hoje, muito à frente da maioria das grandes capitais brasileiras no conceito de “cidade digital” e de inclusão digital.

Procurei neste artigo, mostrar de forma bem simples e até mesmo com pouca fundamentação técnica, como a cidade de Curitiba está se preparando para a nova revolução tecnológica que se seguirá com a era das redes sem fio.

Espero ter colaborado com a comunidade VIVASEMFIO e estarei sempre disposto a fornecer mais informações, inclusive de aspecto técnico, sobre este e outros tipos de tecnologias que se enquadrem dentro do perfil de nossa comunidade.



23 Responses to WiMesh em Curitiba

  1. Alexandre disse:

    Legal! Muito bom artigo. Só ficou uma dúvida: Se o cliente que ta encaminhando outro( no caso de um determinado usuário não conseguir alcançar a central) os dados que passam por ele vão ser invisíveis para esse cliente ou ele pode de alguma forma verificar o que está passando por ele. Seria uma quebra de privacidade. Os seus dados pessoais transmitidos para todos. Como numa rádio comunitária?

  2. Paulo Marcelo disse:

    Excelente pergunta caro Alexandre, mas nunca vi uma rede Wi-Mesh (de verdade) em operação. Por isso não posso lhe responder com “exatidãoâ€?. Particularmente, penso que deve existir alguma falha. Basta fazermos uma relação com as redes Wi-Fi. Primeiro: o sinal está no ar e qualquer um pode captá-lo e interpretá-lo (com as ferramentas passivas ao estilo kismet). Sim! Os algoritmos de segurança podem dificultar a ação dos vândalos, porém vai demorar para existir a idéia de ambiente 100% seguro. Ou nunca existirá. A situação deve piorar quando alguém FAZ PARTE da malha. Ou seja…meu sinal passará por minha estação para chegar na sua…! Xiiiii…! Já pensou se eu executasse um Ethereal ou qualquer outro sniffer? Sinceramente não sei o que aconteceria, mas acredito que causaria estragos. Ou não? Eis uma pergunta para nosso amigo Edgar, autor do artigo.

  3. alexandre disse:

    Ola Paulo demorei muito para postar esse treplica mais antes tarde do que nunca. A desculpa é que tava muito ocupado e aindo mais meu pc deu uma pifada. Entao Vamo la:
    Andei pesquisando sobre segurança e privacidade nas redes Mesh (na verdade foi somente em dois artigos que pesquisei).
    Um deles é o dos caras XIaoxin wu do intel china research center e Ninghui LI da Purdue University.
    Segundo este documento as redes Mesh são passivas de ataques internos e externos. Para isso Os autores propoe um novo protocolo
    para redes MEsh chamado ONION RING. Ele defende as redes MESH de ataques ao fornecer privacidade e redundancia. Não sei se ele já foi implementado em algum roteador mesh.
    Eis a definição dos ataques que eles deram:
    Quanto o craker e um no da rede: quanto não há um protocolo seguro o atacante que repassa conexões sabe quem esta antes dele e quem vem depois. Como a conexão passa por ele. Ele sabe o tipo de pacote que esta trafegando que pode ser pacote de dado ou de controle

    Quando o cracker esta fora da rede: quando o atacante é um usuario nao registrado. Ele monitora um no da rede ou o prorio gw router.Assim é capaz de obter informacoes sobre o destinatario e receptor de um hop.
    Nas redes Mesh há um dilema entre prover segurança e não estourar a capacidade computacional dos nós.

    Se vc optar por seguranca havera um custo computacional grande. do contrario vc podera ser descoberto pelos atacantes.
    Era isso pessoal vai desculpando o português aí por que eu estou com pressa, e estou atropelando tudo que é regra.

  4. Paulo Marcelo disse:

    Fala Alexandre…como vão as coisas parceiro?

    Desculpas pelo português? Regras gramaticais? Hã? O que é isso?
    Fique tranqüilo meu chapa, pois aqui “nois samo tudo caiparaum”….

    Gostei muito do que você escreveu sobre ONION RING. Eu desconhecia por completo este assunto, mas após seu comentário fui correndo pesquisar. Infelizmente não encontrei qualquer referência em português e achei todos os artigos em inglês confusos (não domino o idioma).

    Pelo que entendi o protocolo ONION RING tenta tornar qualquer rede MESH (IEEE 802.11s) anônima por meio da iniciação passiva de uma sessão. Sabemos que a FLAG SYN, dentro da pilha TCP, é a responsável por abrir uma sessão (quando assume o valor 1). Agora a pergunta: o que eles querem dizer com “iniciação passiva de uma sessão�? Esquisito, não? Penso que não há como esconder a FLAG SYN de qualquer sniffer operando em modo passivo.

    Xiiiiii…quanta confusão….

    Espero que alguém…com prática neste tipo de rede…esclareça-nos os mistérios da segurança em MESH.

    Falow fera!

  5. Alexandre disse:

    Cara so sei o seguinte na rede Mesh cada no, ou seja, um usuario conectado a rede pode se tornar um roteador e direcionar a conexao de um usuario remoto. So que minha duvida era essa sera que pode haver alguma escuta da conexao por algum usuario espertinho que esteja redirecionando um outro? Pelo que eu entendi se houver a implementaçao do protocolo ONION RING (em cada no) fica dificil a vida dos crackers.

  6. Paulo Marcelo disse:

    Pois é meu amigo…
    O negócio é descomplicar.
    Você resumiu tudo: o protocolo ONION RING promete deixar uma rede WiMesh mais segura e ponto final. Como isso exatamente acontece? Não sei!
    Ow Alexandre, você mora em qual cidade?
    Puxa, nosso muito obrigado pela sua ativa participação aqui. Ok?
    Até!

  7. Alexandre disse:

    Moro em Belem . Longe ne?
    Sempre que tenho tempo dou uma lida no blog e faço algum comentario. O unico inconveniente e que o seu blog nao aceita comentarios vindo do firefox dai tenho que lançar o internet explore para fazer os comments ou entao usar o ie tab (quando e possivel) no fire. Abraços.

  8. Paulo Marcelo disse:

    Belém? Puxa vida amigo…

    Longe mesmo, pois somos do Paraná. Terrinha friiiaaaa!

    Meu pai trabalhava num projeto no qual a EMBRAPA do Acre participava. Certa vez ele viajou para Brasiléia (AC) e me levou. Na volta passamos por Belém e acabei conhecendo o famoso Mercado Ver-o-Peso. Hehehehe…muito 10.

    Alexandre…na verdade este blog não é meu. Quem montou e administra é o Wagner (meu primo/irmão), mas ajudo na escolha de artigos e manutenções de rotina. Sabe como é..né? Spams, comentários inapropriados, etc, etc…Também tem o Fabio. Este não aparece, porém dá a maior força. Sei que no Firefox existem algumas limitações. Infelizmente continuaremos com elas até encontrarmos uma saída contra os preguiçosos sem criatividade que copiam nossos artigos. Você também tem o seu blog…e aposto que fica furioso quando vê seu artigo…que levou tempo para ser elaborado e escrito…em outro site. Né?

    Continue nos visitando sempre que puder, alias você já é de casa! Manda aqui…!

    Um forte abraço fera!

  9. Alexandre disse:

    Paulo eu acho que a maioria dos blogueiros fazem e comentar os outros blogs e nao simplesmente copiar. Muitas vezes eu mesmo faço isso comento um determinado post de blog. As vezes so faço a traduçao para o portugues, quando acho legal um post.

  10. Paulo Marcelo disse:

    A maioria amigão…

    Assim como você, também visitamos sites “do estrangeiro” e traduzimos tudo o que julgamos conveniente, enriquecendo com o nosso próprio conhecimento e referências paralelas. O fato é que ver nosso trabalho, sem qualquer crédito, em outro BLOG é muito chato. Os visitantes podem copiar, mas como diz o rodapé: “cite a fonteâ€?. Só isso! Concorda?

    Alexandre, você trabalha na área de informática ou outra? Qual seu ramo de atuação amigo? Poderemos trocar figurinhas!

    Abraços fera!

  11. Alexandre disse:

    Sim trabalho na area de informatica. Sou formado em engenharia de Produçao e tenho especializaçao em redes de computadores. Minha Mono foi sobre redes Wi-Fi. Mas atualmente trabalho com servidores Linux, pelo menos tou tentando trabalhar. Talvez eu va morar em curitiba tenho um irmao que mora ai, e ele ta fazendo indicacao de mim, sabe como e QI. Na Parte de Redes sem fio so me interessa mesmo Wi-Fi pois e a unica que eu tenho conhecimento aprofundado o resto e so teoria. Na verdade o que eu tenho observado e que as redes wifi sao bem parecidas tanto no funcionamento quanto na parte de equipamento. Pois o funcionamento e basicamente a emissao de ondas. E os hardware fazer a mesma coisa, mudando pouca coisa. Nao sei se estou certo se nao estiver me corrija. Mas Tamos ai se souber de algum emprego para mim pode me avisar.

  12. Paulo Marcelo disse:

    Amigão…

    Não moro em Curitiba, mas sim em uma cidade com 300 e poucos mil habitante chamada Ponta Grossa. Já ouviu falar? Cidade do parque Vila Velha, Lagoa Dourada e Furnas. Estou pertinho da capital paranaense (uma hora). Bem…então você trabalha com servidores Linux? Huuummm…que legal! Eu também gosto muito do pingüim. Já queimei muitos neurônios tentando fazer as coisas funcionarem neste tipo de SO…hehehe…Alias quem não queimou?

    O fato é que atualmente ando mais ligado em telecomunicações. Meu primo me arrastou para este “ramo� e acabei me apaixonando. Praticamente tudo o que penso ou faço hoje têm alguma relação com tecnologias wireless. É muito 10!

    Seu irmão mora em qual bairro em Curitiba? Sabe Alexandre…aqui em Ponta Grossa há muitas pessoas da capital (e vice-versa), especialmente estudantes. Conheço alguns curitibanos que trabalham em nossa área…e fique tranqüilo, pois vou indicá-los aos meus companheiros. Alias…quem escreveu o artigo WiMesh acima foi o Edgar…que mora e trabalha com Telecom na capital. Posso lhe passar por e-mail o endereço dele. Na seqüência você poderá entrar em contato com o Edgar e vender seu peixe. Dizer que é nosso amigo aqui e…está procurando algum trabalho…etc…etc…

    Que tal?

    É isso fera

  13. Alexandre disse:

    ok. Blz pode mandar para o meu email os contatos. Achu que meu irmao mora no Xaxim.

  14. Paulo Marcelo disse:

    Ok amigo…

    Na segunda feira lhe passo…

    Falow!

  15. Alex disse:

    Olá colegas. Gostei muito desse artigo e dos comentários. Gostaria de saber se você tem algo sobre voip sobre wimesh?

  16. Alexandre disse:

    Caro Alex, acho que e a mesma coisa sobre qualquer tipo de infra-estrura: celular, wifi,mesh, ethernet,cabo,token-ring. Os pacotes de voz tem prioridade nos roteadores(QoS) ou pelo menos deveriam ter. Agora se o que voce tava querendo era algum experimento que mostre a qualidade do Voip nessas redes nao tenho nao.

  17. william disse:

    oi, alexandre, alex,paulo e o edgar q fez o artigo execelente artigo caras, foi otimo saber pois estou pesquisando sobre rede wimesh para o meu tcc da faculdade ciências da computação,nem sabia que existia wimesh no Brasil, mandei até um email já para edgar pedindo maiores informações, um de belém e outro de ponta grossa eu sou de são paulo,

    falo

    obrigado

  18. Marcelo disse:

    Faaaala William, como vai?

    Este lance de redes WiMesh já existe há um bom tempo no Brasil. Para você ter uma idéia, em dezembro de 2006 a revista INFO publicou uma matéria sobre alguns projetos WiMesh que estavam acontecendo em nosso país. Já imaginou? Em 2006 já existiam redes deste tipo por aqui. Agora, putz, as coisas deslancharam. Com a popularidade dos equipamentos da Meraki encontramos redes WiMesh por todo lugar. 10, né? Ahhhh…não esqueça de publicar aqui seus resultado, Ok?

    Abraços!

  19. George disse:

    O provedor de acesso em que trabalho já nasceu 100% mesh, no inicio de 2007, aqui em Curitiba.
    Atendemos bairros que não tem oferta suficiente de ADSL. Utilizamos equipamentos Strix (mesh 3g) e Meraki (mesh 1g). O sistema tem as mesmas características de segurança que outros wi-fi de baixo custo. Os equipamentos mesh com segurança “eficiente” têm custos incompatíveis com o orçamento da grande maioria dos provedores de acesso. Um rádio mesh profissional hoje custa ‘a partir de R$ 8000,00 cada, no Brasil….e o alcance é o mesmo dos de R$ 300,00.
    Não consigo imaginar nada sem mesh, mas tendemos a migrar para uma solução mista.
    Estou a disposição para compartilhar experiências sobre o assunto.

  20. Juca disse:

    Ow George…

    Você que comentou sobre alguns equipamentos WiMesh, talvez responda a minha pergunta. Conheço os equipamentos da Meraki, inclusive, já vi um em funcionamento. Também já ouvi falar da Strix, mas, ao contrário da Meraki, nunca vi “ao vivo e a coresâ€? um aparelho desses. Me conte: eles são homologados pela Anatel? Outra: Você conhece algum projeto brasileiro que utiliza rádios wi4 da Motorola? Os famosos equipamentos MOTOMESH? Cara…já vasculhei a internet atrás disso e nada…! Penso que os rádios wi4 não são homologados (assim como os wi4 WiMAX)…fato que dificulta sua inserção no mercado brasileiro. Estou certo ou não? Desde já agradeço uma resposta!

  21. luciano disse:

    olá,,,eu não entendo nada sobre o assunto mais quero muito aprender,,,como faço para ter uma rede sem fio em minh casa? quanto vai custar ?
    quanto que tenho que pagar po mes?

    pode me ajudar?

    moro em curitiba,,

  22. Elder disse:

    Olá, vejo que o último comentário neste post já faz um bom tempo, mas preciso de informações relaciondas ao assunto Wimesh, vejo que o autor entende bem do assunto, estou escrevendo um artigo científico para a faculdade e preciso de dados para testes praticos domésticos mesmo, qual aparelho utilizar, configuração, algum norte para poder iniciar meus trabalhos, desde já agradeço e sucesso a todos!

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