WiMAX e o caso da Nortel





WiMAX (Worldwide Interoperability for Microwave Access) é o “nome” da tecnologia de banda larga sem fio que opera em conformidade com o padrão IEEE 802.16. Desenvolvida para cobrir grandes áreas, era capaz de estabelecer conexões a quilômetros de distância em linha de visada já na sua primeira especificação, publicada em abril de 2002. Depois desta, surgiram outras, como a ratificação em 2004 do padrão IEEE 802.16d, também conhecido por WiMAX Nomádico. Este padrão incorporou diversas melhorias, como o suporte a antenas tipo MIMO (Multiple-Input Multiple-Output), porém, somente na especificação IEEE 802.11e o WiMAX passou a fazer handoff em altas velocidades. Foi nesta “etapa da evolução” que muitos desacreditados começaram a dar seus votos de confiança a esta tecnologia. Então surgiu o WiBRO (Wireless BROadband), versão coreana do WiMAX que opera em 2,3 GHz e os primeiros rumores sobre o WiMAX como uma tecnologia de 4G (candidata a substituir o 3G). Hoje sua velocidade pode atingir 1 Gbps com um raio de atuação de até 50 quilômetros.

Muitos desacreditados? Pois bem, todos os entusiastas que acompanharam a trajetória no WiMAX sabem que esta tecnologia já passou por diversos altos e baixos. Vejamos: após um conturbado período de incubação, o WiMAX começou a crescer e aparecer em meados de 2006/2007, época na qual os testes com a tecnologia retornaram os primeiros resultados verdadeiramente “satisfatórios”. O Brasil, por exemplo, montou sua primeira rede WiMAX de repercussão nacional ainda em 2007, frutos de uma parceria entre a PUC de Campinas e a israelense Alvarion. Depois desta, claro, vieram outras, como o caso da Embratel que utiliza o WiMAX como tecnologia complementar à rede da Net para oferecer o plano Embratel PME. Já se pensarmos “mundialmente”, deixando o Brasil de lado, o WiMAX também deu saltos significativos. Alguém se lembra dos celulares da Samsung que operam em WiBRO? Ou da plataforma móvel Montevina, da Intel, que virá com suporte ao WiMAX? E as espetaculares redes WiMAX da Xohm nos Estados Unidos?

Por outro lado, alguns acontecimentos deixam os aficionados por esta tecnologia com a pulga atrás da orelha. No início do ano passado (2008) a gigante finlandesa Nokia fez o maior estardalhaço com o lançamento do seu tablet N810 WiMAX Edition, para a alegria do pessoal da Xohm. Mas a festa durou pouco, pois já em 2009 a empresa afirmou que deixará de produzir o N810 e passará a olhar com “mais carinho” para o LTE (Long Term Evolution) – candidato a 4G. E as bombas não param. A Nortel, empresa que recentemente pediu concordata no Canadá e Estados Unidos, decidiu encerrar seus negócios envolvendo o WiMAX e finalizou sua parceria com a Alvarion. Estranho, não? Há algum tempo a Nortel defendia com unhas e dentes a tecnologia. Mas veio a crise e com ela o WiMAX foi direto para escanteio. Quanta neblina nessa história!

O que vocês acham disso? E o WiMAX? Veio para ficar ou não?





One Response to WiMAX e o caso da Nortel

  1. Lopez disse:

    O WiMax leva vantagem sobre a LTE como padrão mais popular para acesso móvel à internet nos próximos anos dado o pioneirismo no investimento em redes do tipo, segundo estudo da consultoria In-Stat. “O WiMax móvel já tem planos comerciais, enquanto a LTE não estará disponível comercialmente até o final de 2009″.

    Quanto empurra empurra… Dio mio…

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