
É fato. Nos países desenvolvidos, o acesso à web através de smartphones está se tornando algo comum. Por aqui tal atividade ainda não é tão popular, pois engasgamos em diversas limitações. Isto mudará em breve, claro. Com isso, é uma questão de tempo (pouco) para que uma conhecida praga do mundo dos desktops também ganhe força nos telefones: os vírus. Segundo a empresa F-Secure, nos últimos anos o número de pragas para dispositivos móveis saltou de 27 amostras, em 2004, para 362 em 2007. Neste período a plataforma mais afetada foi a Symbian – com mais de 70% dos casos. Conforme este cenário, torna-se importante tomar algumas medidas para evitar uma infecção. Uma delas já é bastante conhecida nos PCs: o uso de programas antivírus. Mas antes de falarmos sobre os antivírus para portáteis, faremos uma introdução às pragas.
Visão básica
As pragas são programas formulados especialmente para gerar, de alguma forma, danos aos aparelhos a que se destinam. Eles são, inclusive, capazes de se auto-copiar para outros dispositivos ou modificar suas estruturas a fim de não serem detectados pelos antivírus. Eles podem ser, grosso modo, classificados em:
Vírus: são as pragas que se anexam a programas para se propagarem de dispositivo para dispositivo – danificando os arquivos associados a ele.
Worms: de acordo com o exposto, os vírus infectam um programa e necessitam deste para se propagar. Worm não. Trata-se de um programa completo, auto-replicante, que não precisa de hospedeiro.
Trojan: são as pragas que se disfarçam de programas úteis para se infiltrar nos dispositivos. Geralmente é o tipo com maior capacidade de destruição.
O primeiro vírus criado especialmente para smartphones foi o Cabir. Inicialmente ele não causava qualquer dano grave ao aparelho infectado. Apenas consumia mais bateria ao tentar se copiar para outro aparelho através da conexão Bluetooth. Infelizmente, pouco tempo depois, o Cabir foi modificado e se tornou uma praga perigosa. Pior: inspirados no Cabir, talvez, outros vírus começaram aparecer. Atualmente há tipos que são capazes de desativar completamente qualquer celular, apagar dados ou fazer o aparelho enviar mensagens sem o consentimento do dono – elevando desta forma a conta telefônica da vítima.
Os vírus, com o objetivo de se alastrar de forma rápida, geralmente são escritos para infectar sistemas operacionais e programas populares. Isto explica porque hoje boa parte das pragas são destinadas ao Symbian. Abaixo, inclusive, temos um gráfico que mostra a evolução dos vírus classificadas por plataforma entre 2004 e 2005.
Nota-se uma considerável diferença do Symbian em relação aos outros SOs. Mas isto poderá mudar no futuro. Afinal, excelentes plataformas, como o Windows Mobile, conquistam mais adeptos a cada dia que passa.
Os antivírus para smartphones
Para tentar manter distância das pragas para smartphones, nada melhor que um bom antivírus. Atualmente há três nomes quando o assunto é “proteger o celular”. F-Secure Mobile Antivirus, Kaspersky Antivirus Mobile 6.0 e Trend Micro Mobile Security 3.0.
O primeiro, F-Secure Mobile Antivírus, é de fácil instalação. Basta arrastar o arquivo de 449 KB para o aparelho e executá-lo, porém exige ativação na Internet e custa $ 46,46. É o único que pode ser baixado diretamente do celular a partir da página móvel da empresa (aqui).
O Kaspersky Antivirus Mobile 6.0 também precisa ser ativado na internet. Seu menu permite agendar a varredura, definir o que fazer com um arquivo infectado (apagar ou quarentena) e até selecionar pastas (é o único que faz isto hoje). Além disso, possui proteção contra spam via SMS – bloqueia torpedos de números desconhecidos e permite criar uma “lista negra”. Custa $ 29,95.
O Trend Micro Mobile Security 3.0 é um produto que chegou recentemente ao mercado – Março deste ano (2007). Têm opções para selecionar os tipos de arquivos a serem examinados e de quanto em quanto tempo deve ser feito o update. É o único que não exige ativação na web e vem com firewall. Além disso permite criar regras de acesso e possui filtro anti-spam para SMS. Custa $ 34,95.
É isso!