Há algumas exigências para um sistema celular ser considerado de terceira geração. O projeto IMT-2000 (International Mobile Telecommunications-2000) da UIT foi o responsável por definir algumas destas exigências que os sistemas devem atender. Entre elas:
* Altas taxas de dados;
* Transmissão de dados simétrica e assimétrica;
* Serviços baseados em comutação de circuitos e comutação de pacotes;
* Qualidade de voz comparável à da telefonia fixa;
* Melhor eficiência espectral;
* Vários serviços simultâneos para usuários finais, para serviços multimídia;
* Incorporação suave dos sistemas celulares de 2º geração;
* Roaming global;
* Arquitetura aberta para a rápida introdução de novos serviços e tecnologias.
A migração de uma operadora para sistemas de terceira geração envolve altos investimentos. O UMTS (Universal Mobile Telecommunications System) surgiu como forma de minimizar o exorbitante custo envolvido. Afinal, tal tecnologia é, na verdade, uma evolução dos sistemas já existentes (GSM/GPRS). Com isso, aproveita-se muito da infra-estrutura e suaviza a implantação.
Um sistema de terceira geração deve funcionar, como já exposto, conforme algumas regras. Porém uma delas merece destaque: “altas taxas de dados”. Isto é de extrema importância, pois os terminais móveis – com a constante evolução da capacidade de processamento – deixaram de ter como objetivo exclusivo a boa qualidade da chamada. Ou seja, aplicações modernas como vídeo em tempo real são necessidades a serem atendidas. O GPRS (171,2 kbps), apesar de suportar o tráfego de dados em rajadas, não é capaz de realizar plenamente tais aspirações. Já o UMTS pretende atender aos atuais requisitos, pois possui como velocidade 384 kbps em dispositivos móveis e 2 Mbps em sistemas de pouca mobilidade.
A arquitetura do UMTS pode ser representada pela imagem abaixo:
UE (User Equipment): é o equipamento do usuário – terminal móvel;
UTRAN (UMTS Terrestrial Rádio Access Network): é a rede terrestre de acesso rádio do UMTS;
CN (Core Network): é o núcleo da rede que suporta serviços baseados em comutação de pacotes e comutação de circuitos.
A interface rádio (entre o terminal e ERB) do UMTS é baseada no WCDMA (Wideband Code Division Multiple Access). Este utiliza como método de múltiplo acesso o CDMA de Seqüência Direta (DS-CDMA) – com os vários terminais compartilhando uma mesma banda de freqüências, porém empregando códigos diferentes de espalhamento espectral. Abaixo uma imagem mostrando a evolução dos sistemas:
Em uma rede WCDMA, ajusta-se a potência de emissão de cada usuário. O objetivo deste controle é fazer com que a potência de chegada na ERB seja a mesma para todos os terminais. A frequência deste controle é de 1500 Hz.
Agora uma tabela com algumas características do WCDMA:
Outras características técnicas do UMTS serão abordadas em artigos futuros.
Concluindo…
O UMTS veio para dar o passo inicial em direção da padronização global de sistemas 3G. Com ele se torna possível novos serviços, produtos e modelos de nogócios. A aceitação em massa por parte dos usuários fatalmente exige/exigirá tais comodidades das operadoras. Cabe a estas decidir, conforme seu parque já instalado, qual linha 3G adotar.
É isso!