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Cartao de memoria com Wi Fi da Eye Fi

As câmeras com Wi-Fi embutido, como a Cyber-Shot DSC-G1 da Sony ou como a PowerShot SD430 da Canon, chegaram ao mercado em meados de 2006 e até hoje não conquistaram um “espaço” entre os apaixonados por fotos. Dentre outros fatores menos significativos, isto acontece devido aos preços desses modelos, exageradamente caros em relação aos outros com as mesmas características exceto o Wi-Fi. Então se você, assim como eu, não dispõe de dinheiro para “investir” em uma câmera com Wi-Fi embutido a solução é adquirir o cartão de memória com Wi-Fi da Eye-Fi, uma empresa criada em 2007 no Vale do Silício.

Os cartões Eye-Fi Wireless estão sendo vendidos nos Estados Unidos por 49 dólares e começam na versão de 2GB. Funcionam, segundo a fabricante, em mais de 700 modelos de câmeras que usam slots tipo SD e SDHC. O upload das fotos é feito com extrema facilidade a partir do software que acompanha o cartão (instalado na máquina do peão) e, claro, de uma conexão Wi-Fi. No entanto, muitos usuários se queixam quando este upload deve ser feito em uma rede wireless criptografada (com WEP, por exemplo). Afirma-se que o cartão Eye-Fi “se perde” com as chaves de segurança e não consegue manter ou até mesmo estabelecer uma comunicação com a máquina destino. Mais: seu alcance é extremamente limitado, atingindo, na prática, aproximadamente 8 metros. Mas isto é aceitável se levarmos em consideração a anteninha interna do cartão, né?

Para fechar, eis um recurso muito legal do Eye-Fi Wireless: é possível, através do software que acompanha o bichinho, descarregar as imagens diretamente em sites como Shutterfly, Facebook, Flickr, TypePad, Picasa e outros. Ideal para quem não dorme sem antes postar uma fotinho na web. Cartão de memória com Wi-Fi da Eye-Fi, vale a pena conferir!



Aircrack ng Airodump Wzcook em Windows WEP

Considerada uma poderosa ferramenta de análise de tráfego 802.11, Aircrack consegue trabalhar em Linux e Windows. Sua função é quebrar ou descobrir chaves WEP (Wired Equivalent Privacy) a partir de dados capturados duma rede sem fio alvo. Na verdade, o pacote cujo Aircrack faz parte é composto também por outros programas: como o Airodump e Wzcook.

Neste artigo ensinaremos a usar o Aircrack em Windows. Alias, o pacote para Windows contendo o Aircrack, Airodump e Wzcook está disponível em nossa área de download (aqui).

Primeiramente, torna-se necessário capturar alguns pacotes da rede sem fio em questão. Esta captura pode ser feita por qualquer adaptador wireless capaz de entrar em modo monitor (RFMON). Inclusive, em artigos anteriores (aqui), além de detalharmos o RFMON mostramos algumas placas que conseguem operar neste modo. Satisfeita esta condição, precisamos escolher um software para realizar a coleta. Nesta etapa, pode-se utilizar qualquer programa que gere arquivos no formato pcap. Por exemplo: Kismet, Ethereal, Tcpdump ou Airodump (que acompanha o pacote).

Em nosso teste, utilizamos o Kismet. O resultado da captura foi um arquivo com extensão .dump de 374 MB. Trata-se dum tamanho considerável para quebrar nossa rede cuja chave WEP possui 64 bits.

Agora, vamos ao Aircrack

Dentro da pasta bin encontramos o executável Aircrack-ng GUI.

Ao rodá-lo, vemos a seguinte tela:

Na aba Aircrack-ng, além da opção encriptação (WEP ou WPA), podemos escolher o tamanho da chave. Em nosso caso, WEP 64 bits. Clicamos em Choose e fomos até nosso arquivo .dump. Após selecionarmos, clicamos em Launch.

Após algum tempo, o Aircrack poderá fazer algumas perguntas ao usuário conforme o tráfego capturado:

Com base no SSID, MAC e número de IVs, optamos pelo número 1. Feita a escolha, a chave WEP é então revelada:

Fantástico, não?

É isso!



Internet sem fio wireless

Ao pesquisar na Google sobre “INTERNET SEM FIO”, vários sites interessantes são localizados e exibidos ao usuário. Porém, logo na primeira folha de resultados, há algo no mínimo curioso. Trata-se duma página cujo endereço é: HTTP://WWW.SUAINTERNETSEMFIO.COM.BR. Ao acessá-la, encontramos uma elaborada apresentação feita em Flash. Bonita mesmo. Nela o visitante pode escolher entre dois ambientes: residencial e empresarial. Após a escolha, tudo fica ainda mais interessante. Abrem-se mapas 3D das peças que comumente fazem parte de cada ambiente. Ao clicar em “Sala de TV”, por exemplo, surge na tela o equipamento wireless indicado para a peça em questão.

Consideramos tal site curioso porque todos os produtos são da marca Linksys. Inclusive, na parte superior da tela, encontramos um resumo sobre a empresa. Já na aba “contato”, somos agraciados com a seguinte frase: “Bem vindo(a) ao canal direto de contato Linksys!”.

Nossa pergunta é:

Por que existe o endereço SUAINTERNETSEMFIO para expor produtos da marca Linksys ao passo que esta empresa possui um site oficial? (www-br.linksys.com)

Achamos que a Linksys, como não poderia deixar de ser, foi esperta. Ela exibe seus equipamentos no site SUAINTERNETSEMFIO para ser facilmente localizada pelos leigos. Afinal, alguém que pouco entende de tecnologias wireless jamais realiza uma busca partindo de algum produto específico. O leigo busca resultados através de palavras chaves e, convenhamos, não existe nada melhor que: “INTERNET SEM FIO”.

Certo?

É isso!



Montar construir fazer rede sem fio wireless Ad Hoc

O padrão 802.11, em termos organizacionais, define dois modos distintos de operação: Ad-Hoc e infra-estrutura. No modo Ad-Hoc, como já exposto em artigos anteriores (aqui), não existe um concentrador. Isto significa que os equipamentos se conectam diretamente uns aos outros. Tal modo é bastante útil, pois é comum precisarmos de uma rede facilmente configurável entre duas (ou mais) estações para transferirmos dados com urgência. Este é nosso assunto de hoje. Falaremos sobre como montar uma rede Ad-Hoc simples entre duas máquinas Windows.

Vamos aos passos…

Painel de Controle -> Conexões de Rede -> Propriedades da Interface Wireless;

Aba Redes Sem Fio -> Avançado;

Aqui, deve-se marcar a opção “Apenas redes de computador a computador (ad-hoc)”;

Feito isso, em Redes Preferenciais, clica-se no botão Adicionar. Vamos dar um nome (SSID) para a rede Ad-Hoc. Escolhemos o nome VIVASEMFIO_Ad_Hoc. Além disso, desativamos a criptografia WEP;

Clica-se em OK e pronto. A rede funcionará assim que as configurações forem finalizadas.

Após ativa e conectada, vemos o seguinte no software padrão de conexão sem fio do Windows:

OBS: em redes Ad-Hoc não existe qualquer servidor DHCP para distribuir endereços IP. Porém, grandes empresas – como Microsoft, Apple, etc – concordaram que nesta situação os computadores devem trabalhar com endereços no intervalo 169.254.x.x. Tal faixa é conhecida como linklocal. Abaixo os IPs das duas estações VIVASEMFIO_Ad_Hoc;

É isso!



Linux configurar wireless rede sem fio comando Ndiswrapper

Algumas distribuições do linux possuem utilitários gráficos para auxiliar o usuário quando este for se conectar a um ponto de acesso. Isto é ótimo, pois tudo se torna rápido e fácil. Na imagem abaixo temos exemplo:

Este é um utilitário que encontramos no Kurumin. Nele, além da possibilidade de verificar os APs disponíveis e configurar uma associação, temos o Ndiswrapper. Basicamente, o Ndiswrapper permite ativar placas wireless no linux utilizando drivers do Windows. Porém, está fora no escopo deste artigo tratar sobre o Ndis. Falaremos aqui sobre associações. E mais: nem sempre dispomos de um utilitário gráfico para facilitar a nossa vida. Algumas vezes é preciso levantar uma placa wireless e conectá-la num ponto por linhas de comando. Ou, como dizem alguns fãs do pingüim, no braço. Então vamos lá…

Obs: a placa wireless será vista pelo sistema (eth0, eth1, wlan0, etc) conforme o driver utilizado. “wlan0″ é a forma mais comum, porém em nossos testes o sistema adotou “eth1″.

Antes de qualquer ação, vamos detectar os APs disponíveis na região. Para isso basta utilizar o seguinte comando:

root@vivasemfio:/# iwlist scan
lo Interface doesn’t support scanning.

eth0 Interface doesn’t support scanning.

eth1 Scan completed :
Cell 01 – Address: XX:XX:XX:XX:XX:XX
ESSID:”TUCANO”
Protocol:IEEE 802.11bg
Mode:Master
Channel:5
Encryption key:on
Bit Rates:1 Mb/s; 2 Mb/s; 5.5 Mb/s; 6 Mb/s; 9 Mb/s
11 Mb/s; 12 Mb/s; 18 Mb/s; 24 Mb/s; 36 Mb/s
48 Mb/s; 54 Mb/s
Quality=100/100 Signal level=-15 dBm
Extra: Last beacon: 108ms ago

A varredura capta diversas informações interessantes dos pontos ativos. Entre elas MAC address, ESSID, canal e criptografia. Acima encontramos o AP da VsF cujo ESSID é TUCANO e com encriptação via WEP ativa (Encryption key:on).

Para conseguir associação com este AP, a primeira informação que deve ser fornecida é o ESSID. Assim:

root@vivasemfio:/# iwconfig eth1 essid TUCANO

Feito isso definiremos o canal:

root@vivasemfio:/# iwconfig eth1 channel 5

Os canais, em teoria, podem variar de 0 a 16. Porém, apenas 14 deles, de 1 a 14 são licenciados pelo FCC e a lista diminui mais um pouco de acordo com o país envolvido. Nos EUA é permitido o uso dos canais de 1 a 11, na Europa de 1 a 13 e no Japão de 1 a 14. Enquanto escrevemos este artigo, no Brasil, esta situação ainda é confusa.

De posse da chave WEP, utilizaremos o seguinte comando:

root@vivasemfio:/# iwconfig eth1 key restricted 3e699b884db0e409ddd099a4ec

Por fim, basta definir o IP da estação e o IP do ponto de acesso. Assim:

root@vivasemfio:/# ifconfig eth1 192.168.1.89 netmask 255.255.255.0
root@vivasemfio:/# route add default gw 192.168.1.1

Prontinho. É só testar:

root@vivasemfio:/# ping www.vivasemfio.com
PING www.vivasemfio.com (200.221.2.45): 56 data bytes
64 bytes from 200.221.2.45: icmp_seq=0 ttl=57 time=37.0 ms
64 bytes from 200.221.2.45: icmp_seq=1 ttl=57 time=37.1 ms
64 bytes from 200.221.2.45: icmp_seq=2 ttl=57 time=40.0 ms
64 bytes from 200.221.2.45: icmp_seq=3 ttl=57 time=36.2 ms

— www.vivasemfio.com ping statistics —
4 packets transmitted, 4 packets received, 0% packet loss
round-trip min/avg/max = 36.2/37.5/40.0 ms

Tudo funcionando! Pingüim conectado!

Caso o DHCP estiver habilitado no AP, podemos ignorar os seguintes passos:

root@vivasemfio:/# ifconfig eth1 192.168.1.89 netmask 255.255.255.0
root@vivasemfio:/# route add default gw 192.168.1.1

É só utilizar o comando “pump –i X”. Exemplo:

root@vivasemfio:/# iwconfig eth1 essid TUCANO
root@vivasemfio:/# iwconfig eth1 channel 5
root@vivasemfio:/# iwconfig eth1 key restricted 3e699b884db0e409ddd099a4ec
root@vivasemfio:/# pump -i eth1
root@vivasemfio:/# ping www.vivasemfio.com
PING www.vivasemfio.com (200.221.2.45): 56 data bytes
64 bytes from 200.221.2.45: icmp_seq=0 ttl=57 time=37.0 ms
64 bytes from 200.221.2.45: icmp_seq=1 ttl=57 time=37.1 ms
64 bytes from 200.221.2.45: icmp_seq=2 ttl=57 time=40.0 ms
64 bytes from 200.221.2.45: icmp_seq=3 ttl=57 time=36.2 ms

— www.vivasemfio.com ping statistics —
4 packets transmitted, 4 packets received, 0% packet loss
round-trip min/avg/max = 36.2/37.5/40.0 ms

Obs: o comando “pump –i X” só pode ser utilizado em algumas distribuições, como a Knoppix. Nas outras, cujo suporte não existe, deve-se usar o comando “dhcpcd X”.

É isso!