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A 4G e o HiperMAN

Recentemente falamos sobre o LTE (Long Term Evolution), uma tecnologia pré-4G cujas especificações foram aprovadas em janeiro de 2008. Trata-se, basicamente, de um projeto comandado pelo 3GPP que promete melhorar o padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System) com o emprego de diversos recursos atuais, como o uso de antenas MIMO, modulações OFDM e SC-FDMA e mais. Porém hoje, ao pesquisarmos na Wikipedia, encontramos outras 5 tecnologias classificadas como pré-4G. São elas: iBurst, HiperMAN, WiMAX, WiBro e GAN. Que “salada”, não? Pois bem, enquanto não existe uma posição clara da ITU (International Telecommunication Union) perante as especificações pós-3G, falaremos um pouco sobre o HiperMAN, o padrão Europeu criado como alternativa ao WiMAX e ao WiBro.

HiperMAN (High Performance Radio Metropolitan Area Network)

É uma tecnologia de banda larga via rádio criada pela ETSI (European Telecommunications Standards Institute) como alternativa européia ao WiMAX e ao WiBro. Opera nas freqüências abaixo dos 11 GHz e, assim como o padrão EVDO Rev.A, prioriza o tráfego por IP. Alias, diz-se que as redes móveis de quarta geração serão totalmente baseadas em IP, fato que dará aos aparelhos o status “always-on”, ou seja, sempre conectados.

O HiperMAN apresenta total compatibilidade com o IEEE 802.16 (o WiMAX), afinal foi desenvolvido em conjunto com este standard após a própria ETSI tê-lo tomado como referência. Ele também oferece QoS (Quality of Service), segurança forte, altas taxas de transferências e pode ser configurado para operar em modo MESH e Ponto-Multiponto. MESH? Segundo várias definições, MESH são redes que não dependem de um ponto central e são capazes de se auto-ajustarem conforme o número de usuários. Cada ponto atua como um repetidor do sinal, fato que torna este tipo de rede, ao menos na teoria, “ilimitada” quanto ao número de usuários. Agora a pergunta: será que este modo funciona atuando como um sistema de telefonia móvel? O celular do Joãozinho servindo de “ponte” para o da Mariazinha. Na seqüência, o da Mariazinha fazendo “ponte” com o do Juquinha e assim por diante. Esquisito, não? E a segurança? Para fechar, sabe-se que o HiperMAN opera tanto em FDD (GSM, CDMA2000, etc) como em TDD (Bluetooth, etc).

A saber:

O padrão FDD (Frequency Division Duplex) utiliza duas bandas separadas de freqüência, permitindo ao terminal móvel transmitir em uma freqüência e receber em outra. A freqüência na qual a estação-base transmite é chamada de link direto (downlink). Já a utilizada pelo terminal móvel é conhecida por link reverso (uplink). Os pares costumam ser iguais em tamanho, ou seja, normalmente há simetria.

Muitos sistemas celulares utilizam o FDD. As tecnologias GSM e CDMA2000 são exemplos. Afinal, este é o padrão ideal para links de voz. Nesses casos, normalmente, duas antenas são utilizadas na ERB (Estação Rádio Base). Uma para transmitir e outra para receber. Já no terminal móvel temos uma única antena. Ela consegue trabalhar nas duas freqüências graças a um dispositivo chamado duplexer.

No TDD (Time Division Duplex), utiliza-se a mesma faixa de freqüência para transmissão e recepção. Porém, como o próprio nome diz, em tempos distintos. A grande vantagem deste padrão é a possibilidade de alocar dinamicamente largura de banda entre o link reverso e o link direto. Isto implica na possibilidade de links de dados assimétricos. O Bluetooth é um exemplo de tecnologia que utiliza o TDD.

É isso!

LTE Long Term Evolution no Brasil

O LTE (Long Term Evolution) é um projeto comandado pelo 3GPP que promete fazer um upgrade no padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System), melhorando a eficiência espectral, convertendo o fluxo de dados para IP, aumentando as taxas de transferências (para aproximadamente 100 Mbps no downlink), aprimorando a integração com outros padrões, etc. Suas especificações foram aprovadas em janeiro de 2008 e provavelmente farão parte do Release 8. Fato é que as discussões acerca desta tecnologia “pegaram fogo pra valer” no final do ano passado (dez/2008), com a demonstração da LG Electronics do primeiro telefone celular com um chip LTE. Foi um ba-fa-fá. Alguém lembra? Após este acontecido, algumas empresas já anunciaram seus investimentos em LTE, como a TeliaSonera na Suécia e a Verizon nos Estados Unidos.

No Brasil, sabemos que as redes 3G ainda engatinham por diversas razões. Por exemplo: os leilões das freqüências destinadas ao 3G na Europa aconteceram no ano 2000 e somente oito anos depois (já em 2008) o mesmo foi feito por aqui. Ou seja, agora as empresas de teleco que operam no Brasil estão investindo no 3G. Elas estão preocupadas em aumentar a cobertura e melhorar a qualidade dos serviços associados a esta tecnologia, campeã de reclamações em virtude dos diversos problemas técnicos ainda existentes. Conclusão: LTE no Brasil, por enquanto, nem pensar! E para as pessoas que entenderam este “nem pensar” como um ou dois anos, eis um problema: o Brasil não tem banda disponível para o LTE. O espectro da TV analógica de 700 MHz, que pode ser utilizado no LTE, não está livre e o Ministério das Comunicações pretende desligá-lo APENAS EM 2016. É mole?

E aquela história de que o LTE vai engolir o WiMAX, é verdade?

“Muita calma nessa hora!”. Alguns estudos já estão afirmando que o LTE e o WiMAX, mesmo com características técnicas semelhantes, conviverão mutuamente no futuro. O LTE atenderá as operadoras (segmento de massa) enquanto o WiMAX deverá se firmar como uma tecnologia de nicho, ou seja, o WiMAX atenderá a um “pequenoâ€? número de clientes que demandam uma oferta específica. É o que já está acontecendo no Brasil com a Embratel, empresa que utiliza o WiMAX como tecnologia complementar à rede da Net para oferecer o plano Embratel PME. Capiche?

É isso!

WiMAX e o caso da Nortel

WiMAX (Worldwide Interoperability for Microwave Access) é o “nome” da tecnologia de banda larga sem fio que opera em conformidade com o padrão IEEE 802.16. Desenvolvida para cobrir grandes áreas, era capaz de estabelecer conexões a quilômetros de distância em linha de visada já na sua primeira especificação, publicada em abril de 2002. Depois desta, surgiram outras, como a ratificação em 2004 do padrão IEEE 802.16d, também conhecido por WiMAX Nomádico. Este padrão incorporou diversas melhorias, como o suporte a antenas tipo MIMO (Multiple-Input Multiple-Output), porém, somente na especificação IEEE 802.11e o WiMAX passou a fazer handoff em altas velocidades. Foi nesta “etapa da evolução” que muitos desacreditados começaram a dar seus votos de confiança a esta tecnologia. Então surgiu o WiBRO (Wireless BROadband), versão coreana do WiMAX que opera em 2,3 GHz e os primeiros rumores sobre o WiMAX como uma tecnologia de 4G (candidata a substituir o 3G). Hoje sua velocidade pode atingir 1 Gbps com um raio de atuação de até 50 quilômetros.

Muitos desacreditados? Pois bem, todos os entusiastas que acompanharam a trajetória no WiMAX sabem que esta tecnologia já passou por diversos altos e baixos. Vejamos: após um conturbado período de incubação, o WiMAX começou a crescer e aparecer em meados de 2006/2007, época na qual os testes com a tecnologia retornaram os primeiros resultados verdadeiramente “satisfatórios”. O Brasil, por exemplo, montou sua primeira rede WiMAX de repercussão nacional ainda em 2007, frutos de uma parceria entre a PUC de Campinas e a israelense Alvarion. Depois desta, claro, vieram outras, como o caso da Embratel que utiliza o WiMAX como tecnologia complementar à rede da Net para oferecer o plano Embratel PME. Já se pensarmos “mundialmente”, deixando o Brasil de lado, o WiMAX também deu saltos significativos. Alguém se lembra dos celulares da Samsung que operam em WiBRO? Ou da plataforma móvel Montevina, da Intel, que virá com suporte ao WiMAX? E as espetaculares redes WiMAX da Xohm nos Estados Unidos?

Por outro lado, alguns acontecimentos deixam os aficionados por esta tecnologia com a pulga atrás da orelha. No início do ano passado (2008) a gigante finlandesa Nokia fez o maior estardalhaço com o lançamento do seu tablet N810 WiMAX Edition, para a alegria do pessoal da Xohm. Mas a festa durou pouco, pois já em 2009 a empresa afirmou que deixará de produzir o N810 e passará a olhar com “mais carinho” para o LTE (Long Term Evolution) – candidato a 4G. E as bombas não param. A Nortel, empresa que recentemente pediu concordata no Canadá e Estados Unidos, decidiu encerrar seus negócios envolvendo o WiMAX e finalizou sua parceria com a Alvarion. Estranho, não? Há algum tempo a Nortel defendia com unhas e dentes a tecnologia. Mas veio a crise e com ela o WiMAX foi direto para escanteio. Quanta neblina nessa história!

O que vocês acham disso? E o WiMAX? Veio para ficar ou não?

WiMAX Residencial

O WiMAX

WiMAX (Worldwide Interoperability for Microwave Access) é o “nome” da tecnologia de banda larga sem fio que opera em conformidade com o padrão IEEE 802.16. Desenvolvida para cobrir grandes áreas, era capaz de estabelecer conexões a quilômetros de distância em linha de visada já na sua primeira especificação, publicada em abril de 2002. Depois desta, surgiram outras, como a ratificação em 2004 do padrão IEEE 802.16d, também conhecido por WiMAX Nomádico. Este padrão incorporou diversas melhorias, como o suporte a antenas tipo MIMO (Multiple-Input Multiple-Output), porém, somente na especificação IEEE 802.11e o WiMAX passou a fazer handoff em altas velocidades. Foi nesta “etapa da evolução” que muitos desacreditados começaram a dar seus votos de confiança a esta tecnologia. Então surgiu o WiBRO (Wireless BROadband), versão coreana do WiMAX que opera em 2,3 GHz e os primeiros rumores sobre o WiMAX como uma tecnologia de 4G (candidata a substituir o 3G). Hoje sua velocidade pode atingir 1 Gbps com um raio de atuação de até 50 quilômetros, características que fazem do WiMAX a tecnologia mais promissora para levar a Internet a qualquer lugar.

O WiMAX Residencial

Na Futurecom deste ano a Parks, empresa 100% brasileira que atua no mercado de telecomunicações, anunciou que dará início à fabricação de CPEs (Customer Premises Equipment) WiMAX já no próximo ano, por meio de uma parceria com a Asus. “A idéia é produzir 30 mil CPEs por mês”, disse o diretor comercial da Parks Mauro de Araujo. Esta empresa, inclusive, está trabalhando com a indiana Sloka e com a israelense WiNetworks para trazer ao Brasil a fabricação de ERBs (Estações Rádio Base) fixas e móveis. Legal, né? Enquanto a Anatel ainda define as datas para os leilões de freqüência do WiMAX, já existem empresas 100% nacionais “preparando o terreno” para atender o promissor mercado de WiMAX residencial.

Sabemos que a Embratel utiliza o WiMAX como tecnologia complementar à rede da Net para oferecer o plano Embratel PME, plano composto por quatro linhas de voz e um link de dados de até 2 Mbps para Pequenas e Médias Empresas. Ou seja, um plano corporativo que, devido às indefinições da Anatel, não pretende atender a qualquer pessoa física (por enquanto). Já a Telefônica, em parceria com a Motorola e Intel, deu início aos testes de WiMAX residencial em dois bairros de São Paulo (futuramente no Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre). Durante três meses, um grupo com 150 clientes receberá GRATUITAMENTE o sinal WiMAX para navegar na Internet com velocidades de até 2 Mbps no download. É mole? Se os equipamentos da Motorola (wi4 WiMAX) forem homologados pela Anatel e se os resultados deste projeto forem satisfatórios, pretende-se lançar o serviço comercialmente em São Paulo.

E ainda têm gente que não acredita no WiMAX!

É isso!

TV por satelite e WiMAX da Embratel

No Brasil há diversas empresas de TV via satélite por assinatura que utilizam a tecnologia DTH (Direct-to-Home) para enviar sinais aos seus clientes. Trata-se de um esquema cuja empresa responsável pela grade de programação transmite, a partir de seu Uplink Center, seus sinais de áudio e vídeo diretamente para o satélite. O satélite, por sua vez, retransmite todo o conteúdo recebido para o conjunto de assinantes. Alias, todo e qualquer assinante que possui uma televisão analógica precisa de um decodificador específico para transformar os sinais digitais provenientes do sistema em sinais analógicos. Também deve adquirir uma anteninha parabólica do tipo off-set capaz de operar nas freqüências adotadas pelo DTH (geralmente entre 10,9 e 36 GHz), cujo diâmetro não ultrapassa 1 metro. Atualmente a SKY, Embratel TVsat, Galaxy Brasil, Star Sat e Rádio TV do Amazonas são exemplos de empresas que possuem a licença para operar com a tecnologia DTH no Brasil.

A TV por DTH da Embratel

No início deste ano a Embratel recebeu da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) a autorização para operar com o DTH em todo o país. Os serviços serão oferecidos por meio do satélite Star One C2, recentemente lançado ao espaço e que hoje ocupa uma posição privilegiada (70 W) para realizar a distribuição deste tipo de sinal por toda a América do Sul. Até aqui, nenhuma surpresa! A novidade é que a TV por assinatura da Embratel, utilizando a tecnologia Direct-to-Home, estará disponível apenas nas regiões não atendidas pelo serviço da Net (voz, dados e TV por cabos). “Será o mesmo acordo do WiMAX, pois não há planos para a construção de redes WiMAX nos locais onde a infra-estrutura da Net já chegou”, disse Mauricio Vergani, diretor executivo da empresa.

Falando em WiMAX…

Atualmente a Embratel utiliza o WiMAX como tecnologia complementar à rede da Net para oferecer o plano Embratel PME, plano composto por quatro linhas de voz e um link de dados de até 2 Mbps para Pequenas e Médias Empresas. Ou seja, o WiMAX é utilizado nos locais onde não existem cabos da Net para disponibilizar este serviço. A Embratel, alias, já fala em expandir o PME por WiMAX para 61 cidades até o final de 2010. É mole? Ainda tem gente que não acredita no sucesso desta tecnologia.

É isso!