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HSUPA e a operadora VIVO

Um ano após o leilão das freqüências destinadas ao 3G, a tecnologia se tornou disponível para 51,7% da população brasileira, o que representa 95 milhões de pessoas, segundo uma publicação feita pela revista Info (12/2008). Hoje, mais da metade (cerca de 80%) dos acessos à internet pela banda larga móvel são feitos por computadores, através de modems externos (tipo o Huawei E156 e o Onda MSA501HS) ou adaptadores embutidos (como os encontrados nos notebooks Microboard Ellite Plus e HP Pavilion DV4-1150BR Entertainment PC). Alias, a procura pelos modems 3G tem sido tão grande que o produto chegou a faltar em algumas lojas da Claro. Na outra ponta dos acessos (os outros 20%), temos os smartphones. Porém, vale destacar que tais porcentagens podem variar ao longo do tempo, principalmente com o barateamento de alguns sofisticados smartphones 3G. Fato é que o Brasil é um mercado promissor quando o assunto é “banda larga móvel”, pois a fixa deixa, e muito, a desejar. Bom, chega de estatísticas e vamos ao “X” da questão deste artigo – falar da mais nova “pérola” da operadora VIVO, sua tecnologia HSUPA.

A maior empresa de telefonia celular do Brasil, a VIVO, conhecida por sua malha CDMA / CDMA 1xRTT / EV-DO, disponibilizou em 2007 cobertura GSM aos seus clientes, tornando-se a única operadora verde e amarela CDMA e GSM simultaneamente. Já em setembro do ano passado (2008), sem muito alarde, ela deu mais um passo na direção do GSM com o lançamento da sua rede 3G HSPA. Agora, novamente sem vanglórias, a VIVO se tornou a primeira operadora do país a oferecer a tecnologia HSUPA (High Speed Uplink Packet Access). O HSUPA, basicamente, permite uploads de até 5,7 Mbps e já está disponível para os clientes VIVO ZAP (que possuem um mini modem compatível, como o Aiko 82D) de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Salvador.

O HSUPA

Considerado, por muitos, uma tecnologia de 3.5G, o HSUPA foi incluído ao padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunication System) no Release 6. Trata-se de uma tecnologia cujo nome, “HSUPA”, criado pela finlandesa Nokia, não recebe o apoio do 3GPP – tal órgão prefere chamá-lo de EUL (Enhanced Uplink). Divergências a parte, o HSUPA é um protocolo de comunicação da família HSPA (High Speed Packet Access) que melhora, consideravelmente, a performance do canal dedicado ao upload (também conhecido por uplink e se refere à velocidade com a qual o terminal “ENVIA” os dados para a torre). Tal velocidade pode atingir os 5,7 Mbps, algo certamente “inacreditável” há alguns anos. Fato é que o HSUPA possui os mesmos princípios de funcionamento do HSDPA (detalhado aqui), cujo “D” significa Downlink. Eis dois deles:

Uso de H-ARQ (Hybrid Automatic Repeat-Request): para compreendermos o H-ARQ, torna-se necessário falarmos sobre o FEC (Forward Error Correction) e ARQ (Automatic Repeat Request). O primeiro se refere aos códigos corretores de erros. Já o segundo são técnicas de retransmissões automáticas. Com o objetivo de ajustar o controle de erro às condições variantes do canal, diferentes combinações de FEC e ARQ são utilizadas. Tais combinações são chamadas de H-ARQ.

Uso da técnica AMC (Adaptive Modulation and Coding): a função do AMC é escolher qual o esquema de modulação e codificação a ser utilizado conforme as condições instantâneas do canal. Isto significa que é possível aumentar a taxa de bits quando algumas condições são satisfeitas. Por exemplo: canal não sobrecarregado, localização física do usuário, etc.

Fechando…

Quem diria que uma operadora CDMA, após inaugurar o 3G em 2004 no Brasil com o EV-DO (ainda presente em 28 municípios), seria a primeira no país a oferecer o HSUPA aos seus clientes? O mundo, de fato, é uma caixinha de surpresas!



Celular no metro de Sao Paulo

Os usuários do metrô da grande capital paulista já podem comemorar, pois todas as estações serão cobertas pelas redes de telefonia celular até o final deste ano, declarou o gerente de negócios da Companhia do Metropolitano de São Paulo José Jacques Namur Yazbek. Tudo começou com os testes de infra-estrutura realizados pelas operadoras Nextel, TIM, Vivo e Claro em maio deste ano. Na época foram encontrados diversos problemas de comunicação, mas todos os empecilhos foram corrigidos e a partir de agosto a linha verde do metrô passou a disponibilizar o serviço normalmente aos usuários. O processo de instalação do parque tecnológico é lento, pois além de toda a complexidade associada ao projeto, a empresa responsável (Power Wave) dispõe de apenas duas horas de trabalho por noite devido à segurança. No total serão 31,7 quilômetros de área subterrânea a ser coberta, o que corresponde a um “investimento” de aproximadamente 100 milhões de reais.

Nas estações o sinal é distribuído através de antenas posicionadas em locais estratégicos e conectadas com a rede de telefonia móvel por fibra óptica. Já nas linhas o sinal é espalhado por meio de um cabo coaxial irradiante, também conhecido por cabo fendido. Esses cabos ainda não são populares no Brasil, mas há tempos são utilizados “lá fora” para reduzir custos e proporcionar flexibilidade aos projetos. Ótima notícia para os 3,3 milhões de usuários que utilizam o metrô de São Paulo diariamente, não?

É isso!



VIVO 3G GSM HSPA

EV-DO e HSDPA

O EV-DO (EVolution-Data Optimized ou EVolution-Data Only), inicialmente conhecido por High Data Rate, é um padrão de transmissão e recepção de dados sem fio de terceira geração (3G) que surgiu em 1999 através da evolução do CDMA (2G) e do CDMA 1xRTT (2,5G). Ele foi exclusivamente criado para transportar dados (não voz) e, utilizando uma única portadora de 1,25 MHz, consegue obter taxas de até 2,4 Mbps. Fato é que o EV-DO já passou por diversos upgrades desde o seu surgimento e tais atualizações são conhecidas por “revisões”. Por exemplo: a revisão A, concorrente do HSDPA, é uma tecnologia 100 % IP cujas taxas podem chegar até 3,1 Mbps no download e 1,8 Mbps no upload. Há também a revisão B e assim por diante.

O HSDPA (High Speed Download Packet Access), aprovado pelo 3GPP em 2002, também é um padrão de transmissão e recepção de dados sem fio de alta velocidade. Seu principal objetivo é proporcionar ao WCDMA (evolução do GSM) taxas de até 10 Mbps para serviços de melhor esforço, com uma banda de 5 MHz. Também utiliza modulações de alta ordem (16 QAM e 64 QAM), antenas inteligentes MIMO (Multiple-Input e Multiple-Output) e outros complexos esquemas para cumprir com seu objetivo. Hoje a tecnologia HSDPA briga de “igual pra igual” com o EV-DO e suas revisões para dominar o mercado de telecomunicações. Esses atritos, claro, são convertidos em melhorias nos serviços, algo extremamente benéfico para todos os clientes.

VIVO 3G GSM

A maior empresa de telefonia celular do Brasil, conhecida por sua malha CDMA / CDMA 1xRTT / EV-DO, passou a oferecer em 2007 cobertura GSM aos seus clientes, tornando-se a única operadora verde e amarela CDMA e GSM simultaneamente. Agora a VIVO, sem muito alarde, deu mais um passo na direção do GSM, pois no dia 11 de setembro de 2008 lançou oficialmente a sua rede 3G HSPA. Esta rede, com exceção a Belo Horizonte que opera em 850 MHz, utiliza a faixa dos 2100 MHz e já está disponível em mais de 40 cidades brasileiras. Por enquanto a operadora está oferecendo apenas os serviços de banda larga e TV, situação que mudará com o amadurecimento da tecnologia. Não vai demorar para que os outros recursos sejam integrados ao sistema, como a famosa e tão aguardada Videochamada. Os preços variam de acordo com o serviço, mas no caso da banda larga, por exemplo, são os mesmos dos praticados com a tecnologia EV-DO. Quem diria, né? Duas tecnologias de terceira geração completamente diferentes disponíveis na mesma operadora!

É isso!



Portabilidade numerica celular

Em breve todos nós poderemos usufruir do recurso da portabilidade numérica. Isto significa que um cliente da TIM, por exemplo, poderá migrar para a Vivo sem a necessidade de alterar o número do telefone. Trata-se de uma ótima notícia para alguns entrevistados pela Morgan Stanley. Um estudo feito por este instituto apontou que 20% dos usuários brasileiros de telefonia móvel e fixa desejam trocar de operadora e manter o mesmo número. Mas a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) não está interessada em saber se o nível de adesão da população será alto ou baixo. Ela está preocupada apenas em conceder este direito ao consumidor.

De acordo com algumas publicações, a portabilidade numérica será implantada de maneira gradativa em nosso país. Na primeira etapa serão atendidos cerca de 10% da planta total de assinantes cujas regiões foram escolhidas conforme a conveniência das operadoras. Os primeiros a serem beneficiados serão os DDDs 14 e 17 (São Paulo), 27 (Espírito Santo), 37 (Minas Gerais), 43 (Paraná), 62 (Goiás), 67 (Mato Grosso do Sul) e 86 (Piauí). Já as últimas etapas serão finalizadas até março de 2009 e atenderão os maiores mercados, afirma a Anatel. O DDD 11, por exemplo, representa quase 18 milhões de linhas ativas e por isso foi para o “final da fila”, assim como o DDD 21.

As operadoras, por enquanto, estão “torcendo o nariz” devido aos altos investimentos necessários para tornar a portabilidade numérica uma realidade. A ACEL (Associação Nacional das Operadoras Celulares) prevê que os gastos totais do setor neste ano totalizarão 13,6 bilhões de reais. Desse montante, 6 bilhões serão usados no pagamento das licenças 3G e parte do que sobrar será colocado na portabilidade.

É isso!



Lixo Eletronico reciclagem celular Umicore

Segundo pesquisas, os usuários brasileiros trocam de celular a cada 18 meses. Este giro ocorre, principalmente, devido aos lançamentos de aparelhos mais sofisticados e aos apelos das operadoras. Afinal, com o objetivo de reter seus clientes, algumas chegam a dar terminais. Além do curto “tempo de vida” dum celular por aqui, o Brasil está perto de ultrapassar os 123 milhões de linhas móveis. Fato que deixa nosso país na quinta posição mundial e todo este alvoroço sequer está perto da calmaria. A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), por exemplo, estima que o mercado interno absorverá cerca de 62% dos 78 milhões de aparelhos que serão produzidos apenas em território nacional em 2008. É mole?

E o lixo eletrônico? Qual o destino das incontáveis placas de circuito impresso? Onde vão parar as baterias compostas de metais tóxicos como cádmio, chumbo, níquel, óxido de mercúrio, etc…?

Enquanto nosso país ainda discute a política de resíduos sólidos, operadoras e fabricantes de equipamentos vão ensaiando os primeiros passos. A partir deste ano, a Claro passa a se responsabilizar não só pelo recebimento dos aparelhos, mas também pela destinação dos componentes às recicladoras credenciadas por órgãos ambientais. Hoje, as lojas próprias da Claro possuem urnas coletoras. A empresa garante que, até junho, todos os pontos-de-venda, inclusive os 3,3 mil agentes autorizados da operadora, estarão equipados com a urna coletora.

A Vivo, dona de uma carteira com 33,7 milhões de clientes, recolheu no ano passado cerca de 130 mil aparelhos e 105 mil baterias pelo projeto Vivo Recicle seu Celular, programa que também recolhe acessórios. Com esta atividade, a empresa recebeu quase R$ 50 mil, dinheiro que foi doado à Audioteca Sal & Luz, que produz e empresta livros em áudio para pessoas com deficiência visual.

Felizmente, além dessas operadoras, o Brasil também conta com empresas que desenvolvem um belo trabalho em respeito ao meio ambiente. É o caso da Umicore Brasil. Ano passado ela enviou para a Suécia 30 toneladas de baterias recarregáveis, o que representa 3% da coleta que o grupo fez em 29 países. Em 2008 o grupo já coletou 20 toneladas e até abril pretende exportar 10. De acordo com Ricardo Rodrigues, gerente de desenvolvimento de negócios da Umicore, o aumento no volume é uma conseqüência do acordo fechado entre a empresa e a Motorola. Já nas refinarias do grupo no exterior, os produtos são reciclados e posteriormente são utilizados na fabricação de catalisadores automotivos e componentes para a indústria eletrônica.

Concluindo: finalmente a preocupação com o meio ambiente começou a se firmar na pauta das grandes empresas e como estas servem de modelo para as menores, em breve, veremos mais harmonia entre o homem e as riquezas naturais de nosso planeta. Ainda há muito trabalho pela frente, mas estamos caminhando…