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iPad e a gambiarra da internet 3G

Uma verdadeira gambiarra virou febre entre os usuário de iPads 3G que vivem fora dos Estados Unidos. Estamos falando do “jeitinho” (será brasileiro meu Deus?) que muitos apple maníacos encontraram para fazer seus iPads trabalharem numa rede 3G através de chips SIM. Afinal, no slot do iPad, só cabem chips micro-SIM e, até o momento, nenhuma operadora brazuca está trabalhando com chips desse tipo. O que esses usuários fazem então? Com muita habilidade (hehe), uma tesoura e um estilete, eles compram um chip SIM normal e “adaptam-no” para o micro-SIM. Ou seja, eles passam a tesoura no coitadinho até ficarem no mesmo formato do micro-SIM (15 mm de largura x 12 mm de altura e 0,76 mm de espessura). Parece loucura, mas há vários depoimentos de que o “método” realmente funciona!

O único problema encontrado nesta “adaptação” é a inutilização permanente do SIM se ele for cortado errado. Vale lembrar que o chip contém vários dados (por exemplo, contatos telefônicos) e, apesar de ser barato (em média, um novo custa R$ 10), seria desagradável perdê-los por um simples descuido na hora de manejar a tesoura. Não é mesmo? Por esta razão, de acordo com vários relatos, o melhor mesmo é adquirir um chip SIM “vazio”. Só assim o aventureiro poderá ficar tranqüilo se algo der errado. Ah, e os apple maníacos podem ficar tranqüilos, pois esse procedimento não causa nenhum dano ao iPad.

É isso!

SIMFi Transforma seu Celular num Router Wi-Fi

Ano passado falamos um pouco sobre o cartão de memória para máquinas fotográficas da Eye-Fi com Wi-Fi integrado. Com ele, os usuários podem fazer o upload das fotos armazenadas no cartão diretamente para o computador – sem estresse, no melhor estilo “wireless connected”. Na ocasião, inclusive, recebemos diversos comentários de pessoas insatisfeitas com a performance do Eye-Fi em ambientes criptografados (com WEP, por exemplo) – problema que, segundo a fabricante, já foi resolvido. Pois bem amigos, seguindo a mesma idéia do Eye-Fi, agora temos o SIMFi – um cartão SIM desenvolvido pela Sagem Orga cuja idéia é criar um hotspot wi-fi.

Hotspot wi-fi? Como? É fácil, pois após colocá-lo no slot do telefone, ele passa a compartilhar a conexão 3G que chega ao aparelho com outras máquinas via Wi-Fi. Ou seja, a função do SIMFi Card é transformar o smartphone/celular em um WiFi Router para compartilhamento da rede 3G com outros dispositivos. Ainda não se sabe quantos equipamentos poderão ser conectados de forma simultânea ou de que modo a bateria do telefone será afetada com as conexões – mas uma coisa é certa: é preciso ficar de olho nos KBs transferidos prá evitar uma desagradável surpresinha ($$$)!

É isso!

La Fonera 2.0 e o Movimento FON

O movimento FON, sediado em Madrid (Espanha), foi fundado por Martin Varsavsky e já recebeu diversos prêmios importantes – como o prêmio Mundial de Tecnologia 2006 no World Technology Network (WTN), que aconteceu nos Estados Unidos. A idéia desse movimento, em resumo, é criar uma comunidade global de acesso a internet a partir da construção de “incontáveis” hotspots Wi-Fi. Ou seja, o objetivo é compartilhar a conexão de banda larga através de redes sem fio com qualquer pessoa, adepta ou não do movimento. Funciona assim: qualquer um pode se tornar um “Fonero”, apelido dado ao participante da FON. Basta se registrar na comunidade e adquirir um AP especial, chamado de “La Fonera” ou qualquer outro que permita a instalação do firmware FONbasic (como o WRT54GL, WRT54GS e WRT54G).

Após a compra do AP e o registro, o fonero precisa escolher entre ser um “Linus” ou “Bill”. Tais apelidos se referem ao fundador da Microsoft, Bill Gates, e ao criador do kernel do sistema operacional Linux, Linus Torvalds. O fonero Linus deve compartilhar sua conexão com a internet de forma gratuita com outros membros e, com isso, pode navegar de graça através de qualquer outro hotspot FON. O fonero Bill, assim como o Linus, também não precisa pagar para acessar um AP FON alheio – e ainda recebe 50% das receitas quando um Alien compra um passe FON no seu FON Spot. (*) na linguagem do movimento, “Alien” é a pessoa que não faz parte da FON, mas adquire créditos (passes FON) para obter acesso a internet.

Agora que já revisamos toda a “filosofia” do movimento FON, vamos falar da novidade que deixou todos os foneros de orelha em pé: o lançamento da La Fonera 2.0 – uma super-máquina recheada de recursos interessantes (ou frescuras?). Para começar, ela vem com uma porta USB que permite a conexão de HDs externos ou pen drives. Com isso, através de um cliente Bittorrent, por exemplo, os usuários podem fazer seus downloads de forma direta – eliminando a necessidade de um PC ligado. E o inverso também ocorre, pois é possível fazer uploads de fotos e videos para sites como Picasa, Youtube, Flickr e Facebook apenas conectando a pen drive a La Fonera 2.0. Simples, não? A porta USB ainda aceita a conexão de mini modems 3G, o que garante o compartilhamento da internet em regiões desprovidas do sinal ADSL.

Por fim, o padrão Wi-Fi utilizado pela La Fonera 2.0 é o famoso IEEE 802.11n – que pode atingir até 300 Mbps e apresenta uma cobertura de sinal mais eficiente em relação ao popular IEEE 802.11g. Com essas melhoras, você deve estar se perguntando: “E o preço?”. Pois bem, a La Fonera 2.0 já está à venda na Europa e na América do Norte por cerca de 40 dólares, um valor modesto diante de tantos recursos inéditos (ou frescuras?).

É isso!

Carros com Wi Fi

Primeiro foram os ônibus. Alguns desses veículos, apelidados de Wi-Fi Bus, passaram a oferecer conexão Wi-Fi de alta velocidade aos passageiros como um “diferencial” para atrair novos clientes, como o GOLDEN 45.809 da viação Itapemirim. Agora chegou a vez dos carros de passeio. A Chrysler, em parceria com a californiana Autonet Mobile, está equipando alguns de seus modelos com um roteador wireless cujo objetivo é levar a internet para os ocupantes do automóvel. Desta forma, durante uma viagem qualquer, as crianças poderão se distrair com jogos on-line, o co-piloto poderá visualizar as informações do trajeto, dentre outras infinitas aplicações.

O funcionamento é o mesmo do Wi-Fi Bus. Ou seja, dentro do automóvel (geralmente no porta-malas) há um wireless router que “converte” o sinal 3G das operadoras de telefonia em Wi-Fi. Desta forma, qualquer aparelho com um adaptador pertencente à família IEEE 802.11 poderá se conectar ao “mundo externo”. O wireless router da Autonet Mobile, inclusive, parece um equipamento militar. Trata-se de uma caixinha preta extremamente resistente e blindada, pois precisa sobreviver aos solavancos das estradas e estar imune às interferências, como aquelas geradas pela parte elétrica do carro.

O sistema da Autonet Mobile já entrou em operação em alguns pontos dos Estados Unidos e, segundo diversos relatos, todo o conjunto funciona bem. Mas deixa a desejar quando a banda é segmentada ou quando o usuário quer assistir a um vídeo do YouTube, por exemplo. Lá os preços variam de acordo com o consumo de dados dos clientes, assim como em alguns planos de Mobile Net existentes no Brasil. “Chique”, não? Internet, agora no seu carro!

É isso!