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IEEE 802.11h

Homologado em 1999, o padrão IEEE 802.11a opera em 5 GHz. Também não é novidade que poucos equipamentos fazem uso desta freqüência, justificando o título de “faixa despoluída” em diversos lugares do mundo. Porém, tal regra não se aplica ao continente europeu. Na Europa alguns sistemas de satélites e radares funcionam em 5 GHz e isto compromete a harmonia entre tais sistemas e o padrão IEEE 802.11a. Esta “harmonia”, inclusive, foi alvo de vários debates na edição 2003 da World Radiocommunication Conference. Durante aquele evento, cientistas e engenheiros tentaram encontrar soluções para o problema da interferência resultante da coexistência desses equipamentos. Dessas preocupações e esforços, nasceu o IEEE 802.11h.

“IEEE 802.11h should help open the 5 GHz spectrum to WLANs in the many countries that have been concerned about the interference issues posed by wireless networks in this frequency band”, disse Stuart J. Kerry, presidente do comitê IEEE 802.11.

IEEE 802.11h

A especificação 802.11h é requerida para o padrão 802.11a na Europa. Seu objetivo é incrementar o standard em questão com funções que diminuem ou até eliminam possíveis interposições. Como exemplo de função, há o TPC (Transmit Power Control). O TPC, ou simplesmente controle de potência, obriga cada equipamento a irradiar com a menor potência possível. Desta forma as ondas eletromagnéticas são “ajustadas” com o objetivo de não extrapolar os limites da rede, reduzindo, assim, qualquer ocorrência de interferência. Vale salientar que, além do exposto, o TPC ainda reduz o consumo de energia do conjunto. Outra função é a DFS (Dynamic Frequency Selection). Esta faz com que o sistema, automaticamente, escolha o canal menos “poluído” para transmitir/receber dados.

Os sistemas de radares e satélites operantes em 5 GHz agradecem!

Espectro radio Microondas Microwave UHF SHF EHF

Espectro de rádio: visão básica geral

O espectro de rádio freqüência é subdividido em diversas regiões conhecidas como bandas ou faixas de ondas. Estas faixas são nomeadas conforme as freqüências de operação. Por exemplo: ondas que possuem freqüência inferior a 3 kHz são chamadas de ELF (Extra Low Frequency). Já ondas que trabalham entre 3 e 30 kHz são conhecidas por ULF (Very Low Frequency) e assim por diante.

As bandas de alta freqüência são empregadas em serviços cuja taxa de transferência deve ser elevada. As de baixa freqüência, por outro lado, são aplicadas em situações que não exigem grandes velocidades.

Observação: a degradação de sinal cresce de acordo com o aumento de freqüência. Ou seja: quanto mais baixa for a freqüência menor é a atenuação. Isto explica porque a luz (alta freqüência) não é capaz de atravessar paredes e o rádio (baixa freqüência) consegue sem qualquer problema. Eis outro exemplo interessante quando falamos de rádio. Aqueles que operam na banda LF ou LW (Low Frequency – Long Wave) fazem transmissões AM. Sua abrangência é bem maior em relação aos que operam em VHF (Very High Frequency) – banda utilizada em transmissões FM.

Microondas: visão básica geral

As ondas que operam em UHF (Ultra High Frequency), SHF (Super High Frequency) e EHF (Extremely High Frequency) são conhecidas por microondas. Sem muito esforço, conclui-se que este nome se deve ao pequeno comprimento de onda utilizado nessas bandas. Elas são comumente utilizadas em telefones celulares, redes wireless, satélites, radares (RAdio Detection And Ranging), etc.

A banda UHF compreende o intervalo de 300 MHz a 3 GHz. Já o intervalo da banda SHF vai de 3 GHz a 30 GHz e suas ondas são conhecidas por “centimétricas”. Para fechar, EHF trabalha na faixa de 30 GHz a 300 GHz e suas ondas são chamadas de “milimétricas”.

O comprimento de onda da banda UHF é de 0,1 a 1 metro. As ondas que trabalham em SHF variam de 10 a 100 mm e as que operam em EHF vão de 1 a 10 mm.

O espectro eletromagnético abaixo de 30 GHz é muito explorado, principalmente por sistemas de telecomunicações. Por outro lado, a banda EHF se encontra relativamente inexplorada. Isto ocorre porque as técnicas de geração, detecção, transmissão e amplificação nesta banda ainda não são tão desenvolvidas quanto em SHF e bandas inferiores. Alias, os componentes (guias de onda, antenas, válvulas osciladoras, etc) possuem dimensões bastante diferentes em SHF e EHF.

É isso!