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Sharp Lynx 3D, o celular 3D que dispensa óculos

Quem já usou Linux conhece o famoso Lynx. Lynx é um tosco navegador criado pela Universidade de Kansas que exibe qualquer página da web em texto puro. Isso mesmo, nada de imagens. Já pensou no teu Orkut em MS-DOS? Ah, seus defensores alegam que o Lynx é ideal para sistemas baseados em console ou com poucos recursos gráficos! Aff, estamos em 2010 pô! Lynx também é o nome do primeiro vídeo game portátil de tela colorida, o Atari Lynx lançado em 1989. Com um processador central de 8 bits e um processador de vídeo de 16, o Atari Lynx arrasava nos gráficos para a época! Ainda tinha excelentes jogos! Pois bem, a história computacional mostra que o nome Lynx está relacionado com curiosidades gráficas e a novidade agora vem do Japão: o celular Lynx 3D! Como o próprio nome diz, o Lynx 3D exibe imagens 3D – mas dispensa o uso de óculos especiais! Sim, é só ligar e curtir! Ele é fabricado pela Sharp e foi anunciado pela operadora japonesa NTT Docomo nesta segunda-feira! No mais, ele virá com Android 2.1, TV Digital e infravermelho! Infravermelho? Isto ainda existe em celulares?

LTE Long Term Evolution e sua frequencia no Brasil

O LTE (Long Term Evolution) é um projeto comandado pelo 3GPP que promete fazer um upgrade no padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System), melhorando a eficiência espectral, convertendo o fluxo de dados para IP, aprimorando a integração com outros padrões, aumentando as taxas de transferências (para aproximadamente 100 Mbps no downlink), etc. Suas especificações foram aprovadas em janeiro de 2008 e já no final daquele mesmo ano (2008) a LG Electronics sacudiu o mercado com a demonstração do primeiro telefone celular com um chip LTE. A partir daí diversas empresas começaram a investir seriamente nessa tecnologia. Conforme uma recente publicação da ABI Research, pelo menos 12 operadoras lançarão serviços de 4G baseados nesse padrão no próximo ano, atingindo o equivalente a 34 milhões de assinantes em todo o mundo. Entre essas operadoras temos Verizon Wireless, MetroPCS Wireless e U.S. Cellular, nos Estados Unidos; NTT-DoCoMo e KDDI, no Japão; TeliaSonera, Tele2 e Telenor na Europa; e a maior operadora do mundo, a China Mobile.

A faixa de freqüência para o LTE mais utilizada é a de 2,5 GHz, embora os Estados Unidos tenha optado pela faixa dos 700 MHz – que, no Brasil, é ocupada pelo setor de radiodifusão. O governo brasileiro, a ANATEL e a indústria ainda não chegaram a um acordo sobre qual freqüência será reservada ao LTE por aqui, mas já existe certa “pressão” (principalmente por parte da indústria) pela adoção dos 2,5 GHz. Isto é óbvio, pois com a escolha dos 2,5 GHz os fabricantes estarão garantindo a compatibilidade entre os equipamentos e – conseqüentemente – a queda nos custos. E mais: segundo algumas publicações, o Ministério das Comunicações pretende encerrar os serviços de TV associados à faixa dos 700 MHz somente em 2016. Como alguns experts já estão anunciando as operações do LTE no Brasil em, no máximo, 2012, concluí-se que a faixa dos 2,5 GHz – provavelmente – será a escolhida.

PS: devemos lembrar que as teles investiram milhões de reais no leilão das faixas de 3G em 2007 e ainda não recuperaram o investimento. Então, por enquanto, as operadoras estão preocupadas com a consolidação do 3G. Há muitos usuários que mal sabem o que é um smartphone, não é mesmo? É preciso pensar, debater e definir os rumos do LTE, mas a “prática” desta tecnologia é outra história. Não vamos colocar a carroça à frente dos burros! É isso!

MVNO da Vertu no Japao

MVNOs

As MVNOs (Mobile Virtual Network Operator), conforme já exposto, são operadoras virtuais que alugam a infra-estrutura das operadoras que já possuem licença de operação e passam a prestar serviços de telefonia móvel a um grupo específico de clientes, como pré-adolescentes, mulheres, esportistas, público GLS e assim por diante. Ou seja, as MVNOs não possuem redes próprias. Elas utilizam boa parte da estrutura física das operadoras tradicionais, já licenciadas e estabelecidas, e passam a funcionar como “independentes”, possuindo cartões SIM próprios, campanhas publicitárias próprias, etc. Alias, toda e qualquer MVNO investe horrores em propaganda, pois seus clientes, geralmente, identificam-se com algum estilo, tendência ou marca. Como exemplo, basta imaginarmos uma MVNO da Coca-Cola. Ual!

A Vertu

Fundada em 1998 e atualmente com 400 empregados, trata-se de uma divisão da Nokia especializada em comercializar celulares de luxo. Na verdade, a “Vertu” é como o “Rolex” dos telefones móveis. Seus modelos são feitos à mão na Inglaterra e deixam qualquer “madame e/ou marajá” de queixo caído com os acabamentos em couro (da melhor qualidade), safira, ouro, rubi, etc. O Vertu mais caro já fabricado é o Signature Cobra que custa, hoje, cerca de 300 MIL DÓLARES. Isso mesmo: 300 mil verdinhas!

A MVNO da Vertu no Japão

Ano passado (2008) a Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, deixou de atuar no Japão. Na época a empresa publicou diversas notas para tentar justificar tal decisão, mas nenhuma “colou” de verdade. Fato é que atualmente, no Japão, a Nokia mantém apenas a divisão Vertu e alguns centros de pesquisa. Por que a Vertu? Simplesmente porque ela faz sucesso entre os japoneses cujo poder aquisitivo está acima da média daquele país. Como prova, basta citarmos uma recente publicação do jornal local Yomiuri Shimbun. De acordo com eles, a Vertu lançará, em breve, uma requintada MVNO na terra do Kyokushin para atender aos mais exigentes clientes Vertu. Coisa chique, não? Esta MVNO utilizará as redes da NTT DoCoMo, principal operadora de telefonia móvel japonesa. E mais: com isso, paralelamente, a Nokia também pretende difundir seu portal OVI entre os marajás “japoneso”…

É isso!