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Intel Moblin + Nokia Maemo = MeeGo

O Moblin, prá quem não conhece, é um sistema operacional baseado em Linux especialmente desenvolvido para netbooks(*), MIDs(**) e outros dispositivos móveis. Leve, facilmente operável e com uma bela interface de usuário, ele nasceu nos laboratórios da Intel em 2007 e desde então vêm conquistando vários fãs. Junto com ele, temos o Maemo, outro SO “mobile connected” baseado no Linux (neste caso, no Debian). O Maemo foi criado pela finlandesa Nokia e também impressiona pela facilidade de uso e recursos de interface, apesar dos poucos aparelhos que ele equipa – como o Nokia N900. Moblin? Maemo? O que mais eles têm em comum?

No Mobile World Congress 2010, evento que reuniu em Barcelona a nata da telefonia móvel, veio a bomba: a Intel e a Nokia fecharam um acordo para criar uma plataforma para dispositivos móveis a partir da união do Moblin com o Maemo – o já apelidado MeeGo. Segundo as empresas, o MeeGo é “uma plataforma de software baseada em Linux compatível com múltiplas arquiteturas de hardware entre diversos segmentos de dispositivos, incluindo computadores móveis, netbooks, tablets, telefones para mídia , TVs conectadas e sistemas de entretenimento/informação veicular”. O MeeGo também terá código aberto e os desenvolvedores poderão vender seus aplicativos tanto na Nokia Ovi Store quanto na Intel AppUp Center.

Que loucura, não?
Quanta reviravolta…

(*)Netbook: é um pequeno laptop portátil especialmente projetado para realizar tarefas básicas conectado à internet.

(**)MIDs: os (Mobile Internet Devices) são ainda menores que os netbooks, ficando entre smartphones e os tablets PCs.

Os Netbooks e o Chrome OS

Como o próprio nome diz, netbook é um pequeno laptop portátil especialmente projetado para realizar tarefas básicas (porém essenciais) conectado à internet: como ler e enviar e-mails, editar planilhas eletrônicas, redigir documentos de texto, agendar tarefas, etc. São máquinas projetadas para um nicho de mercado ainda pouco conhecido, um segmento no qual os poderosos recursos de hardware (alto poder de processamento, por exemplo) são meros coadjuvantes. Do que estamos falando? Da nuvem computacional ou cloud computing, é claro – a nova fronteira da era digital defendida com unhas e dentes pela Google, IBM e outras.

Podemos afirmar que o conceito de netbook se funde perfeitamente com a filosofia da computação nas nuvens. Afinal, nesse novo “modelo”, tudo acontece na internet. Nas “nuvens” os usuários podem criar, armazenar e compartilhar qualquer tipo de arquivo – tudo através um dispositivo voltado para esse fim (nesse caso, um netbook). Ou seja, os usuários não precisam (nem devem) se preocupar com a instalação local de ferramentas de trabalho, conflitos de drivers, etc. É só ligar o netbook, conectar-se e pronto! Ah, e como prova dos esforços da Google pela massificação desse modelo basta citarmos o GMail, o Google Docs, o Orkut e mais recentemente o Chrome OS.

O mercado de netbooks, de fato, mexeu com a cabeça de muita gente. Há pouco escrevemos sobre o Moblin, o sistema operacional baseado em Linux criado pela Intel especialmente para os netbooks. Quem poderia imaginar que um dia a Intel, a empresa dos chips cada vez menores, mais rápidos e mais baratos trabalharia com afinco para se tornar uma referência na área dos softwares? Isto sem falarmos no Ubuntu, Xandros Presto e na incansável tentativa da Microsoft em adaptar uma versão do Windows para os netbooks. E se você acha que toda “briga” só é válida quando a Google resolve meter o bedelho, prepare-se! Afinal, ela acabou de anunciar o desenvolvimento de um novo sistema operacional voltado para este mercado; e não estamos falando de uma mera “adaptação” do Android. Estamos, sim, falando do Chrome OS!

O Chrome OS é um projeto novo, separado do Android. Porém, ainda não sabemos em detalhes onde estão as diferenças entre esses dois sistemas. Segundo uma publicação da Google, o Android foi criado para funcionar em uma variedade de dispositivos, de telefones a set-top boxes e netbooks. Já o Chrome OS está sendo desenvolvido para rodar em equipamentos que vão desde pequenos netbooks a estações de trabalho (de mesa) completas. Tais declarações não ajudam muito uma vez que há pontos de sobreposição entre eles, não é mesmo? Ah, sabemos que o navegador do Android apresenta diversas diferenças estruturais em relação ao Chrome. Por exemplo: o uso da engine SquirrelFish Extreme para processamento de javascript, em vez do V8 usado pelo Chrome nos desktops. Isto ajuda a distingui-los superficialmente, fixando a “noção” inicial dada pela Google. No entanto, não esclarece todas as dúvidas!

Fato é que os primeiros netbooks rodando o Chrome OS estarão disponíveis no varejo a partir do segundo semestre de 2010. Até lá, duas coisas são certas. 1) várias perguntas sobre o Chrome OS e Android serão respondidas. 2) nós, usuários, assistiremos de camarote boas e apimentadas brigas entre os gigantes da informática por suas “fatias” desse grande mercado!

O Sistema Operacional Moblin

Os Netbooks e os MIDs (Mobile Internet Devices)

Como o próprio nome diz, netbook é um pequeno laptop portátil especialmente projetado para realizar tarefas básicas (porém essenciais) conectado à internet: como ler e enviar e-mails, verificar a conta bancária, editar planilhas e documentos de texto entre outras. Ou seja, são máquinas que não possuem um grande poder de processamento, um invejável espaço em disco (quando há algum disco) ou fabulosos recursos de vídeo, mas “quebram o galho” nas horas em que mais precisamos. Por exemplo: editar e enviar ao chefe (por e-mail) aquela planilha do balanço mensal enquanto aguardamos pelo vôo na sala de espera. Que tal?

Por esta razão, os netbooks sempre saem da fábrica equipados com algum tipo de adaptador sem fio, como Wi-Fi, 3G e até WiMAX. Afinal mobilidade sem internet não combina, certo? Os netbooks também são mais delicados e baratos quando comparados aos laptops tradicionais! Alguns modelos: ASUS Eee PC 700, HP 2133 Mini-Note PC, MSI Wind, Acer Aspire One, Dell Inspiron Mini 9, Lenovo IdeaPad S10 e Samsung NC20. Já os MIDs (Mobile Internet Devices) são ainda menores que os netbooks. Na verdade eles ficam entre os smartphones e os Tablet PCs. Ainda são pouco conhecidos, mas já despertam o interesse de grandes empresas – como o da Intel. Exemplo de um MID típico: Nokia N810.

O Moblin

Quem diria, mas a Intel, a empresa dos chips cada vez menores, mais rápidos e mais baratos, está trabalhando com força total para se tornar uma referência na área dos softwares. Isso mesmo! Os programadores da empresa, cujo trabalho sempre passou despercebido, estão recebendo ao menos parte da atenção que costumava ficar concentrada nos engenheiros de hardware. Toda esta bagunça ocorre porque ela resolveu apostar pesado no mercado de netbooks e MIDs – com chips (é claro) e com a criação de um belíssimo sistema operacional: o Moblin.

O Moblin é um sistema operacional baseado em Linux desenvolvido especialmente para netbooks, MIDs e outros dispositivos móveis. Nasceu nos laboratórios da Intel em 2007 e, após uma série de eventos do tipo “sobe e desce”, começou a conquistar as grandes marcas – para o azar do Ubuntu, Android, Windows, Xandros Presto e outros. O Moblin é extremamente leve, facilmente operável e muito bonito (basta ver aos vídeos no YouTube). Na parte superior da tela, por exemplo, existe uma toolbar com diversos tipos de serviços pré-configurados que dão acesso à sites de relacionamentos, mails, galeria de músicas, fotos entre outros. Já no canto esquerdo da tela o usuário vê a lista de compromissos juntamente com os programas favoritos. Todas as operações básicas no Moblin ficam ao alcance de um ou dois cliques! É fantástico!

Ele também começou a marcar presença até no “território inimigo”. O Google anunciou que os usuários/programadores do/para Moblin poderão acessar, sem problemas, a Android Market – loja de aplicativos pagos e gratuitos que podem ser baixados na máquina. É como a famosa App Store, da Apple. Bom para os desenvolvedores Moblin, melhor para os usuários!

Alguém aí já colocou as mãos em uma máquina com Moblin?
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É isso!