Wi-Fi é um conceito relativamente novo e até algum tempo, por exemplo, era muito difÃcil encontrar suporte para hardware Wi-Fi em alguns SOs não comerciais – como o Linux. Porém, como todos sabemos, o mundo do software livre é unido…e em pouco tempo o cenário começou a mudar. Vários projetos, incluindo um financiado pela Hewlett-Packard, resultaram em drivers que funcionam em quase todas as versões do Kernel. É óbvio que a garantia funcionamento dependerá do hardware escolhido. Ou seja, um adaptador TABAJARA não terá suporte. Por isso, é importante obter adaptadores que utilizam chips produzidos por empresas conhecidas. Felizmente, há três grandes NOMES quando o assunto é chipset: Intersil, Orinoco e Atheros.
Intersil

A Intersil foi uma das pioneiras a produzir chips 802.11b. Sua série Prism equipa quase todos os primeiros dispositivos da Linksys. Entretanto, em meados de 2003, a Intersil saiu do negócio Wi-Fi. Vendeu sua linha para a GlobespanVirata. Mas, é claro, devido ao sucesso, placas que contêm chips Intersil são amplamente suportadas.
Abaixo um PCMCIA que utiliza o chipset Prism:
Orinoco

A linha Orinoco de dispositivos para redes wireless foi originalmente criada pela WaveLAN. Posteriormente adquirida pela Lucent, tal linha foi, novamente, vendida para a Proxim. A linha Orinoco se concentrava em dispositivos baratos para PCs e Apple (AirPort). Isto causou a ampla disseminação do nome Orinoco. Porém, atualmente, a Proxim não foca o consumo popular.
PCMCIA Orinoco:
Atheros

A Atheros, no inÃcio, sofreu algumas restrições da FCC (Federal Communications Commission). Isto porque esta empresa desenvolveu softwares definidos por freqüências de rádio. Tais softwares permitiam que um chip funcionasse num grande intervalo de freqüência e em diferentes nÃveis de potência. A FCC tinha medo de que hackers alterassem o hardware da Atheros para partes não licenciadas do espectro ou para nÃveis ilegais de potência. Por isso, até algum tempo, a Atheros não podia mergulhar de cabeça nos sistemas de código aberto.
O problema foi resolvido por Sam Leffler. Ele colocou em prática uma solução que impede o acesso aos recursos completos do chipset da Atheros. Com isso, abriu-se as portas para os desenvolvedores escreverem drivers para dispositivos Atheros. Os resultados dos esforços de Sam Leffler já são visÃveis, afinal encontramos sem grandes esforços distribuições Linux conversando com Atheros.
Também é importante comentar que a Atheros foi a primeira empresa a distribuir chipsets baseados no padrão IEEE 802.11a.
Em destaque na imagem o chipset Atheros:
É isso!