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Nintendo Wii conectado a Internet

Wii é um console de videogame doméstico produzido pela empresa japonesa Nintendo. Sucessor do GameCube, que chegou ao mercado em 2001, o Wii foi lançado no final de 2006 nos Estados Unidos e logo se tornou um pesadelo na vida do Xbox 360 (da Microsoft) e do Playstation 3 (da Sony). Máquina poderosa, o Wii possui um processador de 729 MHz produzido pela IBM em parceria com a própria Nintendo, o PowerPC Broadway. Também conta com um processador gráfico ATI de 243 MHz, 88 MB de memória principal, adaptador Wi-Fi IEEE 802.11b/g, transceptor Bluetooth, sensores de movimento (pelo Nunchuk, por exemplo) e diversos outros hardwares de respeito. Fato é que o Wii, segundo a Wikipédia, já foi adquirido por 46 milhões de pessoas e devolveu a Nintendo a posição de “líder no mercado de videogames de última geração”, posto deixado pela empresa há 17 anos.

O Nintendo Wii, como já exposto, possui um adaptador Wi-Fi IEEE 802.11b/g que permite ao player jogar online com outras pessoas. No entanto, muitos usuários não conseguem configurar seus Wii’s quando os pontos de acesso (APs) exigem valores de DNSs (primários e secundários) e/ou quando as redes wireless estão montadas com IPs estáticos. Eis o propósito deste artigo: mostrar um passo-a-passo deste processo, ensinando ao leitor como fazer seu Wii se comunicar com qualquer AP “birrento”. Antes, vale comentar que o adaptador Wi-Fi do Wii é compatível com diversos esquemas de encriptação de dados, como os famosos WEP e WPA. Ou seja, você não precisa deixar sua rede wireless aberta, sem qualquer segurança, para jogar online no Wii (ao contrário do que muitos imaginam). Mãos à obra!

1. No menu principal do Wii, vamos clicar no botão Wii no canto inferior esquerdo.

2. Esta ação exibirá a tela de definições. Nesta tela, clicaremos em Wii Settings (Definições do Wii).

3. Em “Wii System Settings” (Definições do Wii), vamos clicar na seta azul à direita para passarmos ao segundo menu de opções. Nesta tela, clicaremos no botão “Internet”.

4. Vamos escolher “Connection Settings” (Definições da Ligação).

5. Vamos selecionar uma ligação livre, indicada como “None” (Nenhuma):

6. Vamos selecionar “Wireless Connection” (Ligação Sem fios).

7. A partir daqui as coisas começam a ficar interessantes, pois selecionaremos a opção de configuração manual (“no braço” ou “na unha”, como dizem os entusiastas do LINUX). Se o ponto de acesso envolvido não exigisse a inserção de dados “mais apurados”, escolheríamos a opção “Search for an Access Point” e correríamos para o abraço. Mas este não é o caso, então vamos de “Manual Setup” (Configuração Manual).

8. Agora o Wii solicita o SSID (Service Set Identifier) da rede wireless. É nome da rede. Este valor é único, alfanumérico, sensível a maiúsculas e minúsculas e pode ter até 32 caracteres de comprimento. Portanto, vamos inserir o SSID da rede em questão exatamente como configurado no ponto de acesso.

Agora vamos definir os parâmetros de segurança da rede wireless no Wii. Como sabemos, os esquemas mais populares de encriptação de dados são WEP e WPA. O protocolo WEP, Wired Equivalent Privacy, foi desenvolvido por alguns membros do IEEE para proteger o fluxo de dados entre os equipamentos que operam em conformidade com os padrões 802.11 e suas variações. Extremamente popular, o WEP deixou de ser sinônimo de “segurança” quando suas falhas começaram a ser publicadas na internet. Hoje uma chave desta natureza pode ser quebrada (descoberta) em poucos minutos e, ao contrário do que acontecia há alguns anos, tal procedimento não exige profundos conhecimentos. Por isso surgiu o WPA, o Wi-Fi Protected Access. O WPA é um subconjunto do padrão IEEE 802.11i que utiliza o protocolo TKIP (Temporal Key Integrity Protocol) para cifrar o fluxo dados, uma tecnologia mais avançada que o RC4 empregado no WEP. O WPA, assim como o WEP, também apresenta falhas, porém quebrá-lo (por enquanto) não é uma tarefa simples. Exige muito conhecimento técnico, fato que “garante” a segurança dos dados da rede.

Então vamos inserir a chave WEP ou WPA utilizada pela rede no campo correspondente do assistente Wii. Moleza, não? Por outro lado, se o ponto de acesso não possui qualquer esquema de segurança (WEP ou WPA), basta saltarmos para o PASSO 9!

Agora vamos atribuir um endereço de IP e um de DNS (Domain Name System) ao Wii. No sistema operacional Windows, o primeiro passo é verificarmos se o IP e o DNS são obtidos automaticamente. Isto pode ser feito pelo “Painel de Controle” do SO. Ao acessarmos o Painel de Controle, em “Conexões de Rede”, clicamos nas propriedades do adaptador sem fio. Na janela “Propriedades de Protocolo TCP/IP” vemos o seguinte:

Atenção: se as opções “Obter um endereço IP automaticamente” e “Obter o endereço dos servidores de DNS automaticamente” estiverem selecionadas (conforme a imagem acima), vamos escolher “Auto-Obtain IP Address” (Obter automaticamente endereço IP) e “Auto-Obtain DNS” (Obter automaticamente DNS) no Wii e testar a conexão, conforme o PASSO 9.

Do contrário, vamos inserir manualmente os endereços de IP e DNS no Wii. Para isso, vamos de “Setting Static IP and/or Static DNS” (Definir IP estático e/ou DNS estático). Ao contrário do que muitos imaginam, esses endereços podem ser obtidos facilmente através do Prompt de comandos do Windows. Lá basta digitarmos ipconfig /all. Eis um exemplo:

O endereço de IP a ser fornecido ao Wii deve ser um pouco diferente daquele “Endereço IP” retornado pelo comando ipconfig /all na estação Windows. Sim, pois, caso tentarmos inserir o mesmo IP haverá um conflito de IPs entre a máquina Windows e o Wii. Então, eis a dica: olhando a imagem acima, vemos que a “Máscara de sub-rede” recebe o valor 255.255.255.0, certo? Como não podemos inserir o endereço 192.168.1.101 (ele já está sendo utilizado pela estação) poderemos variar o valor do 101, já que o último byte da máscara de sub-rede recebe 0. Ou seja, poderemos inserir no Wii o endereço 192.168.1.107. Ok? Já com relação ao DNS, é só digitar o mesmo valor retornado pelo comando ipconfig /all. No caso da imagem, 10.1.1.1.

Ufa…esta quase acabando…

Às vezes é necessário especificarmos um valor de MTU (Maximum Transmission Unit). O valor de MTU, basicamente, expressa a maior unidade de dados que pode enviar pela rede. Neste caso, podemos definir “1500″.

ACABOOOOUUUU!

9. Vamos clicar em “Save” e em seguida em “Ok” para que as definições sejam salvas:

10. Vamos clicar em “Ok” para iniciar um teste automático de conexão:

Se tudo ocorrer bem, o Wii estabelecerá conexão com o ponto de acesso e estará pronto para os “jogos on line”!

É isso!

Onibus com Wi Fi gracas ao 3G

No início deste ano publicamos um artigo sobre o ônibus da Microsoft que, para manter os funcionários produtivos também durante o trajeto casa/trabalho e vice-versa, oferece conexão Wi-Fi de alta velocidade por todo o veículo. Esta idéia, apelidada de Wi-Fi Bus, passou a ser empregada em diversos casos e lugares e chegou, recentemente, ao Brasil maravilhoso. A viação Itapemirim, em parceria com a Vex, deu início aos testes de Wi-Fi Bus com um veículo da linha São Paulo/Rio. Para quem não conhece, a Itapemirim é uma das maiores empresas de transporte rodoviário do país. Já a Vex, é um wISP (Wireless Internet Service Provider) que possui cerca de 3.600 pontos de acesso Wi-Fi espalhados pelo Mundo, oferecendo acesso a Internet em diversos estabelecimentos como aeroportos, hotéis, cafés, restaurantes e shoppings.

Este projeto de Wi-Fi Bus da viação Itapemirim utiliza a tecnologia 3G para transmitir/receber dados do/para o mundo externo. Ou seja, o ônibus “se liga” a internet por meio da malha 3G construída pelas operadoras de telefonia móvel. Já no veículo o sinal 3G é “convertido” em sinal Wi-Fi por um aparelho da Vex e distribuído aos passageiros. Legal, né? Desta forma, quem possui um Notebook, Smartphone, Nintendo Wii ou qualquer outro equipamento com uma interface Wi-Fi, poderá aproveitar a “viagem on-line” para passear pela web.

Atualmente o Wi-Fi Bus da Itapemirim está em fase de testes. Por esta razão, apenas um único veículo da empresa, da linha GOLDEN prefixo 45.809, dispõe do serviço. Inclusive, para facilitar a identificação do ônibus, há um adesivo do “Wi-Fi Zone” na sua traseira. “Se o serviço for aprovado, tecnicamente e financeiramente, certamente será expandido para outros veículos e linhas da Itapemirim”, afirmou Cássio Ricchetti, coordenador de marketing desta empresa.

É isso!

Linux Mobile no celular

A Fundação LiMo (Linux Mobile) é uma aliança fundada em Janeiro de 2007 pela Motorola, NEC, NTT DoCoMo, Panasonic Mobile Communications, Samsung Electronics e Vodafone. Seu objetivo é oferecer aos fabricantes de aparelhos portáteis um sistema operacional aberto (baseado em Linux) e independente de hardware.

Trecho retirado do site da LiMo: “LiMo Foundation is an industry consortium dedicated to creating the first truly open, hardware-independent, Linux-based operating system for mobile devices. Backing from major industry leaders puts LiMo at the Heart of the Mobile Industry and makes LiMo the unifying force in Mobile Linux.”

O LiMo é uma alternativa aos outros populares sistemas operacionais, como o Windows Mobile (Microsoft), Symbian (controlado pela Nokia) e até ao novato Android (controlado pela Google). O Android também é descrito como uma plataforma aberta (baseada em Linux), mas os defensores da LiMo não se preocupam com isso. Eles afirmam que a probabilidade do Android fracassar é enorme já que existirão ligações entre esta plataforma e alguns serviços da Google. Será? Quanto ao Symbian, eles são ainda mais “corajosos” nas declarações. Dizem que o SO presente em toda a linha da Nokia, neste momento, ainda é muito fechado, dificultado a vida dos desenvolvedores. Windows Mobile? Piorou!

Até aqui, nenhuma surpresa. A novidade é que várias outras empresas passaram a fazer parte da família “Fundação LiMo”. Uma delas é a VirtualLogix, empresa líder em virtualização em tempo real com sede na Califórnia (EUA). Ela entrou no consórcio LiMo para reduzir ao máximo o número de dispositivos de hardware associados ao conjunto. Ou seja, com o objetivo de baratear o produto final, a solução da VirtualLogix pretende canalizar para o processador principal (tipo ARM, Intel XScale ou Atom) o maior número de tarefas, eliminando, assim, hardwares adicionais. Outra empresa que entrou para o consórcio é a Movial. Sediada em Helsinque (Finlândia), ela prometeu disponibilizar em breve um kit de desenvolvimento para o LiMo.

É o LiMo crescendo e aparecendo!

Mas convenhamos, trata-se de um projeto com pouco tempo de estrada e para protegê-lo algumas declarações poderiam ser poupadas!

É isso!

Programas para Windows Mobile

Breve Raio X: Windows Mobile 5.0 e 6.0

Windows Mobile 5.0

Portabilidade é uma das palavras que definem o sistema operacional WM5, lançado em 2005. Afinal tanto smartphones quanto PDAs (Personal Digital Assistant) podem rodá-lo, facilitando, e muito, a vida dos inúmeros desenvolvedores para este ambiente. O WM5 também se tornou compatível com o padrão de memória flash, interface USB 2.0 e aparelhos com discos rígidos. Alias os usuários passaram a escolher onde instalar um determinado programa (área volátil, cartão de memória ou disco rígido), opção até então inexistente. Por fim, como não poderia deixar de ser, passou a dar suporte às redes 3G.

Windows Mobile 6.0

O WM6 foi oficialmente lançado durante o 3GSM World Congress, ocorrido na cidade de Barcelona em 2007. Trata-se de um sistema operacional com três versões: Standard, Classic e Professional. As duas primeiras são destinadas aos smartphones – o que inclui suporte a tela sensível ao toque e teclado QWERTY – e a última aos PDAs.

Com gráficos ao estilo Windows Vista, começou a oferecer suporte ao IRM (Information Rights Management), tecnologia presente desde a versão 2003 do Office que visa impedir o acesso indevido aos documentos por meio de senhas. Passou a receber mensagens do Hotmail (outro serviço da Microsoft) instantaneamente no smartphone e oferecer compatibilidade com o SharePoint Access, que possibilita abrir links em um e-mail no formato HTML.

Programas para Windows Mobile

Muitos sites disponibilizam softwares para o WM, porém poucos valem uma visita. Pensando nisso, abaixo selecionamos cinco sites que valorizam o nosso precioso tempo.

Handango: um dos mais organizados, permite buscas de acordo com o modelo do aparelho;

MobiHand: permite filtrar as buscas por aparelho, plataforma e categoria de programas;

Palm Brasil: possui uma seção dedicada ao Windows Mobile e oferece uma boa quantidade e qualidade de programas;

Pocket PC Freewares: oferece diversos programas gratuitos divididos por categoria;

Smartphone: possibilita buscar programas por nome ou categoria. Alias são várias categorias, por exemplo: profissional, educação, jogos, multimídia, viagens, etc.

É isso!

Baixar videos do YouTube no celular

O sistema operacional de seu dispositivo móvel é o Windows Mobile 5? Caso sim, considere-se um felizardo! Já está disponível para este SO o YouTube Mobile Downloader, um software gratuito capaz de baixar os videos do famoso YouTube em seu aparelho. Além de prático, ele permite selecionar e descarregar vários videos simultaneamente, sempre preservando a qualidade original do som e da imagem.

A propósito, seu aparelho também possui Wi-Fi, certo?

É isso!