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Por dentro do Windows Phone 7

O Windows Phone 7 ainda não foi lançado oficialmente, mas alguns desenvolvedores já tiveram o privilégio de colocar as mãos neste “brilhante e estiloso” sistema operacional. Sim, pois a Microsoft, com o objetivo de apresentá-lo ao grande público, distribuiu a seus escolhidos alguns smartphones com uma versão beta deste SO. E não demorou para que eles (os desenvolvedores) começassem a espalhar as suas “primeiras impressões” pela internet, dando um UP extra ao marketing da Microsoft já que quase todos ficaram maravilhados com o resultado. Em resumo, podemos afirmar que a empresa de Bill Gates conseguiu! Afinal o novo SO ainda será lançado e já encontramos gente dizendo: “Ual, eu QUERO um celular com Windows Phone 7!”. Ou seja, já podemos perceber nos consumidores toda aquela expectativa, ansiedade e desejo que antecedem as grandes novidades tecnológicas, como as clássicas pré-estréias do iPhone. Isto é inédito para um produto móvel da Microsoft, principalmente vindo depois do Kin – fracassado smartphone da empresa cujo projeto foi recentemente abandonado pela falta de vendas.

O Windows Phone 7

Sua interface é plana e digital. Isto significa que ele não tenta representar o mundo real com imagens/ações tridimensionais ou qualquer outra frescura neste sentido. Não há gradientes, sombras ou degradês. Mesmo assim, a Microsoft conseguiu torná-lo lindo e gloriosamente moderno, tudo através de singelas cores primárias que saltam, deslizam, explodem, etc. Há três botões que estarão na frente de cada celular com Windows Phone 7: Começar, Voltar e Buscar. Começar funciona exatamente como o botão home do iPhone – ele nos leva de volta para a página inicial. Voltar é parecido com o do Android – ele volta uma página. Já o Buscar é contextual, o que significa que às vezes não sabemos o que ele fará por nós. No Maps, por exemplo, ele procura o lugar onde queremos ir; em People, ele procura contatos; na tela inicial, ele abre uma caixa de procura do Bing, que busca sites, listas locais e notícias.

No Windows Phone 7 a conta do Live ID é soberana. Ou seja, quase todos os serviços online da Microsoft estarão interconectados por meio dela. Ela é quem agrupa os contatos, contas do Hotmail, o Office Live, Zune, o avatar na Xbox Live, Fotos, SkyDrive, etc. Ual, isto deixa o iPhone da Apple em desvantagem neste sentido. O serviço de navegação utilizado é o Bing Maps, é claro. Ele não fornece instruções de navegação utilizando o transporte público, mas em contrapartida apresenta ao usuário uma série de recursos e detalhes mirabolantes – como a transição para o modo Street View, que ocorre através de um efeito de névoa se dissipando para mostrar as ruas. Hehe! O aplicativo de email mais famoso do mundo, o Outlook, também ficou magnífico no Windows Phone 7. Texto preto sobre fundo branco. Parece bobo, mas os outros clientes de e-mail ficam ultrapassados em comparação. Já para os engravatados o Office simplesmente arrasa. Básico, porém estiloso, ele abre e renderiza os arquivos do Word, Excel e PowerPoint com fidelidade ao original, e ainda fornece um esquema de índices para facilitar a navegação!

Como já esperávamos, o aplicativo Zune HD é quem manda na hora de reproduzir músicas e vídeos no aparelho. Alias, a partir do Zune Pass é possível fazer streaming de todo o catálogo do Zune via 3G, igualzinho ao Kin. E já que estamos falando do Zune HD, a exemplo do que ocorre com ele, o Windows Phone 7 permitirá a sincronização de conteúdos com o PC através da rede Wi-Fi. Sim, é o fim dos cabos. Outro super serviço que estará presente no Windows Phone 7 de forma gratuita é o Find My Phone. Com ele, o usuário poderá encontrar e gerenciar seu smartphone caso o perca, remotamente, diminuindo os danos que esse tipo de problema causa. O Find My Phone permitirá localizar o aparelho num mapa usando o módulo GPS, fazê-lo tocar um ringtone, travá-lo e até mesmo excluir todo o conteúdo que estiver armazenado nele. Ual! A Apple, por exemplo, também oferece algo semelhante, mas até o presente momento o usuário precisa pagar por isso!

Problema: o Windows Phone 7 não terá multitarefa para aplicativos de terceiros. Nem copiar/colar. Ou seja, estamos falando da única plataforma moderna para smartphones que deixa o usuário na mão neste sentido. Isto poderá ser extremamente doloroso para a Microsoft, afinal, além de todas as piadinhas de mau que poderão influenciar o consumidor, dificilmente alguém já acostumado a esses recursos irá deixá-los de lado. Assim como fez a Apple, é melhor Gates se apressar. Mas é só (só?). Em resumo, e prá finalizar, ao que tudo indica a Microsoft finalmente conseguiu reunir todos os produtos e serviços diferentes da empresa – como Bing, Xbox Live, Zune, etc – em um único e bem acabado produto móvel: o Windows Phone 7. O sistema operacional é promissor, não há dúvidas, mas conquistar uma legião de fãs também não será fácil – principalmente com tantos concorrentes de peso, como Apple, Google, Samsung e outros. Mas se há uma empresa capaz disso, de reerguer um império a partir do nada, esse alguém é a Microsoft. Ela tem competência sobrando e um ótimo produto nas mãos! Go ahead!

É isso!



iPhone com o Bing da Microsoft

Na época em que o PC surgiu como um “produto para o lar”, na década de 80, Bill Gates e Steve Jobs mal podiam se encontrar devido às brigas. A rivalidade era tanta que virou filme, o famoso “Piratas do Vale do Silício”. Sorte nossa, pois assim as futuras gerações poderão entender um pouquinho melhor a história da computação. Mas quanta reviravolta de lá prá cá. Naquele tempo, quem poderia imaginar a Microsoft e a Apple unidas prá “combater” uma empresa criada anos mais tarde (só em 1996)? Estamos falando da Google, é claro!

A suposta aliança entre a Microsoft e a Apple não é oficial, mas fontes quentíssimas já dão sinais de que as negociações, de fato, existem. Prá variar, o bá-fá-fá gira em torno do iPhone. Diz-se que a empresa de Steve Jobs está negociando com a sua “antiga” rival a substituição da ferramenta padrão de busca do iPhone. A idéia é trocar o Google pelo Bing, buscador da Microsoft cujos serviços – por enquanto – não funcionam bem no iPhone fora dos Estados Unidos. Mas calma! O Bing só virá como padrão, podendo ser alterado para o Google pelo usuário. Além disso, a Apple também estuda a possibilidade de gerenciar e faturar com a exibição de anúncios em dispositivos como o iPhone e o iPod touch.

É isso!



Celular com Windows Phone

A Microsoft anunciou, no Mobile World Congress 2009, a sua mais nova “investida” no mercado de telefonia móvel: o Windows Phone, um mix de sistema operacional e serviços que promete balançar a concorrência. A estratégia de Bill começa pela escolha do nome, Windows Phone, uma expressão bastante comercial que – em minha opinião – foi influenciada pela geração iPhone. Mas ao contrário do que muitos pensam o Windows Phone não substituirá o nome “Windows Mobile” na próxima versão deste sistema operacional. Na verdade, ele vai muito além…

Com o lançamento mundial marcado para o dia 6 de outubro, Windows Phone é o nome dado ao conjunto Windows Mobile 6.5, Microsoft My Phone e Windows Marketplace. Ele será lançado em parceria com HTC, Acer, LG, Samsung, Sony-Ericsson, HP e Toshiba e, desde já, vem causando muita polêmica. O Windows Mobile 6.5, pra começar, perderá a sua classificação em Professional e Standard – versões que determinam o número de “funcionalidades” deste SO. Isto significa que ele terá uma única versão e uma única interface, algo que já era defendido por vários usuários da Microsoft. No entanto, claro, vários outros fãs ficaram aborrecidos com tal decisão, desaprovando-a por completo. Polêmicas a parte, a empresa destaca que o novo SO terá uma interface simples, mas bastante aprimorada e eficaz. Nem Internet Explorer Mobile escapou. Ele está sendo repaginado com o seguinte ideal: “a melhor experiência do usuário”.

Já o Microsoft My Phone foi desenvolvido em Portugal pela Mobicomp, uma empresa adquirida pela Microsoft em 2008. Trata-se de um serviço de cloud computing cuja idéia é fazer o backup de todos os dados gravados num smartphone com WinMob. Nesse caso, cada usuário pode ocupar até 200 MB nos servidores da Microsoft para armazenar a lista de contatos, calendário, fotos, etc. Se o telefone for perdido, roubado ou substituído por outro modelo, todas as informações são facilmente restauradas, sendo disponibilizadas para o usuário em poucos segundos. Legal, não? E mais: com o My Phone, é possível adicionar, editar e excluir contatos e compromissos do calendário usando um desktop, notebook ou qualquer outro equipamento conectado a internet. Assim, todas as alterações serão transferidas ao telefone mediante a próxima sincronização com o serviço.

Por fim, o Windows Marketplace é a Android Market ou a Apple Store da Microsoft. Lá os usuários se deparam com uma imensa variedade de programas para o WinMob. Tudo bem organizadinho! E mais: os programadores de plantão, assim como acontece nas duas stores acima, também podem fazer o upload de seus softwares para essa “central” e – se tudo der certo (aprovação) – ele será disponibilizado para download. Ah, uma vantagem da Windows Marketplace em relação à Appe Store do iPhone é que a avaliação do aplicativo é feita em 10 dias úteis (na média). E caso ele seja rejeitado, o criador do aplicativo receberá um relatório detalhado dos pontos onde o programa falhou! É nota 10!

Que venha o Windows Phone!

É isso!



La Fonera 2.0 e o Movimento FON

O movimento FON, sediado em Madrid (Espanha), foi fundado por Martin Varsavsky e já recebeu diversos prêmios importantes – como o prêmio Mundial de Tecnologia 2006 no World Technology Network (WTN), que aconteceu nos Estados Unidos. A idéia desse movimento, em resumo, é criar uma comunidade global de acesso a internet a partir da construção de “incontáveis” hotspots Wi-Fi. Ou seja, o objetivo é compartilhar a conexão de banda larga através de redes sem fio com qualquer pessoa, adepta ou não do movimento. Funciona assim: qualquer um pode se tornar um “Fonero”, apelido dado ao participante da FON. Basta se registrar na comunidade e adquirir um AP especial, chamado de “La Fonera” ou qualquer outro que permita a instalação do firmware FONbasic (como o WRT54GL, WRT54GS e WRT54G).

Após a compra do AP e o registro, o fonero precisa escolher entre ser um “Linus” ou “Bill”. Tais apelidos se referem ao fundador da Microsoft, Bill Gates, e ao criador do kernel do sistema operacional Linux, Linus Torvalds. O fonero Linus deve compartilhar sua conexão com a internet de forma gratuita com outros membros e, com isso, pode navegar de graça através de qualquer outro hotspot FON. O fonero Bill, assim como o Linus, também não precisa pagar para acessar um AP FON alheio – e ainda recebe 50% das receitas quando um Alien compra um passe FON no seu FON Spot. (*) na linguagem do movimento, “Alien” é a pessoa que não faz parte da FON, mas adquire créditos (passes FON) para obter acesso a internet.

Agora que já revisamos toda a “filosofia” do movimento FON, vamos falar da novidade que deixou todos os foneros de orelha em pé: o lançamento da La Fonera 2.0 – uma super-máquina recheada de recursos interessantes (ou frescuras?). Para começar, ela vem com uma porta USB que permite a conexão de HDs externos ou pen drives. Com isso, através de um cliente Bittorrent, por exemplo, os usuários podem fazer seus downloads de forma direta – eliminando a necessidade de um PC ligado. E o inverso também ocorre, pois é possível fazer uploads de fotos e videos para sites como Picasa, Youtube, Flickr e Facebook apenas conectando a pen drive a La Fonera 2.0. Simples, não? A porta USB ainda aceita a conexão de mini modems 3G, o que garante o compartilhamento da internet em regiões desprovidas do sinal ADSL.

Por fim, o padrão Wi-Fi utilizado pela La Fonera 2.0 é o famoso IEEE 802.11n – que pode atingir até 300 Mbps e apresenta uma cobertura de sinal mais eficiente em relação ao popular IEEE 802.11g. Com essas melhoras, você deve estar se perguntando: “E o preço?”. Pois bem, a La Fonera 2.0 já está à venda na Europa e na América do Norte por cerca de 40 dólares, um valor modesto diante de tantos recursos inéditos (ou frescuras?).

É isso!



Os Netbooks e o Chrome OS

Como o próprio nome diz, netbook é um pequeno laptop portátil especialmente projetado para realizar tarefas básicas (porém essenciais) conectado à internet: como ler e enviar e-mails, editar planilhas eletrônicas, redigir documentos de texto, agendar tarefas, etc. São máquinas projetadas para um nicho de mercado ainda pouco conhecido, um segmento no qual os poderosos recursos de hardware (alto poder de processamento, por exemplo) são meros coadjuvantes. Do que estamos falando? Da nuvem computacional ou cloud computing, é claro – a nova fronteira da era digital defendida com unhas e dentes pela Google, IBM e outras.

Podemos afirmar que o conceito de netbook se funde perfeitamente com a filosofia da computação nas nuvens. Afinal, nesse novo “modelo”, tudo acontece na internet. Nas “nuvens” os usuários podem criar, armazenar e compartilhar qualquer tipo de arquivo – tudo através um dispositivo voltado para esse fim (nesse caso, um netbook). Ou seja, os usuários não precisam (nem devem) se preocupar com a instalação local de ferramentas de trabalho, conflitos de drivers, etc. É só ligar o netbook, conectar-se e pronto! Ah, e como prova dos esforços da Google pela massificação desse modelo basta citarmos o GMail, o Google Docs, o Orkut e mais recentemente o Chrome OS.

O mercado de netbooks, de fato, mexeu com a cabeça de muita gente. Há pouco escrevemos sobre o Moblin, o sistema operacional baseado em Linux criado pela Intel especialmente para os netbooks. Quem poderia imaginar que um dia a Intel, a empresa dos chips cada vez menores, mais rápidos e mais baratos trabalharia com afinco para se tornar uma referência na área dos softwares? Isto sem falarmos no Ubuntu, Xandros Presto e na incansável tentativa da Microsoft em adaptar uma versão do Windows para os netbooks. E se você acha que toda “briga” só é válida quando a Google resolve meter o bedelho, prepare-se! Afinal, ela acabou de anunciar o desenvolvimento de um novo sistema operacional voltado para este mercado; e não estamos falando de uma mera “adaptação” do Android. Estamos, sim, falando do Chrome OS!

O Chrome OS é um projeto novo, separado do Android. Porém, ainda não sabemos em detalhes onde estão as diferenças entre esses dois sistemas. Segundo uma publicação da Google, o Android foi criado para funcionar em uma variedade de dispositivos, de telefones a set-top boxes e netbooks. Já o Chrome OS está sendo desenvolvido para rodar em equipamentos que vão desde pequenos netbooks a estações de trabalho (de mesa) completas. Tais declarações não ajudam muito uma vez que há pontos de sobreposição entre eles, não é mesmo? Ah, sabemos que o navegador do Android apresenta diversas diferenças estruturais em relação ao Chrome. Por exemplo: o uso da engine SquirrelFish Extreme para processamento de javascript, em vez do V8 usado pelo Chrome nos desktops. Isto ajuda a distingui-los superficialmente, fixando a “noção” inicial dada pela Google. No entanto, não esclarece todas as dúvidas!

Fato é que os primeiros netbooks rodando o Chrome OS estarão disponíveis no varejo a partir do segundo semestre de 2010. Até lá, duas coisas são certas. 1) várias perguntas sobre o Chrome OS e Android serão respondidas. 2) nós, usuários, assistiremos de camarote boas e apimentadas brigas entre os gigantes da informática por suas “fatias” desse grande mercado!