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Tecnologias de Quarta Geração (4G): LTE e WiMAX

LTE

Quando falamos em redes de quarta geração (4G), dois nomes vêm imediatamente à nossa cabeça: LTE (Long Term Evolution) e WiMAX. Prá quem não conhece, o LTE é um projeto comandado pelo 3GPP que faz um mega upgrade no padrão UMTS cujas melhorias – como o aperfeiçoamento da eficiência espectral, a conversão do fluxo de dados para IP e o super aumento da velocidade (que pode chegar até 100 Mbps no downlink) – despertam o interesse de várias empresas pelo mundo. Já o WiMAX, na outra ponta, opera em conformidade com o padrão IEEE 802.16. Trata-se de uma tecnologia que, ao contrário do LTE, sofreu altos e baixos na sua existência – sendo, inclusive, vista como “morta” por alguns especialistas. No entanto, o WiMAX está mais vivo do que nunca e, assim como o LTE, vem moldando a malha 4G que deverá bombar em todo território norte americano em breve.

No final de 2010, a operadora Clearwire planeja criar sua rede WiMAX 4G em todos os grandes mercados dos Estados Unidos. Atualmente, a Clearwire oferece serviços comerciais de WiMAX em 27 regiões dos Estados Unidos, cobrindo mais de 34 milhões de pontos de presença (POPs). No fim do ano, a Clearwire irá construir uma rede WiMAX para ampliar este número para 120 milhões de POPs. Ela também comercializará seus serviços WiMAX com as operadoras Sprint, Comcast e Time-Warner Cable, parceiros que – como a Google e Intel – ajudam a empresa a levantar o capital necessário para construir a grande malha. WiMAX morto? Quem disse?

Com o LTE a história é igualmente promissora, no entanto, os engenheiros da GSM Association ainda estão trabalhando numa forma de transmitir voz (Voice over LTE) e mensagens de texto (SMS) nesta tecnologia. Inclusive, alguns especialistas prevêem que os primeiros dispositivos LTE suportarão apenas dados – deixando o tráfego de voz por conta do 3G. É o que pode acontecer com a Verizon, empresa que deverá oferecer serviços LTE em até 30 fortes mercados norte-americanos. Seus primeiros dispositivos provavelmente serão “híbridos”, combinando 3G e 4G para transmitir voz e dados. De acordo com os executivos da Verizon, a companhia construirá sua rede nacional de LTE usando, inicialmente, uma faixa de 22 MHz que foi adquirida durante um leilão de frequências de 700 MHz em 2008 e pretende chegar em 2013 com toda a sua área de serviços 3G coberta pela nova tecnologia de 4G. Mas a Verizon não é a única a investir no LTE. Outras operadoras, como a AT&T e a T-Mobile estão de olho nesta tecnologia e devem apresentar suas soluções ao mercado em breve.

É isso ae…

Lançamento do iPhone 4G

Segundo o Wall Street Journal, um novo modelo de iPhone chegará em breve às lojas. Apelidado de iPhone 4G ou iPhone 4, trata-se de um derivado desse brinquedinho cujos detalhes ainda não foram divulgados oficialmente. No entanto, acredita-se que ele terá tela OLED, recurso de videochat (com duas câmeras) e fará fotos com resolução de até 5 megapixels. Além disso, diz-se que ele virá com o chip A4 (utilizado no iPad) e haverá uma versão CDMA do aparelho. Seria ótimo, pois, de certa forma, a criticada AT&T deixaria de ser a única operadora a vender o iPhone nos Estados Unidos – dividindo esta fatia do mercado com a Verizon. Mas a pergunta que não quer calar é: por que “4G”? Ele suportará LTE ou WiMAX? Ou tem alguma relação com o iPhone OS 4? Ou, simplesmente, trata-se do modelo de 4G?

É isso!

LTE Long Term Evolution e sua frequencia no Brasil

O LTE (Long Term Evolution) é um projeto comandado pelo 3GPP que promete fazer um upgrade no padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System), melhorando a eficiência espectral, convertendo o fluxo de dados para IP, aprimorando a integração com outros padrões, aumentando as taxas de transferências (para aproximadamente 100 Mbps no downlink), etc. Suas especificações foram aprovadas em janeiro de 2008 e já no final daquele mesmo ano (2008) a LG Electronics sacudiu o mercado com a demonstração do primeiro telefone celular com um chip LTE. A partir daí diversas empresas começaram a investir seriamente nessa tecnologia. Conforme uma recente publicação da ABI Research, pelo menos 12 operadoras lançarão serviços de 4G baseados nesse padrão no próximo ano, atingindo o equivalente a 34 milhões de assinantes em todo o mundo. Entre essas operadoras temos Verizon Wireless, MetroPCS Wireless e U.S. Cellular, nos Estados Unidos; NTT-DoCoMo e KDDI, no Japão; TeliaSonera, Tele2 e Telenor na Europa; e a maior operadora do mundo, a China Mobile.

A faixa de freqüência para o LTE mais utilizada é a de 2,5 GHz, embora os Estados Unidos tenha optado pela faixa dos 700 MHz – que, no Brasil, é ocupada pelo setor de radiodifusão. O governo brasileiro, a ANATEL e a indústria ainda não chegaram a um acordo sobre qual freqüência será reservada ao LTE por aqui, mas já existe certa “pressão” (principalmente por parte da indústria) pela adoção dos 2,5 GHz. Isto é óbvio, pois com a escolha dos 2,5 GHz os fabricantes estarão garantindo a compatibilidade entre os equipamentos e – conseqüentemente – a queda nos custos. E mais: segundo algumas publicações, o Ministério das Comunicações pretende encerrar os serviços de TV associados à faixa dos 700 MHz somente em 2016. Como alguns experts já estão anunciando as operações do LTE no Brasil em, no máximo, 2012, concluí-se que a faixa dos 2,5 GHz – provavelmente – será a escolhida.

PS: devemos lembrar que as teles investiram milhões de reais no leilão das faixas de 3G em 2007 e ainda não recuperaram o investimento. Então, por enquanto, as operadoras estão preocupadas com a consolidação do 3G. Há muitos usuários que mal sabem o que é um smartphone, não é mesmo? É preciso pensar, debater e definir os rumos do LTE, mas a “prática” desta tecnologia é outra história. Não vamos colocar a carroça à frente dos burros! É isso!

LTE Long Term Evolution no Brasil

O LTE (Long Term Evolution) é um projeto comandado pelo 3GPP que promete fazer um upgrade no padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System), melhorando a eficiência espectral, convertendo o fluxo de dados para IP, aumentando as taxas de transferências (para aproximadamente 100 Mbps no downlink), aprimorando a integração com outros padrões, etc. Suas especificações foram aprovadas em janeiro de 2008 e provavelmente farão parte do Release 8. Fato é que as discussões acerca desta tecnologia “pegaram fogo pra valer” no final do ano passado (dez/2008), com a demonstração da LG Electronics do primeiro telefone celular com um chip LTE. Foi um ba-fa-fá. Alguém lembra? Após este acontecido, algumas empresas já anunciaram seus investimentos em LTE, como a TeliaSonera na Suécia e a Verizon nos Estados Unidos.

No Brasil, sabemos que as redes 3G ainda engatinham por diversas razões. Por exemplo: os leilões das freqüências destinadas ao 3G na Europa aconteceram no ano 2000 e somente oito anos depois (já em 2008) o mesmo foi feito por aqui. Ou seja, agora as empresas de teleco que operam no Brasil estão investindo no 3G. Elas estão preocupadas em aumentar a cobertura e melhorar a qualidade dos serviços associados a esta tecnologia, campeã de reclamações em virtude dos diversos problemas técnicos ainda existentes. Conclusão: LTE no Brasil, por enquanto, nem pensar! E para as pessoas que entenderam este “nem pensar” como um ou dois anos, eis um problema: o Brasil não tem banda disponível para o LTE. O espectro da TV analógica de 700 MHz, que pode ser utilizado no LTE, não está livre e o Ministério das Comunicações pretende desligá-lo APENAS EM 2016. É mole?

E aquela história de que o LTE vai engolir o WiMAX, é verdade?

“Muita calma nessa hora!”. Alguns estudos já estão afirmando que o LTE e o WiMAX, mesmo com características técnicas semelhantes, conviverão mutuamente no futuro. O LTE atenderá as operadoras (segmento de massa) enquanto o WiMAX deverá se firmar como uma tecnologia de nicho, ou seja, o WiMAX atenderá a um “pequenoâ€? número de clientes que demandam uma oferta específica. É o que já está acontecendo no Brasil com a Embratel, empresa que utiliza o WiMAX como tecnologia complementar à rede da Net para oferecer o plano Embratel PME. Capiche?

É isso!

Long Term Evolution e o chip da LG

Em 2004 o 3GPP, órgão responsável pelas especificações do GSM, 3G e outros, sugeriu que as redes pós-3G fossem do tipo AIPN (All IP Network), ou seja, totalmente baseadas em IP. Fato é que hoje, anos após esta “recomendação”, encontramos diversas publicações (entre Wikipedia, trabalhos acadêmicos, etc) afirmando que tais redes, de fato, serão totalmente IP. Alias já existem, no exterior, operadoras cujas redes são 100% IP (NÃO DE 4G). É o caso da Sprint, empresa que já disponibilizou no mercado local o Palm Treo 800w – smartphone compatível com as redes IP EV-DO Rev.A. Mas foge do escopo deste artigo fazermos um apanhado sobre esta característica das redes pós-3G, que, inclusive, já estão sendo chamadas de 4G. Nosso objetivo hoje, na verdade, é falarmos um pouco sobre a tecnologia LTE (Long Term Evolution), séria candidata a 4G e “concorrente” do WiMAX e WiBro.

O LTE é um projeto comandado pelo 3GPP que promete fazer um upgrade no padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System), melhorando a eficiência espectral, convertendo o fluxo de dados para IP, aumentando as taxas de transferências, aprimorando a integração com outros padrões, etc. Suas especificações foram aprovadas em janeiro de 2008 e devem fazer parte do Release 8. Abaixo algumas características do LTE:

* uso da tecnologia OFDMA (Orthogonal Frequency Division Multiple Access) no downlink (ERB para o celular) e SC-FDMA (Single Carrier Frequency Division Multiple Access) no uplink (celular para ERB);
* velocidade no downlink de 100 Mbps e 50 Mbps no uplink, ambos com uma largura de banda de 20 MHz.
* operações nos modos FDD (Frequency Division Duplex) e TDD (Time Division Duplex);
* uso de antenas MIMO (Multiple-input multiple-output);
* handoff automático para outros padrões compatíveis.

Long Term Evolution e o chip da LG Electronics

Sabe-se que o LTE já vinha despertando o interesse de diversas operadoras pelo mundo, como Vodafone e AT&T. Entretanto, as discussões acerca desta tecnologia “só pegaram fogo pra valer” no final do ano passado (dez/2008) através de uma demonstração da LG Electronics. Afinal esta empresa, nos laboratórios de Anyang, Coréia do Sul, criou e apresentou o primeiro telefone celular com um chip LTE. É mole? O 3G mal chegou ao Brasil e na terra do Tae Kwon Do já há demonstrações reais da quarta geração de telefonia. Com a palavra, Paik Woo-hyun, CTO da LG: “Agora que a LG desenvolveu e testou o primeiro modem de celular 4G, a viabilidade comercial de um handset LTE está no horizonte”. Ahhh, vale destacar que a LG apresentou seu chip LTE em um celular com Windows Mobile, portando nada de Android, Symbian, Linux…

Curiosidades: vimos que o WiBro (Wireless Broadband) é o WiMAX móvel coreano operando em 2,3 GHz. Trata-se, assim como o iBurst, HiperMAN e GAN, de uma tecnologia de quarta geração e por isso “bate de frente” com o LTE. Fato é que o primeiro celular LTE surgiu justamente na terra do WiBro. Pior: foi apresentado por uma empresa coreana que também já desenvolveu e lançou aparelhos compatíveis com o WiBro. Pura coincidência ou a Coréia quer dominar o mundo 4G?

É isso!