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La Fonera 2.0 e o Movimento FON

O movimento FON, sediado em Madrid (Espanha), foi fundado por Martin Varsavsky e já recebeu diversos prêmios importantes – como o prêmio Mundial de Tecnologia 2006 no World Technology Network (WTN), que aconteceu nos Estados Unidos. A idéia desse movimento, em resumo, é criar uma comunidade global de acesso a internet a partir da construção de “incontáveis” hotspots Wi-Fi. Ou seja, o objetivo é compartilhar a conexão de banda larga através de redes sem fio com qualquer pessoa, adepta ou não do movimento. Funciona assim: qualquer um pode se tornar um “Fonero”, apelido dado ao participante da FON. Basta se registrar na comunidade e adquirir um AP especial, chamado de “La Fonera” ou qualquer outro que permita a instalação do firmware FONbasic (como o WRT54GL, WRT54GS e WRT54G).

Após a compra do AP e o registro, o fonero precisa escolher entre ser um “Linus” ou “Bill”. Tais apelidos se referem ao fundador da Microsoft, Bill Gates, e ao criador do kernel do sistema operacional Linux, Linus Torvalds. O fonero Linus deve compartilhar sua conexão com a internet de forma gratuita com outros membros e, com isso, pode navegar de graça através de qualquer outro hotspot FON. O fonero Bill, assim como o Linus, também não precisa pagar para acessar um AP FON alheio – e ainda recebe 50% das receitas quando um Alien compra um passe FON no seu FON Spot. (*) na linguagem do movimento, “Alien” é a pessoa que não faz parte da FON, mas adquire créditos (passes FON) para obter acesso a internet.

Agora que já revisamos toda a “filosofia” do movimento FON, vamos falar da novidade que deixou todos os foneros de orelha em pé: o lançamento da La Fonera 2.0 – uma super-máquina recheada de recursos interessantes (ou frescuras?). Para começar, ela vem com uma porta USB que permite a conexão de HDs externos ou pen drives. Com isso, através de um cliente Bittorrent, por exemplo, os usuários podem fazer seus downloads de forma direta – eliminando a necessidade de um PC ligado. E o inverso também ocorre, pois é possível fazer uploads de fotos e videos para sites como Picasa, Youtube, Flickr e Facebook apenas conectando a pen drive a La Fonera 2.0. Simples, não? A porta USB ainda aceita a conexão de mini modems 3G, o que garante o compartilhamento da internet em regiões desprovidas do sinal ADSL.

Por fim, o padrão Wi-Fi utilizado pela La Fonera 2.0 é o famoso IEEE 802.11n – que pode atingir até 300 Mbps e apresenta uma cobertura de sinal mais eficiente em relação ao popular IEEE 802.11g. Com essas melhoras, você deve estar se perguntando: “E o preço?”. Pois bem, a La Fonera 2.0 já está à venda na Europa e na América do Norte por cerca de 40 dólares, um valor modesto diante de tantos recursos inéditos (ou frescuras?).

É isso!



Nintendo Wii conectado a Internet

Wii é um console de videogame doméstico produzido pela empresa japonesa Nintendo. Sucessor do GameCube, que chegou ao mercado em 2001, o Wii foi lançado no final de 2006 nos Estados Unidos e logo se tornou um pesadelo na vida do Xbox 360 (da Microsoft) e do Playstation 3 (da Sony). Máquina poderosa, o Wii possui um processador de 729 MHz produzido pela IBM em parceria com a própria Nintendo, o PowerPC Broadway. Também conta com um processador gráfico ATI de 243 MHz, 88 MB de memória principal, adaptador Wi-Fi IEEE 802.11b/g, transceptor Bluetooth, sensores de movimento (pelo Nunchuk, por exemplo) e diversos outros hardwares de respeito. Fato é que o Wii, segundo a Wikipédia, já foi adquirido por 46 milhões de pessoas e devolveu a Nintendo a posição de “líder no mercado de videogames de última geração”, posto deixado pela empresa há 17 anos.

O Nintendo Wii, como já exposto, possui um adaptador Wi-Fi IEEE 802.11b/g que permite ao player jogar online com outras pessoas. No entanto, muitos usuários não conseguem configurar seus Wii’s quando os pontos de acesso (APs) exigem valores de DNSs (primários e secundários) e/ou quando as redes wireless estão montadas com IPs estáticos. Eis o propósito deste artigo: mostrar um passo-a-passo deste processo, ensinando ao leitor como fazer seu Wii se comunicar com qualquer AP “birrento”. Antes, vale comentar que o adaptador Wi-Fi do Wii é compatível com diversos esquemas de encriptação de dados, como os famosos WEP e WPA. Ou seja, você não precisa deixar sua rede wireless aberta, sem qualquer segurança, para jogar online no Wii (ao contrário do que muitos imaginam). Mãos à obra!

1. No menu principal do Wii, vamos clicar no botão Wii no canto inferior esquerdo.

2. Esta ação exibirá a tela de definições. Nesta tela, clicaremos em Wii Settings (Definições do Wii).

3. Em “Wii System Settings” (Definições do Wii), vamos clicar na seta azul à direita para passarmos ao segundo menu de opções. Nesta tela, clicaremos no botão “Internet”.

4. Vamos escolher “Connection Settings” (Definições da Ligação).

5. Vamos selecionar uma ligação livre, indicada como “None” (Nenhuma):

6. Vamos selecionar “Wireless Connection” (Ligação Sem fios).

7. A partir daqui as coisas começam a ficar interessantes, pois selecionaremos a opção de configuração manual (“no braço” ou “na unha”, como dizem os entusiastas do LINUX). Se o ponto de acesso envolvido não exigisse a inserção de dados “mais apurados”, escolheríamos a opção “Search for an Access Point” e correríamos para o abraço. Mas este não é o caso, então vamos de “Manual Setup” (Configuração Manual).

8. Agora o Wii solicita o SSID (Service Set Identifier) da rede wireless. É nome da rede. Este valor é único, alfanumérico, sensível a maiúsculas e minúsculas e pode ter até 32 caracteres de comprimento. Portanto, vamos inserir o SSID da rede em questão exatamente como configurado no ponto de acesso.

Agora vamos definir os parâmetros de segurança da rede wireless no Wii. Como sabemos, os esquemas mais populares de encriptação de dados são WEP e WPA. O protocolo WEP, Wired Equivalent Privacy, foi desenvolvido por alguns membros do IEEE para proteger o fluxo de dados entre os equipamentos que operam em conformidade com os padrões 802.11 e suas variações. Extremamente popular, o WEP deixou de ser sinônimo de “segurança” quando suas falhas começaram a ser publicadas na internet. Hoje uma chave desta natureza pode ser quebrada (descoberta) em poucos minutos e, ao contrário do que acontecia há alguns anos, tal procedimento não exige profundos conhecimentos. Por isso surgiu o WPA, o Wi-Fi Protected Access. O WPA é um subconjunto do padrão IEEE 802.11i que utiliza o protocolo TKIP (Temporal Key Integrity Protocol) para cifrar o fluxo dados, uma tecnologia mais avançada que o RC4 empregado no WEP. O WPA, assim como o WEP, também apresenta falhas, porém quebrá-lo (por enquanto) não é uma tarefa simples. Exige muito conhecimento técnico, fato que “garante” a segurança dos dados da rede.

Então vamos inserir a chave WEP ou WPA utilizada pela rede no campo correspondente do assistente Wii. Moleza, não? Por outro lado, se o ponto de acesso não possui qualquer esquema de segurança (WEP ou WPA), basta saltarmos para o PASSO 9!

Agora vamos atribuir um endereço de IP e um de DNS (Domain Name System) ao Wii. No sistema operacional Windows, o primeiro passo é verificarmos se o IP e o DNS são obtidos automaticamente. Isto pode ser feito pelo “Painel de Controle” do SO. Ao acessarmos o Painel de Controle, em “Conexões de Rede”, clicamos nas propriedades do adaptador sem fio. Na janela “Propriedades de Protocolo TCP/IP” vemos o seguinte:

Atenção: se as opções “Obter um endereço IP automaticamente” e “Obter o endereço dos servidores de DNS automaticamente” estiverem selecionadas (conforme a imagem acima), vamos escolher “Auto-Obtain IP Address” (Obter automaticamente endereço IP) e “Auto-Obtain DNS” (Obter automaticamente DNS) no Wii e testar a conexão, conforme o PASSO 9.

Do contrário, vamos inserir manualmente os endereços de IP e DNS no Wii. Para isso, vamos de “Setting Static IP and/or Static DNS” (Definir IP estático e/ou DNS estático). Ao contrário do que muitos imaginam, esses endereços podem ser obtidos facilmente através do Prompt de comandos do Windows. Lá basta digitarmos ipconfig /all. Eis um exemplo:

O endereço de IP a ser fornecido ao Wii deve ser um pouco diferente daquele “Endereço IP” retornado pelo comando ipconfig /all na estação Windows. Sim, pois, caso tentarmos inserir o mesmo IP haverá um conflito de IPs entre a máquina Windows e o Wii. Então, eis a dica: olhando a imagem acima, vemos que a “Máscara de sub-rede” recebe o valor 255.255.255.0, certo? Como não podemos inserir o endereço 192.168.1.101 (ele já está sendo utilizado pela estação) poderemos variar o valor do 101, já que o último byte da máscara de sub-rede recebe 0. Ou seja, poderemos inserir no Wii o endereço 192.168.1.107. Ok? Já com relação ao DNS, é só digitar o mesmo valor retornado pelo comando ipconfig /all. No caso da imagem, 10.1.1.1.

Ufa…esta quase acabando…

Às vezes é necessário especificarmos um valor de MTU (Maximum Transmission Unit). O valor de MTU, basicamente, expressa a maior unidade de dados que pode enviar pela rede. Neste caso, podemos definir “1500″.

ACABOOOOUUUU!

9. Vamos clicar em “Save” e em seguida em “Ok” para que as definições sejam salvas:

10. Vamos clicar em “Ok” para iniciar um teste automático de conexão:

Se tudo ocorrer bem, o Wii estabelecerá conexão com o ponto de acesso e estará pronto para os “jogos on line”!

É isso!



Rede Wi Fi Ad Hoc no Linux

O Modo Ad-Hoc

O padrão 802.11, em termos organizacionais, define dois modos distintos de operação: Ad-Hoc e Infra-Estrutura. O modo Infra-Estrutura, basicamente, é caracterizado pela presença de um concentrador de tráfego (ponto de acesso) cuja idéia é reunir, num único equipamento, diversas funções como práticas de segurança, controle de banda e outros. Já no modo Ad-Hoc, adicionado ao processo de certificação Wi-Fi em meados de 2002, este concentrador não existe. Isto significa que os equipamentos se conectam diretamente uns aos outros, idéia análoga a conexão por meio de cabos crossover. O termo Ad-Hoc, alias, pode ser entendido como algo que é criado para resolver um problema de imediato, sendo descartado logo em seguida. Por exemplo: aquela transferência de urgência.

Configurando uma Rede Ad-Hoc no Linux

Em artigos anteriores, detalhamos todo o processo de configuração de uma rede Ad-Hoc no Windows (aqui). Agora chegou a vez do Linux, pois, ao contrário do que muitos imaginam, montar uma rede desta natureza no pingüim é igualmente “indolor”. Antes de começar, é bom lembrar que o administrador deve estar logado como super usuário (root) em todas as máquinas consideradas neste exemplo. Mãos à obra! Primeiro devemos especificar o modo de operação da rede, ou seja, Ad-Hoc e na seqüência daremos um nome para esta rede:

Agora precisamos atribuir um endereço IP a cada um dos computadores:

O próximo passo é executar o seguinte comando nos computadores do quarto e da cozinha:

Vamos copiar o conteúdo do arquivo /etc/resolv.conf do computador da sala para o /etc/resolv.conf dos computadores do quarto e da cozinha.

Agora iremos configurar o compartilhamento no computador da sala:

Por fim, de acordo com a máquina em questão, vamos incluir os comandos no arquivo /etc/rc.local.

Prontinho! Eis uma rede Ad-Hoc no Linux!

É isso!



Intelbras WRG 240E com chipset Atheros

A Intelbras, fundada em 1976, é uma empresa 100% brasileira que atua nas áreas de telecomunicações, segurança eletrônica e informática. Lidera o mercado nacional de centrais telefônicas (com 60% de participação), porém é mais lembrada por sua linha de telefones sem fio. Os telefones, alias, parecem fascinar a Intelbras, pois há pouco tempo ela também entrou para o concorridíssimo mercado de celulares, com o lançamento dos modelos A6, M100, M500 e S1. Fato é que este artigo não tem como objetivo detalhar as aventuras desta empresa na área de telefonia, mas sim apresentar o roteador wireless WRG 240E o mais novo produto da Intelbras voltado para WLANs.

Intelbras WRG 240E

Trata-se de uma caixinha preta cuja beleza não impressiona. No entanto cumpre, e muito bem, com todas as tarefas que um bom modelo IEEE 802.11b/g propõe a realizar. Para começar, ele possui chipset Atheros com eXtended Range, uma tecnologia integrada ao chipset que aumenta o alcance do sinal de 2 à 3 vezes em relação aos padrões b/g. Vem com uma antena omnidirecional removível de 5 dBi (superior às que comumente acompanham os APs) e, como se não bastasse, emite suas ondas com uma potência de 17 dBm. Este “mix” de boas qualidades proporciona ao WRG 240E um desempenho invejável para um modelo classificado como “popular”: 600 metros de alcance em um ambiente totalmente livre de obstáculos.

A interface de gerenciamento do Intelbras WRG 240E é acessada pelo endereço HTTP://10.1.1.1 e o painel, todo em português, é muito bem dividido. Por meio dele, configura-se o firewall, filtro de MAC, filtro de domínio, filtro de IP e esquemas de criptografia (WEP 64/128/152 bits e WPA/WPA2). Também é possível desabilitar o broadcast de SSID (Service Set IDentifier), ou seja, impedir a divulgação do nome da rede. Com isso, apenas os clientes que conhecem o SSID conseguem estabelecer uma conexão com o equipamento (mais detalhes desta técnica aqui). Para fechar, ele ainda permite o monitoramento da rede em tempo real através da geração de logs.

PS: O manual em português do Intelbras WRG 240E pode ser baixado gratuitamente no site do fabricante.

É isso!



MikroTik Nstreme RouterOS

A MikroTik, empresa fundada em 1995 na Letônia, definitivamente conquistou seu espaço no mercado das tecnologias wireless. Seu principal produto é um sistema operacional baseado em Linux que foi desenvolvido para facilitar a implementação e a administração dos WISPs (Wireless Internet Service Providers): o MikroTik RouterOS. O RouterOS é fantástico! Facilmente gerenciável, através da interface gráfica Winbox, ele permite efetuar controle de banda, servidor proxy, autenticação, etc. Também aceita conexões por meio de FTP, telnet e SSH. Além do RouterOS, a MikroTik possui uma linha de produtos de hardware conhecida por MikroTik RouterBOARD. Nesta linha encontramos antenas, pontos de acesso, etc.

RouterOS:

MikroTik Nstreme

Usuários que estão entrando no mundo MikroTik geralmente ficam confusos quando se deparam com o Nstreme. Mas não existe segredo. O Nstreme é um protocolo proprietário MikroTik desenvolvido para aumentar o desempenho de um link wireless em relação ao padrão IEEE 802.11 (Wi-Fi) e suas extensões. Em links ponto-a-ponto, por exemplo, não existe qualquer degradação considerável do sistema mesmo em links cujas distâncias impedem o bom funcionamento usando o 802.11. Em conexões ponto-multiponto o Nstreme também pode ser utilizado, mas neste caso todos os envolvidos devem ser compatíveis com este protocolo (algo ainda raro na prática). Além da ótima performance, o Nstreme, através do Nstreme Dual, permite configurar um par de antenas do seguinte modo: uma para Tx (transmissão) e outra para Rx (recepção).

Habilitar o Nstreme é muito fácil. Basta utilizar o Winbox, conforme a imagem abaixo:

É isso!