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Filtro de RF ou de banda

Sabemos que o espectro de rádio freqüência está dividido em faixas, definidas por agências reguladoras e/ou convenções internacionais cujo objetivo é reservá-las para um determinado tipo de serviço. De acordo com a aplicação, essas faixas são divididas em freqüências menores e passam a ser chamadas de canais. No Brasil os equipamentos wireless que operam nos padrões IEEE 802.11b e/ou IEEE 802.11g, ambos em 2,4 GHz, dispõem de até 13 canais diferentes para se comunicarem. Mas praticamente todos os produtos encontrados em nosso país são produzidos nos Estados Unidos, nação cujo FCC (Federal Communications Commission) limita a utilização aos 11 primeiros canais.

Nota-se que o espaçamento das freqüências centrais das portadoras é de 5 MHz. Porém, a largura de banda de cada canal é de 22 MHz. Isto significa que aparecerão ruídos e a comunicação ficará comprometida em situações onde o intervalo de 22 MHz não é respeitado. Por exemplo: duas redes próximas operantes nos canais 1 e 3. Isto justifica o conselho encontrado em qualquer livro sobre tecnologias Wi-Fi: “em um ambiente WLAN multicelular o ideal é combinar os canais 1, 6 e 11, arranjo que levará os 22 MHz em consideração e evitará as sobreposições e interferências”.

Fato é que na prática alguns não se preocupam em construir redes de acordo com este arranjo “ótimo”, utilizando os canais 1, 6 e 11, mas optam por agregar ao conjunto um aparelho chamado Filtro de RF (Rádio Freqüência) – também conhecido por Filtro de Banda. O filtro de RF é o elemento responsável por “isolar” os sinais de um sistema, fazendo com que o conjunto opere apenas no canal definido. Ou seja, sinais de outros canais são descartados, garantindo, desta forma, boa qualidade na transmissão e recepção de dados. Por exemplo: duas redes próximas operantes nos canais 1 e 3 podem coexistir sem qualquer problema desde que ambas empreguem ao conjunto filtros de RF. Vale salientar que há vários modelos de filtros para diversos fins (indoors, outdoors e operáveis em outras freqüências, como em 5 GHz para o padrão IEEE 802.11a), mas são relativamente caros e difíceis de serem encontrados fora dos grandes centros. Abaixo um filtro de RF para uso indoor da HyperLink Technologies. Este trabalha em 2,4 GHz e escuta nos seguintes canais: 1, 3, 6, 9, 11, 13 e 14.

É isso!

Exemplo rede wireless outdoor antena omni Ap PROXIM

A VsF resolveu montar uma rede wireless outdoor com o objetivo ÚNICO de AVALIÁ-LA. SEM QUALQUER INTERESSE COMERCIAL, vários testes foram realizados nesta rede e outros ainda serão feitos. Divulgaremos os resultados ao término de cada teste. Neste artigo falaremos sobre os equipamentos utilizados, desenho da rede e nível de sinal.

Equipamentos utilizados

Para construir nossa rede outdoor, optamos pela antena omnidirecional HyperGain – Hyperlink modelo HG2415U com 15 dBi e corpo de fibra. Considerada uma boa antena, ela é usada por vários provedores de rádio. As especificações deste produto se encontram no final do artigo.

Nosso Access Point é um PROXIM/ORINICO 4000. Trata-se de um AP Tri-Mode, ou seja, suporta os padrões 802.11a, 802.11b e 802.11g. Comumente utilizado em aplicações outdoor, tornou-se conhecido por possuir boa memória RAM e flash.

Além do pigtail e cabo RGC-213, utilizamos um centelhador da BREEZECOM. Tal equipamento consegue operar na faixa de freqüência que vai de 2300 MHz até 2600 MHz – ideal para nossa aplicação.

Estrutura

Ver imagem:

O PROXIM 4000 possui duas saídas que trabalham em 2,4 GHz (pinos 1 e 2) para 802.11b/g e mais outras duas que operam em 5,8 GHz (pinos 3 e 4) para 802.11a. Nossa rede utiliza apenas o pino número 1.

Para o total desempenho deste AP em aplicações outdoor, torna-se necessário alterar o valor default do comprimento do link. O valor atribuído de fábrica é 200, mas é possível aumentá-lo até 15000. Basta mexer no parâmetro APLINKLENGTH. Em artigos anteriores já mostramos em detalhes como fazer isso (aqui).

A segurança implementada pode ser considerada média/fraca. Para que não haja queda considerável de performance, habilitamos no AP apenas criptografia WEP (Wired Equivalent Privacy) de 128 bits e filtro de MAC.

Não há necessidade de comentarmos sobre o Pigtail. O cabo RGC-213 deve sempre possuir o menor tamanho possível. O nosso, devido à localização física dos equipamentos e suporte, possui 1 metro de comprimento. Os conectores foram isolados do ambiente externo por fitas autocolantes que acompanhavam o centelhador.

O objetivo do centelhador, neste caso, é fornecer uma proteção contra correntes transientes causadas por raios. Afinal, cabos coaxiais são suscetíveis a surtos decorrentes de descargas elétricas em objetos próximos. É bom deixar claro que: se um raio atingir diretamente a antena, mesmo com o melhor centelhador disponível no mercado instalado, pouco sobrará da antena e a WLAN provavelmente será danificada. Temos sorte, pois ao lado de nossas instalações há uma torre celular. Esta, sem dúvidas, está muito bem protegida contra raios e tal fato acaba nos beneficiando.

Nossa antena omnidirecional está numa altura de 9 metros.

Nível de Sinal

Após tudo instalado e funcionando, nosso primeiro teste foi verificar a força do sinal em diversas distâncias. Para isso utilizamos um notebook Centrino, com processador Pentium M e adaptador mini-PCI Pro/Wireless 2200 (chipset).

A partir de nossas instalações e mantendo uma linha de visada com a antena, andamos cerca de 250 metros. O sinal permaneceu excelente e estável. Sem qualquer problema navegamos na Web e fizemos algumas transferências entre máquinas.

Na seqüência andamos mais uns 450 metros. Totalizando então 700 metros. Nesta distância o sinal apresentou instabilidades. Conseguimos abrir páginas da Web, mas foi necessário elevar o notebook e movimentá-lo para os lados para manter a conexão ativa.

Sem manter visada com a antena, perde-se o sinal em poucos metros. Nessas condições, em nossos testes, não conseguimos fazer conexão com o AP em 40 metros de distância. A “não visada” está presente na maior parte das situações reais. A solução adotada nesse casos (aplicações comerciais, por exemplo) é o uso de um “kit” nas extremidades da rede. Este normalmente é composto por uma placa PCI, um cabo coaxial RG-58 e uma antena direcional. Após a instalação do kit, basta apontar a antena direcional para a matriz omnidirecional.

Por enquanto, é isso!

Estamos realizando outros testes em nossa rede outdoor. Divulgaremos os resultados em artigos futuros.

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Especificações da antena omnidirecional HyperGain – Hyperlink modelo HG2415U com 15 dBi:

Electrical Specifications

Frequency 2400-2500 MHz / 2,4 – 2,5 GHz
Gain 15 dBi
Polarization Vertical
Vertical Beam Width 8°
Horizontal Beam Width 360°
Impedance 50 Ohm
Max. Input Power 100 Watts
VSWR < 1.5:1 avg.
Lightning Protection DC Ground

Mechanical Specifications

Weight 3.3 lbs (1.5kg)
Length 40.5 in. (1.03m)
Radome Material Gray Fiberglass
Mounting 2.0″ diameter mast max.
Wind Survival up to 150 MPH
Operating Temperature -40° C to to 85° C (-40° F to 185° F)
Connector Integral N-Female
Peso Bruto: 1.900Kg

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É isso!

Amplificadores RF Wi Fi

Este artigo pretende esclarecer algumas dúvidas sobre os amplificadores RF (aplicação Wi-Fi).

O amplificador RF pode, sem dúvidas, ser a solução para diversos casos. Porém, antes de qualquer aventura, é importante analisarmos algumas questões a respeito. Primeiro: além de caros, dispositivos de qualidade dificilmente são vendidos para consumidores finais. Isto ocorre porque há leis sobre as conexões sem fio de longo alcance. Ou seja, conforme alguns parâmetros uma determinada rede pode se tornar ilegal. Tais leis variam de um país para outro e por aqui…quem cuida disso é a ANATEL. Por exemplo: a Hyperlink Technologies vende seus amplificadores apenas para órgãos militares ou empresas de países cujas leis não são tão rigorosas.

Há dois tipos de amplificadores: unidirecionais e os bidirecionais. Os primeiros amplificam, unicamente, o sinal a ser transmitido. Por isso, normalmente, para que os pontos possam conversar é necessário mais um amplificador na outra extremidade. Já os bidirecionais combinam um amplificador de transmissão (unidirecional) com um pré-amplificador de recebimento. Ou seja, através do pré-amplificador, melhora-se a sensibilidade do ponto.

Foto de um bidirecional:

Estes dispositivos ainda se dividem em: amplificadores de ganho fixo e amplificadores de ganho variável. Os de ganho fixo oferecem uma quantidade inalterável de ganho para o sinal RF. Os de ganho variável permitem o ajuste manual do ganho conforme as necessidades. Eis uma faca de dois gumes, pois com tal flexibilidade, o consumidor (por descuido ou interesses próprios) poderá extrapolar os limites e entrar para a ilegalidade.

Também, antes de adquirir um amplificador, deve-se verificar sua freqüência de operação. Comprar um equipamento que funciona em 2.4GHz para redes 802.11a não vai funcionar. Outra dica: para evitar perdas, o amplificador deverá possuir a mesma impedância dos demais componentes.

Abaixo as especificações técnicas de um produto da Teletronics. É um amplificador outdoor de 500mW que opera em 2.4GHz para redes 802.11g.

Features: 802.11g 500mW Outdoor
Operating Range: 2400 – 2500 MHz
Operating Mode: Bi-directional, TDD
Transmit Gain: 17 dB
Frequency Response: ± 1 dB
Output Power: 500 mW (+ 27 dBm)
TX Input Power: 10 dBm
Receiver Gain: 15 dB typical
Noise Figure: 3.5 dB typical
Connectors: N-type, female, 50 Ohm
Lightning Protection: Quarter Wave Technology
DC Surge Protection: Available
Power Consumption: Tx = 1.2A, Rx = 130 mA @ 9VDC
Operating Temperature: -40 °C to + 70 °C
AMP Dimensions: 4.25″ L x 3.25″ W x 1.75″ H

É isso!