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HTC Magic e Android

O Android é um sistema operacional extremamente “enxuto”, criado pela Google para equipar aparelhos portáteis como smartphones, PDAs, GPSs e outros (apesar de que alguns nerds já fizeram este sistema funcionar num netbook Asus Eee 1000H). Trata-se de um SO aberto criado com base no Linux cujo código já foi liberado aos interessados. O G1, lançado pela HTC (High Tech Computer Corporation) no segundo semestre de 2008, foi o primeiro smartphone a receber o Android. Fez (e continua fazendo) um enorme sucesso, é claro! Entretanto, no Mobile World Congress 2009, evento sobre tecnologias móveis que aconteceu em Barcelona, a HTC anunciou o sucessor do G1, o (já badalado) HTC Magic.

Oferecido pela famosa operadora Vodafone, o HTC Magic é parecido com seu antecessor. Os dois possuem tela sensível ao toque de 3,2 polegadas com resolução de 320 por 480 pixels. Ambos também apresentam câmera digital de 3.2 megapixels e as mesmas tecnologias wireless de comunicação: Wi-Fi, Bluetooth, GPS e 3G por WCDMA e HSPA. Porém, o teclado QWERTY físico presente no G1 foi descartado pelo novo modelo, menor, mais fino e mais leve. Também vale destacar que o HTC Magic foi o primeiro smartphone a incorporar as novas funcionalidades do Android, denominadas “Cupcake” cujo teclado virtual faz parte – inexistentes no G1.

No Brasil, por enquanto, nada de HTC Magic. Alias, nem o G1 pintou por aqui. Então “o jeito” é esperarmos pelos resultados da parceria entre a TIM e a chinesa Huawei, firmada dias após o Mobile World Congress 2009. Tal parceria, para quem ainda não sabe, pretende trazer ao Brasil o primeiro celular com o Android. De acordo com algumas fontes, Huawei e TIM já estão trabalhando no projeto e a previsão é de que os primeiros modelos cheguem até nós ainda em 2009!

É isso!

Celular da TIM com o Google Android

Em julho de 2005 a Google adquiriu uma pequena empresa que desenvolvia softwares para dispositivos móveis: a Android Inc. Com isso os fundadores da Android Inc, juntamente com outros funcionários de empresas como Wildfire Communications, Danger, T-Mobile e WebTV, integraram-se a equipe Google e deram início aos trabalhos que posteriormente resultaram no sistema operacional Android. O Android, como sabemos, é um SO extremamente “enxuto”, desenvolvido para equipar aparelhos portáteis como smartphones, PDAs, GPSs e outros (apesar de que alguns nerds já fizeram este sistema funcionar num netbook Asus Eee 1000H). Criado com base no Linux, ele é descrito por alguns analistas como o primeiro SO móvel verdadeiramente aberto. Alias, a Google já liberou seu código visando obter mais adeptos (leia-se “empresas”) e um gigantesco número de programadores (formais e informais) para este sistema.

Sabe-se que o G1, lançado pela HTC (High Tech Computer Corporation) no segundo semestre de 2008, foi o primeiro smartphone a receber o Android. Comercializado oficialmente em diversas regiões (exceto no Brasil e em outros “pobres” países), trata-se de um sucesso de vendas. Já tem até sucessor, o HTC Magic que será oferecido pela Vodafone dentro de poucos meses. Mas não há motivos para pânico, pois no Mobile World Congress 2009, evento sobre tecnologias móveis que “acabou de acabar” em Barcelona, a chinesa Huawei fez uma divulgação: ela colocará em breve no mercado seu próprio smartphone com o SO Android. OK! Mas qual é a relação desta notícia com o público brasileiro?

Preparem-se! Um dia após o término do Mobile World Congress 2009, vários artigos de fontes seguras foram postados na web sobre uma parceria entre a Huawei e nossa querida TIM. Tal união tem como objetivo introduzir a Huawei no mercado brasileiro, além de, é claro, disponibilizar para nós o primeiro smartphone com o Android (oficialmente). Nada de Ciudad del Este, hein! Fato é que Huawei e a TIM já estão trabalhando no projeto e a previsão é de que os primeiros modelos desembarquem aqui ainda em 2009, com uma “estratégia diferenciada” para o nosso mercado. Quem diria, né? Logo a TIM…

É o Android crescendo e aparecendo…

É isso!

HSUPA e a operadora VIVO

Um ano após o leilão das freqüências destinadas ao 3G, a tecnologia se tornou disponível para 51,7% da população brasileira, o que representa 95 milhões de pessoas, segundo uma publicação feita pela revista Info (12/2008). Hoje, mais da metade (cerca de 80%) dos acessos à internet pela banda larga móvel são feitos por computadores, através de modems externos (tipo o Huawei E156 e o Onda MSA501HS) ou adaptadores embutidos (como os encontrados nos notebooks Microboard Ellite Plus e HP Pavilion DV4-1150BR Entertainment PC). Alias, a procura pelos modems 3G tem sido tão grande que o produto chegou a faltar em algumas lojas da Claro. Na outra ponta dos acessos (os outros 20%), temos os smartphones. Porém, vale destacar que tais porcentagens podem variar ao longo do tempo, principalmente com o barateamento de alguns sofisticados smartphones 3G. Fato é que o Brasil é um mercado promissor quando o assunto é “banda larga móvel”, pois a fixa deixa, e muito, a desejar. Bom, chega de estatísticas e vamos ao “X” da questão deste artigo – falar da mais nova “pérola” da operadora VIVO, sua tecnologia HSUPA.

A maior empresa de telefonia celular do Brasil, a VIVO, conhecida por sua malha CDMA / CDMA 1xRTT / EV-DO, disponibilizou em 2007 cobertura GSM aos seus clientes, tornando-se a única operadora verde e amarela CDMA e GSM simultaneamente. Já em setembro do ano passado (2008), sem muito alarde, ela deu mais um passo na direção do GSM com o lançamento da sua rede 3G HSPA. Agora, novamente sem vanglórias, a VIVO se tornou a primeira operadora do país a oferecer a tecnologia HSUPA (High Speed Uplink Packet Access). O HSUPA, basicamente, permite uploads de até 5,7 Mbps e já está disponível para os clientes VIVO ZAP (que possuem um mini modem compatível, como o Aiko 82D) de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Salvador.

O HSUPA

Considerado, por muitos, uma tecnologia de 3.5G, o HSUPA foi incluído ao padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunication System) no Release 6. Trata-se de uma tecnologia cujo nome, “HSUPA”, criado pela finlandesa Nokia, não recebe o apoio do 3GPP – tal órgão prefere chamá-lo de EUL (Enhanced Uplink). Divergências a parte, o HSUPA é um protocolo de comunicação da família HSPA (High Speed Packet Access) que melhora, consideravelmente, a performance do canal dedicado ao upload (também conhecido por uplink e se refere à velocidade com a qual o terminal “ENVIA” os dados para a torre). Tal velocidade pode atingir os 5,7 Mbps, algo certamente “inacreditável” há alguns anos. Fato é que o HSUPA possui os mesmos princípios de funcionamento do HSDPA (detalhado aqui), cujo “D” significa Downlink. Eis dois deles:

Uso de H-ARQ (Hybrid Automatic Repeat-Request): para compreendermos o H-ARQ, torna-se necessário falarmos sobre o FEC (Forward Error Correction) e ARQ (Automatic Repeat Request). O primeiro se refere aos códigos corretores de erros. Já o segundo são técnicas de retransmissões automáticas. Com o objetivo de ajustar o controle de erro às condições variantes do canal, diferentes combinações de FEC e ARQ são utilizadas. Tais combinações são chamadas de H-ARQ.

Uso da técnica AMC (Adaptive Modulation and Coding): a função do AMC é escolher qual o esquema de modulação e codificação a ser utilizado conforme as condições instantâneas do canal. Isto significa que é possível aumentar a taxa de bits quando algumas condições são satisfeitas. Por exemplo: canal não sobrecarregado, localização física do usuário, etc.

Fechando…

Quem diria que uma operadora CDMA, após inaugurar o 3G em 2004 no Brasil com o EV-DO (ainda presente em 28 municípios), seria a primeira no país a oferecer o HSUPA aos seus clientes? O mundo, de fato, é uma caixinha de surpresas!