Tag Archives: HSPA



Wireless Body Area Network

WBAN

WBAN (Wireless Body Area Network)

São redes compostas por um conjunto de sensores espalhados pelo corpo (fixados nas roupas, debaixo da pele e outros) que, através de tecnologias de comunicação sem fio, monitoram as condições físicas de uma pessoa e transmitem as informações coletadas para um “servidor” (on-line ou não). Por exemplo: vamos considerar um atleta que pretende ser monitorado à distância pelo seu técnico enquanto treina. Primeiro o atleta veste uma roupa especialmente preparada para abrigar os sensores que compõem uma rede WBAN. Estes sensores, durante a prática dos exercícios físicos, irão coletar e transmitir os dados do atleta para seu smartphone. Esta comunicação, inclusive, pode ocorrer por Bluetooth, ZigBee, UWB (Ultra Wideband) ou qualquer outra tecnologia pessoal de transmissão e recepção de dados sem fio. Já o smartphone, através de um programa, interpretará os dados coletados pelos sensores e os transformará em relatórios. Na seqüência, tais relatórios serão enviados para um servidor HTTP por meio da rede de telefonia celular (GPRS, EDGE, EV-DO, HSDPA, etc). O treinador, por fim, irá visualizar e avaliar a performance de seu atleta apenas conectando seu notebook a internet e apontando seu browser para uma URL predeterminada. Show de bola, né?

Além do exemplo acima, as redes WBAN já estão sendo utilizadas em diversas outras áreas, como na reabilitação de pacientes em clínicas de Fisioterapia. Alias, no site da PubMed Central (PMC), enorme repositório digital de publicações médicas, há vários artigos que fazem referência a esta tecnologia. Um deles, de título “ACCELEROMETER-BASED WIRELESS BODY AREA NETWORK TO ESTIMATE INTENSITY OF THERAPY IN POST-ACUTE”, propõe a utilização de acelerômetros para avaliar um paciente, além, é claro, de auxiliar no seu tratamento. Os acelerômetros, neste caso, formam uma rede WBAN. Ela detecta com exatidão todos os movimentos executados pelo paciente e transmite tudo para um Tablet PC. O Tablet PC, por sua vez, “traduz” as informações recebidas através de um programa e exibe o diagnóstico completo do paciente para o fisioterapeuta responsável.

O futuro do WBAN já começou a ser desenhado no Brasil. Como prova, podemos citar a apresentação desta tecnologia em um evento que ocorreu na cidade de São Paulo há pouco tempo. Durante a exibição do painel: “O Papel das Tecnologias Sem Fio nas Aplicações de Saúde e Bancárias”, representantes de diversos setores (como hospitais, operadoras de telefonia, Anatel, programadores e outros) conheceram e já deram início às discussões acerca de futuros projetos WBAN em território canarinho!

É isso!

Sony Ericsson Xperia X10 com Android

O Xperia X10 será o primeiro celular da Sony Ericsson a rodar o sistema operacional Android, desenvolvido pela Google. De acordo com a companhia, ele virá com uma interface única – criada para melhorar a organização dos conteúdos de mídia e comunicação. Este diferencial poderá ser conferido pelos usuários a partir dos aplicativos Timescape e Mediascape, inseridos ao Android pela Sony Ericsson. O Timescape, por exemplo, reúne em um só lugar todos os “canais” de comunicação. Ou seja, Facebook, Twitter, emails, fotos, mensagens de texto – terão um lugarzinho único e especial neste telefone, o que poupará o usuário de abrir incontáveis aplicativos diferentes para se “antenar com a galera”!

Já o Mediascape ajuda os usuários na organização do conteúdo multimídia, o que engloba músicas e vídeos. O aplicativo também dá acesso a conteúdo da web, incluindo YouTube e a loja Playnow, da Sony Ericsson. Pra fechar, vale dizer que Xperia X10 virá com a versão 1.6 do Android (com a possibilidade de atualizá-lo para a 2.0) e contará com as seguintes conexões: Wi-Fi, A-GPS (que recebe dados de suporte pela rede de telefonia – 3G ou não – para calcular com mais rapidez e confiabilidade as coordenadas do usuário), HSPA e Bluetooth. Show de bola, não?

O Xperia X10 será lançado no primeiro trimestre de 2010!

HTC Magic e Android

O Android é um sistema operacional extremamente “enxuto”, criado pela Google para equipar aparelhos portáteis como smartphones, PDAs, GPSs e outros (apesar de que alguns nerds já fizeram este sistema funcionar num netbook Asus Eee 1000H). Trata-se de um SO aberto criado com base no Linux cujo código já foi liberado aos interessados. O G1, lançado pela HTC (High Tech Computer Corporation) no segundo semestre de 2008, foi o primeiro smartphone a receber o Android. Fez (e continua fazendo) um enorme sucesso, é claro! Entretanto, no Mobile World Congress 2009, evento sobre tecnologias móveis que aconteceu em Barcelona, a HTC anunciou o sucessor do G1, o (já badalado) HTC Magic.

Oferecido pela famosa operadora Vodafone, o HTC Magic é parecido com seu antecessor. Os dois possuem tela sensível ao toque de 3,2 polegadas com resolução de 320 por 480 pixels. Ambos também apresentam câmera digital de 3.2 megapixels e as mesmas tecnologias wireless de comunicação: Wi-Fi, Bluetooth, GPS e 3G por WCDMA e HSPA. Porém, o teclado QWERTY físico presente no G1 foi descartado pelo novo modelo, menor, mais fino e mais leve. Também vale destacar que o HTC Magic foi o primeiro smartphone a incorporar as novas funcionalidades do Android, denominadas “Cupcake” cujo teclado virtual faz parte – inexistentes no G1.

No Brasil, por enquanto, nada de HTC Magic. Alias, nem o G1 pintou por aqui. Então “o jeito” é esperarmos pelos resultados da parceria entre a TIM e a chinesa Huawei, firmada dias após o Mobile World Congress 2009. Tal parceria, para quem ainda não sabe, pretende trazer ao Brasil o primeiro celular com o Android. De acordo com algumas fontes, Huawei e TIM já estão trabalhando no projeto e a previsão é de que os primeiros modelos cheguem até nós ainda em 2009!

É isso!

HSUPA e a operadora VIVO

Um ano após o leilão das freqüências destinadas ao 3G, a tecnologia se tornou disponível para 51,7% da população brasileira, o que representa 95 milhões de pessoas, segundo uma publicação feita pela revista Info (12/2008). Hoje, mais da metade (cerca de 80%) dos acessos à internet pela banda larga móvel são feitos por computadores, através de modems externos (tipo o Huawei E156 e o Onda MSA501HS) ou adaptadores embutidos (como os encontrados nos notebooks Microboard Ellite Plus e HP Pavilion DV4-1150BR Entertainment PC). Alias, a procura pelos modems 3G tem sido tão grande que o produto chegou a faltar em algumas lojas da Claro. Na outra ponta dos acessos (os outros 20%), temos os smartphones. Porém, vale destacar que tais porcentagens podem variar ao longo do tempo, principalmente com o barateamento de alguns sofisticados smartphones 3G. Fato é que o Brasil é um mercado promissor quando o assunto é “banda larga móvel”, pois a fixa deixa, e muito, a desejar. Bom, chega de estatísticas e vamos ao “X” da questão deste artigo – falar da mais nova “pérola” da operadora VIVO, sua tecnologia HSUPA.

A maior empresa de telefonia celular do Brasil, a VIVO, conhecida por sua malha CDMA / CDMA 1xRTT / EV-DO, disponibilizou em 2007 cobertura GSM aos seus clientes, tornando-se a única operadora verde e amarela CDMA e GSM simultaneamente. Já em setembro do ano passado (2008), sem muito alarde, ela deu mais um passo na direção do GSM com o lançamento da sua rede 3G HSPA. Agora, novamente sem vanglórias, a VIVO se tornou a primeira operadora do país a oferecer a tecnologia HSUPA (High Speed Uplink Packet Access). O HSUPA, basicamente, permite uploads de até 5,7 Mbps e já está disponível para os clientes VIVO ZAP (que possuem um mini modem compatível, como o Aiko 82D) de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Salvador.

O HSUPA

Considerado, por muitos, uma tecnologia de 3.5G, o HSUPA foi incluído ao padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunication System) no Release 6. Trata-se de uma tecnologia cujo nome, “HSUPA”, criado pela finlandesa Nokia, não recebe o apoio do 3GPP – tal órgão prefere chamá-lo de EUL (Enhanced Uplink). Divergências a parte, o HSUPA é um protocolo de comunicação da família HSPA (High Speed Packet Access) que melhora, consideravelmente, a performance do canal dedicado ao upload (também conhecido por uplink e se refere à velocidade com a qual o terminal “ENVIA” os dados para a torre). Tal velocidade pode atingir os 5,7 Mbps, algo certamente “inacreditável” há alguns anos. Fato é que o HSUPA possui os mesmos princípios de funcionamento do HSDPA (detalhado aqui), cujo “D” significa Downlink. Eis dois deles:

Uso de H-ARQ (Hybrid Automatic Repeat-Request): para compreendermos o H-ARQ, torna-se necessário falarmos sobre o FEC (Forward Error Correction) e ARQ (Automatic Repeat Request). O primeiro se refere aos códigos corretores de erros. Já o segundo são técnicas de retransmissões automáticas. Com o objetivo de ajustar o controle de erro às condições variantes do canal, diferentes combinações de FEC e ARQ são utilizadas. Tais combinações são chamadas de H-ARQ.

Uso da técnica AMC (Adaptive Modulation and Coding): a função do AMC é escolher qual o esquema de modulação e codificação a ser utilizado conforme as condições instantâneas do canal. Isto significa que é possível aumentar a taxa de bits quando algumas condições são satisfeitas. Por exemplo: canal não sobrecarregado, localização física do usuário, etc.

Fechando…

Quem diria que uma operadora CDMA, após inaugurar o 3G em 2004 no Brasil com o EV-DO (ainda presente em 28 municípios), seria a primeira no país a oferecer o HSUPA aos seus clientes? O mundo, de fato, é uma caixinha de surpresas!