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Intelbras WRG 240E com chipset Atheros

A Intelbras, fundada em 1976, é uma empresa 100% brasileira que atua nas áreas de telecomunicações, segurança eletrônica e informática. Lidera o mercado nacional de centrais telefônicas (com 60% de participação), porém é mais lembrada por sua linha de telefones sem fio. Os telefones, alias, parecem fascinar a Intelbras, pois há pouco tempo ela também entrou para o concorridíssimo mercado de celulares, com o lançamento dos modelos A6, M100, M500 e S1. Fato é que este artigo não tem como objetivo detalhar as aventuras desta empresa na área de telefonia, mas sim apresentar o roteador wireless WRG 240E o mais novo produto da Intelbras voltado para WLANs.

Intelbras WRG 240E

Trata-se de uma caixinha preta cuja beleza não impressiona. No entanto cumpre, e muito bem, com todas as tarefas que um bom modelo IEEE 802.11b/g propõe a realizar. Para começar, ele possui chipset Atheros com eXtended Range, uma tecnologia integrada ao chipset que aumenta o alcance do sinal de 2 à 3 vezes em relação aos padrões b/g. Vem com uma antena omnidirecional removível de 5 dBi (superior às que comumente acompanham os APs) e, como se não bastasse, emite suas ondas com uma potência de 17 dBm. Este “mix” de boas qualidades proporciona ao WRG 240E um desempenho invejável para um modelo classificado como “popular”: 600 metros de alcance em um ambiente totalmente livre de obstáculos.

A interface de gerenciamento do Intelbras WRG 240E é acessada pelo endereço HTTP://10.1.1.1 e o painel, todo em português, é muito bem dividido. Por meio dele, configura-se o firewall, filtro de MAC, filtro de domínio, filtro de IP e esquemas de criptografia (WEP 64/128/152 bits e WPA/WPA2). Também é possível desabilitar o broadcast de SSID (Service Set IDentifier), ou seja, impedir a divulgação do nome da rede. Com isso, apenas os clientes que conhecem o SSID conseguem estabelecer uma conexão com o equipamento (mais detalhes desta técnica aqui). Para fechar, ele ainda permite o monitoramento da rede em tempo real através da geração de logs.

PS: O manual em português do Intelbras WRG 240E pode ser baixado gratuitamente no site do fabricante.

É isso!



Modo Promiscuo Monitor RFMON drivers suporte Kismet

Muitas pessoas utilizam ferramentas que operam de forma passiva para capturar pacotes da rede. Este tipo de sondagem é extremamente interessante porque nenhum pacote é inserido na rede alvo. Ou seja, não ocorre troca de informações entre o “espião” e a rede. Isto torna o indivíduo que se utiliza de tais métodos praticamente indetectável.

Sondar uma rede passivamente é fácil. Basta ter uma NIC (Network Interface Card – placa de rede) capaz de operar no modo promíscuo monitor ou RFMON (Radio Frequency Monitor) e um programa. A interface quando em modo promíscuo escuta toda a rede – ou – recebe todos os pacotes que nela trafegam. Já o RFMON é caracterizado por entender pacotes específicos de redes sem fio (por exemplo: difusão do nome da rede – ESSID).

Por vários motivos, nem todas as placas conseguem trabalhar no modo de monitoramento. O Sistema Operacional, por exemplo, influencia diretamente no sucesso ou não deste procedimento. A placa ipw2200, até o momento, não consegue operar no modo monitor no Windows (XP). Mas no Linux é extremamente fácil colocá-la para trabalhar neste modo. Alias, Linux é o SO mais indicado aos que desejam se aventurar no mundo da espionagem passiva, pois possui uma quantidade considerável de drivers com capacidade para RFMON.

Abaixo algumas placas que operam em RFMON – classificadas por tipo de sistema:

Linux: Atmel_USB, ACX100, ADMTek, Atheros, Cisco, Prism2, Orinoco, WSP100, Drone, wtapfile, pcapfile, wrt54g, ipw2100, rt2400, rt2500, rt8180, ipw2200, ipw2915, ipw3945 e Broadcom 43xx;

OpenBSD: Prism2 (wi), Atheros (ath), Intel 2200/2225/2915 (iwi), Intel 2100 (ipw), Ralink (ral and ural), Realtek RTL8180L (rtw), WSP100, Drone, wtapfile e pcapfile;

FreeBSD: Atheros, Prism2, WSP100, Drone, wtapfile e pcapfile;

MacOSX: Airport, WSP100, Drone e wtapfile;

Win32: WSP100, Drone, wtapfile e pcapfile. Desconhecemos drivers públicos de RFMON para Win32.

Observação: o suporte por tipo de sistema está em constante alteração. Ainda restam esperanças se um chipset específico não está na lista acima. É só procurar em artigos mais recentes.

A VsF possui um notebook Centrino com adaptador Mini-PCI Pro/Wireless 2200 (ipw2200). Ver:

A interface de captura desta placa é ethX. Para colocá-la no modo promíscuo monitor basta utilizar o seguinte comando:

root@vivasemfio:/# ifconfig eth0 promisc

root@vivasemfio:/# ifconfig eth0
eth0 Encapsulamento do Link: Não Especificado Endereço de HW 00-**-35-**-D5-AA-**-CA-00-00-00-00-00-00-00-00
endereço inet6: fe80::20e:35ff:fe60:d5aa/64 Escopo:Link
UP BROADCASTPROMISC MULTICAST MTU:1500 Métrica:1
RX packets:7924 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
TX packets:901 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:1
colisões:0 txqueuelen:1000
RX bytes:25401 (24.8 KiB) TX bytes:0 (0.0 b)
IRQ:11 Endereço de E/S:0×8000 Memória:cffff000-cfffffff

Alguns programas, como o Kismet, ao serem ativados colocam a placa em modo de monitoramento automaticamente.

Muitas pessoas reclamam da instabilidade duma placa quando esta opera em RFMON. Nesses casos, é comum existir uma relação do problema com o DHCP habilitado. Funciona assim: o modo monitor entra em ação antes da obtenção de endereço por DHCP. Após algum tempo (cerca de 1 minuto) o tempo de espera do DHCP termina e a interface é desligada. Ou, recebe-se um endereço por DHCP. Mas será incapaz de renová-lo. Ao ocorrer uma tentativa de renovação, desliga-se a interface. Para evitar tais problemas, basta desabilitar o DHCP.

É isso!



Chipsets Intersil Orinoco e Atheros

Wi-Fi é um conceito relativamente novo e até algum tempo, por exemplo, era muito difícil encontrar suporte para hardware Wi-Fi em alguns SOs não comerciais – como o Linux. Porém, como todos sabemos, o mundo do software livre é unido…e em pouco tempo o cenário começou a mudar. Vários projetos, incluindo um financiado pela Hewlett-Packard, resultaram em drivers que funcionam em quase todas as versões do Kernel. É óbvio que a garantia funcionamento dependerá do hardware escolhido. Ou seja, um adaptador TABAJARA não terá suporte. Por isso, é importante obter adaptadores que utilizam chips produzidos por empresas conhecidas. Felizmente, há três grandes NOMES quando o assunto é chipset: Intersil, Orinoco e Atheros.

Intersil

A Intersil foi uma das pioneiras a produzir chips 802.11b. Sua série Prism equipa quase todos os primeiros dispositivos da Linksys. Entretanto, em meados de 2003, a Intersil saiu do negócio Wi-Fi. Vendeu sua linha para a GlobespanVirata. Mas, é claro, devido ao sucesso, placas que contêm chips Intersil são amplamente suportadas.

Abaixo um PCMCIA que utiliza o chipset Prism:

Orinoco

A linha Orinoco de dispositivos para redes wireless foi originalmente criada pela WaveLAN. Posteriormente adquirida pela Lucent, tal linha foi, novamente, vendida para a Proxim. A linha Orinoco se concentrava em dispositivos baratos para PCs e Apple (AirPort). Isto causou a ampla disseminação do nome Orinoco. Porém, atualmente, a Proxim não foca o consumo popular.

PCMCIA Orinoco:

Atheros

A Atheros, no início, sofreu algumas restrições da FCC (Federal Communications Commission). Isto porque esta empresa desenvolveu softwares definidos por freqüências de rádio. Tais softwares permitiam que um chip funcionasse num grande intervalo de freqüência e em diferentes níveis de potência. A FCC tinha medo de que hackers alterassem o hardware da Atheros para partes não licenciadas do espectro ou para níveis ilegais de potência. Por isso, até algum tempo, a Atheros não podia mergulhar de cabeça nos sistemas de código aberto.

O problema foi resolvido por Sam Leffler. Ele colocou em prática uma solução que impede o acesso aos recursos completos do chipset da Atheros. Com isso, abriu-se as portas para os desenvolvedores escreverem drivers para dispositivos Atheros. Os resultados dos esforços de Sam Leffler já são visíveis, afinal encontramos sem grandes esforços distribuições Linux conversando com Atheros.

Também é importante comentar que a Atheros foi a primeira empresa a distribuir chipsets baseados no padrão IEEE 802.11a.

Em destaque na imagem o chipset Atheros:

É isso!