Há muitos sistemas ponto-área outdoor que utilizam antenas omni. Nesses projetos, não é raro encontramos usuários insatisfeitos com a qualidade do sinal. Para solucionar tal problema, muitas vezes, não são necessárias análises complexas da situação. Basta substituir as antenas em questão por outras do tipo setor.
As antenas omni emitem sinais num ângulo de 360 graus na horizontal. Esta interessante característica ilude diversos projetistas amadores. Afinal comprar uma única omni parece melhor que adquirir quatro antenas setoriais (com ângulo de abertura horizontal de 90 graus cada). Apenas parece.
Antenas do tipo omni diminuem seu ângulo de emissão na vertical conforme aumentam seu ganho. Para melhor compreensão, temos as imagens abaixo:
Trata-se do diagrama de radiação (vertical e horizontal) de uma antena omni com ganho de 15 dBi. Enquanto esta apresenta um ângulo vertical de 5 graus, outras omnis de menor ganho possuem ângulos maiores. Exemplo: antenas com 3 dBi geralmente apresentam 30 graus.
Eis a raiz do problema. Com o objetivo de alcançar grandes distâncias, muitos optam por antenas omnis que possuem ganhos elevados. Tal escolha compromete o ângulo de abertura vertical. Desta forma alguns usuários são prejudicados, pois as estações envolvidas no projeto geralmente não pertencem ao mesmo plano. Isto significa que a máquina do Joãozinho, localizada a 50 metros da antena, terá ótimo sinal. Já a máquina da Mariazinha que mora numa descida, mas também localizada a 50 metros, não receberá sinal porque está fora do lóbulo de radiação em questão.
Antenas setoriais apresentam um ângulo vertical condizente com os sistemas ponto-área outdoor. Há antenas deste tipo que conseguem abranger grandes distâncias com um ângulo de abertura de 90 graus na vertical.
Tal característica reduz, consideravelmente, as chances de existir problemas com a qualidade sinal e o melhor: pode acabar com a “justa chateação” dos usuários.
É isso!