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Redes de Sensores Sem Fios

WSN (Wireless Sensor Network)

As redes de sensores sem fios, mundialmente conhecidas pela sigla WSN (Wireless Sensor Network), foram desenvolvidas pelos militares cuja intenção era vigiar o campo de batalha. Porém hoje, devido à constante miniaturização dos componentes e outros fatores, tais redes passaram a ser empregadas nas mais diversas áreas do conhecimento, como na saúde, segurança e meio ambiente. Elas, basicamente, permitem monitorar e estudar um determinado fenômeno ou acontecimento, auxiliando, assim, na tomada de decisões. Por exemplo: já existem WSNs instaladas em crateras de vulcões (ver imagem abaixo). Essas redes analisam os riscos de uma possível erupção e quando algo “anormal” é detectado, todas as providências podem ser tomadas para evitar a catástrofe.

As redes WSNs podem ser comparadas às Ad-Hoc, pois muitos dos algoritmos empregados nas redes Ad-Hoc foram “copiados” para as redes de sensores. Porém, vale salientar que a comunicação entre os nós pertencentes a uma WSN é feita por radiodifusão (broadcast) enquanto nas redes Ad-Hoc a comunicação é do tipo ponto-a-ponto. Os nós de uma rede de sensores sem fios geralmente ficam sujeitos a diversos tipos de falhas em virtude do meio no qual estão inseridos (exemplo do vulcão). Isto, claro, sem mencionar o término da bateria responsável por alimentar os sensores. Por esses motivos, as redes WSNs contam com algoritmos capazes de reorganizar o percurso das informações quando um ou mais nós param de funcionar. Legal, né?

Diversos padrões já ratificados podem ser utilizados na construção de uma WSN. Entretanto, o mais promissor é o ZigBee (IEEE 802.15.4), standard especialmente desenvolvido para ser empregado em projetos de sensoriamento e monitoramento. Os componentes que operam em conformidade com o ZigBee consomem pouca energia, são baratos e possuem drivers extremamente enxutos. Também operam com baixas taxas de transferências de dados, atingindo, no máximo, 250 kbps. Alias todas as aplicações WSN (como controle de iluminação, temperatura, detectores de fumaça e outros) não exigem altas velocidades para cumprirem com seus propósitos. Além do ZigBee, também há WSNs construídas em conformidade com os padrões WirelessHART (Wireless Highway Addressable Remote Transducer Protocol) e 6LoWPAN (IPv6 over Low Power Wireless Personal Area Networks).

Um nó WSN também é conhecido por “módulo sensor”. Este módulo sensor é, geralmente, formado por cinco componentes: hardware (sensor e conversor analógico-digital), memória, processador de sinais, transceptor (transmissor e receptor wireless) e bateria. A saber: o conversor analógico-digital é o responsável por transformar o sinal analógico criado pelos sensores, quando do reconhecimento de um fenômeno monitorado, em sinal digital, tratável pela unidade de processamento de sinais. O tipo do sensor empregado em uma WSN dependerá, exclusivamente, da variável a ser monitorada. Ele poderá ser um sensor de pressão, umidade, movimento, som, foto-sensor (para fenômenos ópticos), termo-sensor (para fenômenos de calor) dentre outros.

Os sistemas operacionais empregados em WSNs são “infinitamente” menores e, por conseqüência, menos complexos quando comparados aos SOs convencionais (um Linux da vida). Eles não precisam de uma interface de usuário, por exemplo. Inclusive, todos que já leram sobre as redes de sensores sem fios provavelmente se lembram do TinyOS. Diz-se que o TinyOS foi o primeiro sistema operacional desenvolvido para uma WSN. Seus programas são escritos em uma linguagem especial chamada NesC, considerada uma extensão do famoso C. Interessante, não?

Fechando…

A maior preocupação existente em torno do módulo sensor é com o consumo de energia. Afinal, sabe-se que a tecnologia de desenvolvimento dos circuitos e componentes eletrônicos cresce em ritmo mais acelerado em relação aos “preguiçosos” avanços da indústria de baterias. Por esta razão, praticamente todas as redes WSN adotam técnicas que fazem todo o sistema economizar energia. Exemplo: o algoritmo, além de reorganizar a rede devido a falhas, deverá calcular o menor e melhor trajeto entre o fenômeno estudado e a estação responsável por transformar os dados coletados em informações. Mais: a unidade de processamento de sinais pode evitar o desperdício de energia através do chaveando do seu modo de operação (entre ativo e inativo). Desta maneira, a unidade funcionará apenas quando os sensores enviarem algum dado para ser processado, fato que poderá prolongar, e muito, a vida de todo o conjunto. Poderá? Sim, pois, conforme o tipo do sensor empregado no sistema o chaveamento entre ativo e inativo da unidade poderá representar um gasto energético ainda maior. Por isso é preciso fazer uma análise aprofundada de toda a WSN para descobrir a real vantagem em utilizar esta técnica. Há vários outros métodos que visam a economia de energia, mas neste artigo eles serão omitidos, afinal, nosso objetivo é (foi) apresentarmos uma “visão geral” das redes de sensores sem fios!

É isso!

Rede Wi Fi Ad Hoc no Linux

O Modo Ad-Hoc

O padrão 802.11, em termos organizacionais, define dois modos distintos de operação: Ad-Hoc e Infra-Estrutura. O modo Infra-Estrutura, basicamente, é caracterizado pela presença de um concentrador de tráfego (ponto de acesso) cuja idéia é reunir, num único equipamento, diversas funções como práticas de segurança, controle de banda e outros. Já no modo Ad-Hoc, adicionado ao processo de certificação Wi-Fi em meados de 2002, este concentrador não existe. Isto significa que os equipamentos se conectam diretamente uns aos outros, idéia análoga a conexão por meio de cabos crossover. O termo Ad-Hoc, alias, pode ser entendido como algo que é criado para resolver um problema de imediato, sendo descartado logo em seguida. Por exemplo: aquela transferência de urgência.

Configurando uma Rede Ad-Hoc no Linux

Em artigos anteriores, detalhamos todo o processo de configuração de uma rede Ad-Hoc no Windows (aqui). Agora chegou a vez do Linux, pois, ao contrário do que muitos imaginam, montar uma rede desta natureza no pingüim é igualmente “indolor”. Antes de começar, é bom lembrar que o administrador deve estar logado como super usuário (root) em todas as máquinas consideradas neste exemplo. Mãos à obra! Primeiro devemos especificar o modo de operação da rede, ou seja, Ad-Hoc e na seqüência daremos um nome para esta rede:

Agora precisamos atribuir um endereço IP a cada um dos computadores:

O próximo passo é executar o seguinte comando nos computadores do quarto e da cozinha:

Vamos copiar o conteúdo do arquivo /etc/resolv.conf do computador da sala para o /etc/resolv.conf dos computadores do quarto e da cozinha.

Agora iremos configurar o compartilhamento no computador da sala:

Por fim, de acordo com a máquina em questão, vamos incluir os comandos no arquivo /etc/rc.local.

Prontinho! Eis uma rede Ad-Hoc no Linux!

É isso!

Configurar internet Wi Fi segura Nokia N80

Com o Nokia N80 é possível navegar pela Web através de conectividade Wi-Fi. No entanto, diversas pessoas afirmam que configurar uma conexão “segura” neste smartphone é muito difícil. Mas não é. Neste artigo ensinaremos como estabelecer uma comunicação razoavelmente segura entre o Nokia N80 e um ponto de acesso de forma rápida e simples utilizando criptografia WEP (Wired Equivalent Privacy) de 128 bits.

Primeiramente, configuramos nosso AP. Chamamos nossa rede de TUCANO e utilizamos a seguinte chave WEP em hexadecimal: 3e699b384db0e209ddd097a4ec.

Localizar a rede TUCANO no Nokia N80 é fácil. Basta entrar no MENU -> CONECTIVIDADE -> GERENCIADOR DE CONEXÃO -> WLAN DISPONÍVEIS.

O smartphone, além de exibir o SSID de todos os sinais Wi-Fi que estão ao seu alcance, mostra também: a velocidade, o modo de operação (infra-estrutura ou Ad-Hoc), a segurança e também a potência do sinal de cada rede detectada.

Após localizarmos a rede de nosso interesse, adicionamos o AP em questão no Nokia N80. Assim: MENU -> FERRAMENTAS -> CONFIGURAÇÕES -> CONEXÃO -> PONTO DE ACESSO -> NOVO PONTO DE ACESSO.

(nosso caso)
Nome da conexão: Conexão da empresa;
Portadora de dados: Wireless LAN;
Nome da rede WLAN: TUCANO;
Status da rede: pública;
Modo de rede WLAN: infra-estrutura;
Modo de segurança: WEP.

Feito isso, neste mesmo estágio, fomos em: CONFIGURAÇÕES DE SEGURANÇA WLAN -> CONFIGURAÇÕES DE CHAVE WEP.

Criptografia WEP: 128 bits;
Formato chave WEP: hexadecimal;
Chave WEP: 3e699b384db0e209ddd097a4ec.

Pronto.

Agora é só navegar…

É isso!

Montar construir fazer rede sem fio wireless Ad Hoc

O padrão 802.11, em termos organizacionais, define dois modos distintos de operação: Ad-Hoc e infra-estrutura. No modo Ad-Hoc, como já exposto em artigos anteriores (aqui), não existe um concentrador. Isto significa que os equipamentos se conectam diretamente uns aos outros. Tal modo é bastante útil, pois é comum precisarmos de uma rede facilmente configurável entre duas (ou mais) estações para transferirmos dados com urgência. Este é nosso assunto de hoje. Falaremos sobre como montar uma rede Ad-Hoc simples entre duas máquinas Windows.

Vamos aos passos…

Painel de Controle -> Conexões de Rede -> Propriedades da Interface Wireless;

Aba Redes Sem Fio -> Avançado;

Aqui, deve-se marcar a opção “Apenas redes de computador a computador (ad-hoc)”;

Feito isso, em Redes Preferenciais, clica-se no botão Adicionar. Vamos dar um nome (SSID) para a rede Ad-Hoc. Escolhemos o nome VIVASEMFIO_Ad_Hoc. Além disso, desativamos a criptografia WEP;

Clica-se em OK e pronto. A rede funcionará assim que as configurações forem finalizadas.

Após ativa e conectada, vemos o seguinte no software padrão de conexão sem fio do Windows:

OBS: em redes Ad-Hoc não existe qualquer servidor DHCP para distribuir endereços IP. Porém, grandes empresas – como Microsoft, Apple, etc – concordaram que nesta situação os computadores devem trabalhar com endereços no intervalo 169.254.x.x. Tal faixa é conhecida como linklocal. Abaixo os IPs das duas estações VIVASEMFIO_Ad_Hoc;

É isso!

BSS ESS Basic Extended Service Set Arquitetura 80211

Em artigos anteriores comentamos sobre a arquitetura celular voltada para a telefonia móvel. Hoje o assunto é bem parecido: a arquitetura de uma rede local 802.11(x). Os temas são similares porque este padrão e suas extensões também adotam o conceito de células. Cada célula, conhecida em 802.11(x) por BSS (Basic Service Set), é controlada por um único AP. Porém há situações que exigem mais de um AP num único local. Nesses casos há mais de uma célula e dizemos que elas se conectam por algum tipo de backbone – conhecido por DS (Distribution System). Todo este conjunto é visto pelas camadas superiores do modelo OSI (Open Systems Interconnection) como uma rede 802 única, denominada ESS (Extended Service Set).

Ver imagem:

OBS 1: redes Ad-Hoc são chamadas de IBSS (Independent Basic Service Sets).

OBS 2: os APs quem formam um ESS podem ser conectados por cabos ou por wireless. Em caso de conexão sem fio, usa-se WDS (Wireless Distribution System). O WDS também já foi extensivamente discutido em artigos anteriores: aqui.

É isso!