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HTC EVO 4G com WiMAX

Eis o que dissemos na postagem do dia 15 de março de 2010:

“No final de 2010, a operadora Clearwire planeja criar sua rede WiMAX 4G em todos os grandes mercados dos Estados Unidos. Atualmente, a Clearwire oferece serviços comerciais de WiMAX em 27 regiões dos Estados Unidos, cobrindo mais de 34 milhões de pontos de presença (POPs). No fim do ano, a Clearwire irá construir uma rede WiMAX para ampliar este número para 120 milhões de POPs. Ela também comercializará seus serviços WiMAX com as operadoras Sprint, Comcast e Time-Warner Cable, parceiros que – como a Google e Intel – ajudam a empresa a levantar o capital necessário para construir a grande malha. WiMAX morto? Quem disse?”

Como prova da sua saúde, temos o lançamento do super smartphone HTC EVO 4G, que ocorreu em Las Vegas durante a CTIA Wireless. Inicialmente este aparelho funcionará sobre a rede WiMAX da operadora Sprint oferecendo, segundo boatos, velocidades de download até 10 vezes mais rápidas que um telefone 3G. Na verdade, ele ainda fará chamadas por CDMA, deixando o WiMAX só para a transmissão/recepção dos dados – algo que também ocorre com LTE, uma vez que os engenheiros da GSM Association ainda estão trabalhando numa forma de transmitir voz (Voice over LTE) e mensagens de texto (SMS) nesta tecnologia. Vamos falar mais um pouco sobre o HTC EVO 4G…

O HTC EVO 4G vem com um processador Qualcomm Snapdragon de 1 GHz, duas câmeras integradas (uma frontal de 1,3 megapixel para videochamadas e uma traseira de 8 megapixels com gravação em alta definição), tela sensível ao toque de 4,3 polegadas e sistema operacional Android 2.1, com acesso aos recursos mais recentes do Google, como downloads da Android Market. Ainda sobre o vídeo, o aparelho permite upload de vídeos HD para o YouTube ou Facebook, transmissão em tempo real com o aplicativo Qik ou exibi-los na TV por meio de um cabo HDMI opcional. Prá fechar, o HTC EVO 4G também se transforma num hotspot, sendo capaz de compartilhar sua conexão WiMAX com até 8 aparelhos através do Wi-Fi. Já pensou? Para um telefone, isso não é apenas inédito, é praticamente inacreditável. Ual!

É isso!

LTE Long Term Evolution e sua frequencia no Brasil

O LTE (Long Term Evolution) é um projeto comandado pelo 3GPP que promete fazer um upgrade no padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System), melhorando a eficiência espectral, convertendo o fluxo de dados para IP, aprimorando a integração com outros padrões, aumentando as taxas de transferências (para aproximadamente 100 Mbps no downlink), etc. Suas especificações foram aprovadas em janeiro de 2008 e já no final daquele mesmo ano (2008) a LG Electronics sacudiu o mercado com a demonstração do primeiro telefone celular com um chip LTE. A partir daí diversas empresas começaram a investir seriamente nessa tecnologia. Conforme uma recente publicação da ABI Research, pelo menos 12 operadoras lançarão serviços de 4G baseados nesse padrão no próximo ano, atingindo o equivalente a 34 milhões de assinantes em todo o mundo. Entre essas operadoras temos Verizon Wireless, MetroPCS Wireless e U.S. Cellular, nos Estados Unidos; NTT-DoCoMo e KDDI, no Japão; TeliaSonera, Tele2 e Telenor na Europa; e a maior operadora do mundo, a China Mobile.

A faixa de freqüência para o LTE mais utilizada é a de 2,5 GHz, embora os Estados Unidos tenha optado pela faixa dos 700 MHz – que, no Brasil, é ocupada pelo setor de radiodifusão. O governo brasileiro, a ANATEL e a indústria ainda não chegaram a um acordo sobre qual freqüência será reservada ao LTE por aqui, mas já existe certa “pressão” (principalmente por parte da indústria) pela adoção dos 2,5 GHz. Isto é óbvio, pois com a escolha dos 2,5 GHz os fabricantes estarão garantindo a compatibilidade entre os equipamentos e – conseqüentemente – a queda nos custos. E mais: segundo algumas publicações, o Ministério das Comunicações pretende encerrar os serviços de TV associados à faixa dos 700 MHz somente em 2016. Como alguns experts já estão anunciando as operações do LTE no Brasil em, no máximo, 2012, concluí-se que a faixa dos 2,5 GHz – provavelmente – será a escolhida.

PS: devemos lembrar que as teles investiram milhões de reais no leilão das faixas de 3G em 2007 e ainda não recuperaram o investimento. Então, por enquanto, as operadoras estão preocupadas com a consolidação do 3G. Há muitos usuários que mal sabem o que é um smartphone, não é mesmo? É preciso pensar, debater e definir os rumos do LTE, mas a “prática” desta tecnologia é outra história. Não vamos colocar a carroça à frente dos burros! É isso!

A 4G e o HiperMAN

Recentemente falamos sobre o LTE (Long Term Evolution), uma tecnologia pré-4G cujas especificações foram aprovadas em janeiro de 2008. Trata-se, basicamente, de um projeto comandado pelo 3GPP que promete melhorar o padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System) com o emprego de diversos recursos atuais, como o uso de antenas MIMO, modulações OFDM e SC-FDMA e mais. Porém hoje, ao pesquisarmos na Wikipedia, encontramos outras 5 tecnologias classificadas como pré-4G. São elas: iBurst, HiperMAN, WiMAX, WiBro e GAN. Que “salada”, não? Pois bem, enquanto não existe uma posição clara da ITU (International Telecommunication Union) perante as especificações pós-3G, falaremos um pouco sobre o HiperMAN, o padrão Europeu criado como alternativa ao WiMAX e ao WiBro.

HiperMAN (High Performance Radio Metropolitan Area Network)

É uma tecnologia de banda larga via rádio criada pela ETSI (European Telecommunications Standards Institute) como alternativa européia ao WiMAX e ao WiBro. Opera nas freqüências abaixo dos 11 GHz e, assim como o padrão EVDO Rev.A, prioriza o tráfego por IP. Alias, diz-se que as redes móveis de quarta geração serão totalmente baseadas em IP, fato que dará aos aparelhos o status “always-on”, ou seja, sempre conectados.

O HiperMAN apresenta total compatibilidade com o IEEE 802.16 (o WiMAX), afinal foi desenvolvido em conjunto com este standard após a própria ETSI tê-lo tomado como referência. Ele também oferece QoS (Quality of Service), segurança forte, altas taxas de transferências e pode ser configurado para operar em modo MESH e Ponto-Multiponto. MESH? Segundo várias definições, MESH são redes que não dependem de um ponto central e são capazes de se auto-ajustarem conforme o número de usuários. Cada ponto atua como um repetidor do sinal, fato que torna este tipo de rede, ao menos na teoria, “ilimitada” quanto ao número de usuários. Agora a pergunta: será que este modo funciona atuando como um sistema de telefonia móvel? O celular do Joãozinho servindo de “ponte” para o da Mariazinha. Na seqüência, o da Mariazinha fazendo “ponte” com o do Juquinha e assim por diante. Esquisito, não? E a segurança? Para fechar, sabe-se que o HiperMAN opera tanto em FDD (GSM, CDMA2000, etc) como em TDD (Bluetooth, etc).

A saber:

O padrão FDD (Frequency Division Duplex) utiliza duas bandas separadas de freqüência, permitindo ao terminal móvel transmitir em uma freqüência e receber em outra. A freqüência na qual a estação-base transmite é chamada de link direto (downlink). Já a utilizada pelo terminal móvel é conhecida por link reverso (uplink). Os pares costumam ser iguais em tamanho, ou seja, normalmente há simetria.

Muitos sistemas celulares utilizam o FDD. As tecnologias GSM e CDMA2000 são exemplos. Afinal, este é o padrão ideal para links de voz. Nesses casos, normalmente, duas antenas são utilizadas na ERB (Estação Rádio Base). Uma para transmitir e outra para receber. Já no terminal móvel temos uma única antena. Ela consegue trabalhar nas duas freqüências graças a um dispositivo chamado duplexer.

No TDD (Time Division Duplex), utiliza-se a mesma faixa de freqüência para transmissão e recepção. Porém, como o próprio nome diz, em tempos distintos. A grande vantagem deste padrão é a possibilidade de alocar dinamicamente largura de banda entre o link reverso e o link direto. Isto implica na possibilidade de links de dados assimétricos. O Bluetooth é um exemplo de tecnologia que utiliza o TDD.

É isso!

Long Term Evolution e o chip da LG

Em 2004 o 3GPP, órgão responsável pelas especificações do GSM, 3G e outros, sugeriu que as redes pós-3G fossem do tipo AIPN (All IP Network), ou seja, totalmente baseadas em IP. Fato é que hoje, anos após esta “recomendação”, encontramos diversas publicações (entre Wikipedia, trabalhos acadêmicos, etc) afirmando que tais redes, de fato, serão totalmente IP. Alias já existem, no exterior, operadoras cujas redes são 100% IP (NÃO DE 4G). É o caso da Sprint, empresa que já disponibilizou no mercado local o Palm Treo 800w – smartphone compatível com as redes IP EV-DO Rev.A. Mas foge do escopo deste artigo fazermos um apanhado sobre esta característica das redes pós-3G, que, inclusive, já estão sendo chamadas de 4G. Nosso objetivo hoje, na verdade, é falarmos um pouco sobre a tecnologia LTE (Long Term Evolution), séria candidata a 4G e “concorrente” do WiMAX e WiBro.

O LTE é um projeto comandado pelo 3GPP que promete fazer um upgrade no padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System), melhorando a eficiência espectral, convertendo o fluxo de dados para IP, aumentando as taxas de transferências, aprimorando a integração com outros padrões, etc. Suas especificações foram aprovadas em janeiro de 2008 e devem fazer parte do Release 8. Abaixo algumas características do LTE:

* uso da tecnologia OFDMA (Orthogonal Frequency Division Multiple Access) no downlink (ERB para o celular) e SC-FDMA (Single Carrier Frequency Division Multiple Access) no uplink (celular para ERB);
* velocidade no downlink de 100 Mbps e 50 Mbps no uplink, ambos com uma largura de banda de 20 MHz.
* operações nos modos FDD (Frequency Division Duplex) e TDD (Time Division Duplex);
* uso de antenas MIMO (Multiple-input multiple-output);
* handoff automático para outros padrões compatíveis.

Long Term Evolution e o chip da LG Electronics

Sabe-se que o LTE já vinha despertando o interesse de diversas operadoras pelo mundo, como Vodafone e AT&T. Entretanto, as discussões acerca desta tecnologia “só pegaram fogo pra valer” no final do ano passado (dez/2008) através de uma demonstração da LG Electronics. Afinal esta empresa, nos laboratórios de Anyang, Coréia do Sul, criou e apresentou o primeiro telefone celular com um chip LTE. É mole? O 3G mal chegou ao Brasil e na terra do Tae Kwon Do já há demonstrações reais da quarta geração de telefonia. Com a palavra, Paik Woo-hyun, CTO da LG: “Agora que a LG desenvolveu e testou o primeiro modem de celular 4G, a viabilidade comercial de um handset LTE está no horizonte”. Ahhh, vale destacar que a LG apresentou seu chip LTE em um celular com Windows Mobile, portando nada de Android, Symbian, Linux…

Curiosidades: vimos que o WiBro (Wireless Broadband) é o WiMAX móvel coreano operando em 2,3 GHz. Trata-se, assim como o iBurst, HiperMAN e GAN, de uma tecnologia de quarta geração e por isso “bate de frente” com o LTE. Fato é que o primeiro celular LTE surgiu justamente na terra do WiBro. Pior: foi apresentado por uma empresa coreana que também já desenvolveu e lançou aparelhos compatíveis com o WiBro. Pura coincidência ou a Coréia quer dominar o mundo 4G?

É isso!

Redes terceira quarta geracao 3G 4G WiBRO WiMAX

Estamos no segundo semestre de 2007 e a ANATEL ainda discute os termos para a licitação das freqüências de terceira geração (3G). Situação bem diferente da China. Xangai, em Fevereiro de 2007, já fazia testes com uma rede de quarta geração (4G). E mais: boa parte da tecnologia envolvida no projeto chinês foi desenvolvida naquele país, fato que gerou mais de 200 patentes desde o início das pesquisas em 2001. E não é só. Além da China, outros países asiáticos já podem sentir o gostinho de navegar por uma rede ultra-rápida através do smartphone. É o caso da Coréia do Sul. Lá já existem aparelhos de 4G.

O modelo de dispositivo móvel coreano funciona sobre uma rede desenvolvida pela Samsung e apoiada por gigantes (como LG e Intel) chamada WiBRO. Mas não se engane. O WiBRO é apenas a marca de um serviço, não o nome da tecnologia. Trata-se, na verdade, do WiMAX operando em 2,3 GHz. Isto explica porque o WiBRO é conhecido como “WiMAX móvel da Coréia”.

O smartphone que na Coréia suporta comunicações 4G foi resultado de uma ação conjunta entre LG e a Marvell: o LG KC1. Este modelo possui processador Marvell PXA320 (Monahans) de 800 MHz, tela de 2,8, 512 MBytes de ROM e 128 MBytes de RAM, Bluetooth e TV digital padrão T-DMB. Além disso roda Windows Mobile 5.0 e usa uma super-bateria de 1940 mA.

Voltando…voltando…

E o Brasil? Quando teremos redes 3G?

É isso!