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TIM 3G mini modem

A TIM, por meio da técnica HSDPA (High Speed Downlink Packet Access), já está operando com 3G em seis capitais brasileiras. São elas: Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Recife e Salvador. Em todas essas cidades a tecnologia está funcionando na faixa dos 850 MHz, contrariando as expectativas iniciais da operadora. Afinal a intenção da TIM era estrear as redes em 2,1 GHz simultaneamente às em 850 MHz, fato que não ocorreu devido aos contratos com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Os clientes da TIM não precisarão trocar de chip ou de plano para utilizar o 3G. Basta ter um celular compatível com a tecnologia (Nokia N80, N95, etc…). Quem já utiliza o serviço TIM Web, para acessar a internet utilizando um mini-modem, também não precisará fazer a troca do chip ou do modem, pois eles já estão preparados para funcionar com o 3G. Os clientes do TIM Web passarão automaticamente a navegar na velocidade de 1 Mbps, sem pagamento extra. Acreditamos que estas informações tranqüilizem alguns usuários, pois em nosso primeiro artigo sobre o TIM Web muitos se disseram decepcionados com a performance das redes GPRS e EDGE associadas ao serviço.

Preços

1 Mbps por R$ 99,90 e 7 Mbps por R$ 159,90

Em breve testaremos o TIM 3G e publicaremos nossas primeiras impressões!

Au revoir

Videochamada celular Claro 3G

Já é possível realizar uma videochamada através da rede 3G da Claro?

É sim!

Em algumas capitais brasileiras, a Claro, através da freqüência de 850 MHz, foi a primeira operadora a disponibilizar a tecnologia 3G aos seus usuários. O 3G, como já sabemos, supera de longe as taxas de transferências alcançadas pelas redes EDGE – até então o padrão utilizado por vários serviços (TIM Web Móvel e outros). Por exemplo: o download de um arquivo com 400 KB nesta novíssima rede é feito em segundos. Esta excelente performance permite que serviços inimagináveis há alguns anos se tornem “realidade”. É o caso da videochamada, um recurso que almeja abocanhar os adolescentes e trazer bons lucros às operadoras. Falando nisso, clientes da Claro já podem, de acordo com a resposta acima, desfrutar desta novidade.

Au revoir !!!

UMTS WCDMA HSDPA evolucao tecnologia 3G celular

Aqui aprendemos que a interface radio (entre o terminal e ERB) do UMTS é baseada no WCDMA (Wideband Code Division Multiple Access). Vimos que o padrão WCDMA, especificado pelo 3GPP, está crescendo de forma considerável. Afinal suas especificações satisfazem os requisitos de taxas de transferências do IMT-2000 para a terceira geração. São elas:

* 2 Mbps para locais fixos;
* 384 Kbps para usuários pedestres;
* 144 Kbps para usuários com alta mobilidade.

Neste artigo apresentamos o HSDPA (High Speed Downlink Packet Access). Aprovado pelo 3GPP em Março de 2002, seu principal objetivo é proporcionar ao WCDMA taxas de até 10 Mbps para serviços de melhor esforço utilizando a mesma banda de 5 MHz (vista aqui). Trata-se, na verdade, de uma “evolução” para atender as futuras exigências de tráfego. Alias, HSDPA é considerado uma tecnologia de 3,5G.

Para cumprir seu objetivo, tornou-se necessário aprimorar algumas técnicas já utilizadas e também adaptar novos esquemas. Vejamos três exemplos:

* Uso de modulações superiores ao QPSK (utilizada no WCDMA). Neste sentido, além do QPSK, HSDPA consegue operar com 16 QAM e 64 QAM. Tais modulações, consideradas de alta ordem, são sensíveis a ruídos e interferências. Por isso, são utilizadas em conjunto com a técnica MCA (Modulação e Codificação Adaptativas). A função do MCA é escolher qual o esquema de modulação e codificação a ser utilizado conforme as condições instantâneas do canal. Isto significa que é possível aumentar a taxa de bits quando algumas condições são satisfeitas. Por exemplo: canal não sobrecarregado, localização física do usuário ideal, etc.

* Uso de esquemas MIMO (multiple-input multiple-output). Os sistemas MIMO são baseados nas antenas inteligentes (smart antennas). Sistemas que utilizam antenas inteligentes podem empregar antenas adaptativas ou antenas com comutação de feixes. No primeiro caso, um arranjo de antenas é usado e as saídas de cada antena são combinadas dinamicamente para se ajustar ao ruído, interferência e múltiplo percurso. No caso da comutação de feixes, o receptor seleciona o feixe que fornece a maior redução de interferência e o maior ganho do sinal. Além disso, sistemas MIMO ainda contam com outras técnicas para maximizar a taxa de transmissão. Como exemplo, temos o BLAST. Neste caso, minimiza-se a redundância e se obtêm maiores taxas através do mapeamento de mensagens.

* Uso de H-ARQ (Retransmissão Automática Híbrida). Para compreendermos o H-ARQ, torna-se necessário falarmos sobre o FEC (Forward Error Correction) e ARQ (Automatic Repeat Request). O primeiro se refere aos códigos corretores de erros. Já o segundo são técnicas de retransmissões automáticas. Com o objetivo de ajustar o controle de erro às condições variantes do canal, diferentes combinações de FEC e ARQ são utilizadas. Essas combinações são chamadas de H-ARQ.

Além dos três exemplos citados, temos: uso de códigos múltiplos (paralelos), agendamento rápido e seleção rápida de célula. Para não tornar a leitura cansativa, neste artigo não comentaremos sobre tais técnicas. Voltaremos neste assunto posteriormente.

Fechando…

Vimos em artigos anteriores que as duas principais características do WCDMA são: espalhamento variável e controle de potência. No HSDPA nada disso existe. Tais técnicas foram substituídas por outras que exploram todo o sistema de forma “mais eficiente”, conforme visto acima. Entre elas: MAC (Modulação e Codificação Adaptativas), operações de códigos múltiplos e estratégia de retransmissão híbrida. Para o usuário, tudo se resume em duas palavras: maior performance.

É isso!

Redes terceira quarta geracao 3G 4G WiBRO WiMAX

Estamos no segundo semestre de 2007 e a ANATEL ainda discute os termos para a licitação das freqüências de terceira geração (3G). Situação bem diferente da China. Xangai, em Fevereiro de 2007, já fazia testes com uma rede de quarta geração (4G). E mais: boa parte da tecnologia envolvida no projeto chinês foi desenvolvida naquele país, fato que gerou mais de 200 patentes desde o início das pesquisas em 2001. E não é só. Além da China, outros países asiáticos já podem sentir o gostinho de navegar por uma rede ultra-rápida através do smartphone. É o caso da Coréia do Sul. Lá já existem aparelhos de 4G.

O modelo de dispositivo móvel coreano funciona sobre uma rede desenvolvida pela Samsung e apoiada por gigantes (como LG e Intel) chamada WiBRO. Mas não se engane. O WiBRO é apenas a marca de um serviço, não o nome da tecnologia. Trata-se, na verdade, do WiMAX operando em 2,3 GHz. Isto explica porque o WiBRO é conhecido como “WiMAX móvel da Coréia”.

O smartphone que na Coréia suporta comunicações 4G foi resultado de uma ação conjunta entre LG e a Marvell: o LG KC1. Este modelo possui processador Marvell PXA320 (Monahans) de 800 MHz, tela de 2,8, 512 MBytes de ROM e 128 MBytes de RAM, Bluetooth e TV digital padrão T-DMB. Além disso roda Windows Mobile 5.0 e usa uma super-bateria de 1940 mA.

Voltando…voltando…

E o Brasil? Quando teremos redes 3G?

É isso!