
O RFID (Radio Frequency Identification)
Basicamente, trata-se de uma tecnologia de comunicação sem fios que, com o objetivo de agilizar diversos processos, lê e interpreta os dados inseridos numa etiqueta (tag). Podemos pensar no RFID como um código de barras melhorado, pois as tags, mesmo minúsculas (tamanho de um grão de arroz), conseguem armazenar diversas informações sobre um mesmo item, como data de fabricação, validade, fornecedor, telefone, e-mail e outros. Promissor, o RFID já está sendo utilizado em muitas áreas, agilizando diferentes tarefas. Por exemplo: o aeroporto de Frankfurt (Franport), o segundo maior da Europa, iniciou um projeto piloto em 2003 para avaliar os benefícios desta tecnologia nas suas dependências. Todos os 22 mil extintores de incêndio deste gigantesco complexo foram equipados com RFID, identificando o histórico de manutenção, incluindo a última data de inspeção. Desta forma, os técnicos percorrem o aeroporto carregando apenas um dispositivo móvel de leitura e realizam suas atividades de acordo com o histórico das tags de cada extintor.
O Fluxo de Informações de um Sistema RFID
Após esta breve “introdução” ao RFID, chegamos ao objetivo deste artigo: detalhar seu fluxo de informações. Porém, antes disso, vale lembrar que esses sistemas podem ser classificados de acordo com a faixa de freqüência na qual operam, ou seja, sistemas de baixa e de alta freqüência. Os de baixa freqüência operam na faixa dos 30 a 500 KHz. São “baratos” e freqüentemente empregados em situações que não exigem um longo alcance do sinal, como no rastreamento e na identificação de animais. Já os sistemas de alta freqüência trabalham na faixa dos 850 a 950 MHz e dos 2,4 a 2,5 GHz. Estes são caros, cobrem grandes áreas e são preparados para leituras de alta velocidade, como as que ocorrem num veículo em movimento.
Conforme a imagem abaixo, o fluxo de informações de um sistema RFID é composto por quatro componentes:
Tags: como já exposto, são as etiquetas que carregam as informações a serem lidas e interpretadas. Há dois tipos de tags: as ativas e as passivas. As ativas possuem uma bateria interna, fato que justifica seu grande campo de atuação. Em contrapartida são mais caras e, na medida do possível, substituídas pelas passivas. As tags passivas não possuem fonte de energia interna. Elas funcionam apenas por indução magnética, ou seja, para alimentar os circuitos de seus microchips, essas tags retiram a energia do campo magnético criado por outro componente do sistema RFID: o leitor.
Antena (fixa ou móvel): parte do sistema responsável por “capturar” as informações das tags.
Leitor: processa os sinais que passam pela antena, realizando a “leitura” e/ou a “escrita” de dados nas tags.
Middleware: camada de hardware e software responsável pela integração das informações entre o leitor e o banco de dados local. É o componente do sistema RFID que transforma o emaranhado de dados contidos nas tags em informações úteis.
É isso!
Neste breve artigo mostramos de forma “enxuta” todo o fluxo de informações de um sistema RFID, da tag ao servidor de banco de dados.
Alguém viu isso:
Uma startup do Silicon Valley, a Verayo, desenvolveu um produto para frear as vulnerabilidades existentes nas etiquetas RFID: os chips Vera X512H. Eles se baseiam na tecnologia PUF (Physical Unclonable Functions), inventada pelo MIT e que funciona como uma espécie de DNA para as tags. Show, né?