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iPhone destravar desbloquear liberar george hotz

30 minutos, apenas. Este foi o tempo gasto por um adolescente de 16 anos para “jogar no lixo” 84 milhões de dólares – dinheiro gasto pelo governo australiano para construir um filtro de http (conteúdo adulto). Com o iPhone, aconteceu algo muito parecido. George Hotz, um garoto de 17 anos que mora nos arredores de Nova Iorque, levou míseros dois meses para desbloquear o celular da Apple. O iPhone, como já comentado em artigos anteriores, sai de fábrica programado para funcionar apenas na rede da empresa americana AT&T. O que ele fez foi quebrar esta exclusividade, permitindo que o aparelho seja conectado a qualquer operadora.

Para realizar a façanha, Hotz não trabalhou sozinho. Ele montou uma comunidade na internet que reuniu cerca de 250 pessoas de vários países. Após muito bate papo em torno do assunto, chegaram ao objetivo. Não foi fácil, afirma o garoto que gastou 500 horas de suas férias de verão no projeto. O método encontrado por ele e “sua equipe” consiste em provocar curtos-circuitos e apagar as informações gravadas em dois chips – um deles responsável por reconhecer o cartão original da AT&T. Feito isso, através do emprego de nove softwares e trinta aplicativos, os dados da nova operadora são reconhecidos pelo telefone.
E agora? George Hotz foi contratado pela Apple? Ainda não. Mas seu feito rendeu muito. Ele trocou um iPhone desbloqueado por um esportivo Nissan 350Z e mais três iPhones – oferta feita pela CertiCell, empresa especializada em reparos de celulares. Além disso, como não poderia deixar de ser, conseguiu um bom emprego nesta mesma empresa. “Foram férias proveitosas”, resumiu o garoto.
Hotz não foi o único a destravar o aparelho da Apple. Um grupo formado por israelenses e uma empresa com sede em Belfast, na Irlanda do Norte, afirmam ter desenvolvido um software capaz de desbloquear o iPhone. A grosso modo, funciona assim: o programa transfere os dados do cartão original da AT&T para um pequeno dispositivo chamado Turbo Sim – fabricado pela checa Bladox. No Turbo Sim, insere-se o cartão da nova operadora. Isto significa que as informações do cartão da AT&T fazem o telefone funcionar, porém toda e qualquer operação é feita através do cartão da operadora “clandestina” – colocado dentro do Turbo Sim.
Destravar o iPhone, no caso dos americanos, não foi considerado um ato ilegal. Isto porque Hotz e “sua equipe” se aproveitaram de uma brecha na legislação de direitos autorais, o Digital Millennium Copyright Act (DMCA), que permite aos consumidores desbloquear celulares. A discussão legal agora é se eles podem expor seus métodos ou tirar qualquer vantagem com isso.
É só pessoal….
Links interessantes:
O iPhone: AQUI;
Expectativa para o lançamento do iPhone: AQUI;
O lançamento do iPhone: AQUI;
iPhone e os críticos: AQUI;
iPhone: pontos positivos e negativos: AQUI;
Vulnerabilidades do iPhone: AQUI.
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