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HSUPA e a operadora VIVO

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009


Um ano após o leilão das freqüências destinadas ao 3G, a tecnologia se tornou disponível para 51,7% da população brasileira, o que representa 95 milhões de pessoas, segundo uma publicação feita pela revista Info (12/2008). Hoje, mais da metade (cerca de 80%) dos acessos à internet pela banda larga móvel são feitos por computadores, através de modems externos (tipo o Huawei E156 e o Onda MSA501HS) ou adaptadores embutidos (como os encontrados nos notebooks Microboard Ellite Plus e HP Pavilion DV4-1150BR Entertainment PC). Alias, a procura pelos modems 3G tem sido tão grande que o produto chegou a faltar em algumas lojas da Claro. Na outra ponta dos acessos (os outros 20%), temos os smartphones. Porém, vale destacar que tais porcentagens podem variar ao longo do tempo, principalmente com o barateamento de alguns sofisticados smartphones 3G. Fato é que o Brasil é um mercado promissor quando o assunto é “banda larga móvel”, pois a fixa deixa, e muito, a desejar. Bom, chega de estatísticas e vamos ao “X” da questão deste artigo – falar da mais nova “pérola” da operadora VIVO, sua tecnologia HSUPA.

A maior empresa de telefonia celular do Brasil, a VIVO, conhecida por sua malha CDMA / CDMA 1xRTT / EV-DO, disponibilizou em 2007 cobertura GSM aos seus clientes, tornando-se a única operadora verde e amarela CDMA e GSM simultaneamente. Já em setembro do ano passado (2008), sem muito alarde, ela deu mais um passo na direção do GSM com o lançamento da sua rede 3G HSPA. Agora, novamente sem vanglórias, a VIVO se tornou a primeira operadora do país a oferecer a tecnologia HSUPA (High Speed Uplink Packet Access). O HSUPA, basicamente, permite uploads de até 5,7 Mbps e já está disponível para os clientes VIVO ZAP (que possuem um mini modem compatível, como o Aiko 82D) de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Salvador.

O HSUPA

Considerado, por muitos, uma tecnologia de 3.5G, o HSUPA foi incluído ao padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunication System) no Release 6. Trata-se de uma tecnologia cujo nome, “HSUPA”, criado pela finlandesa Nokia, não recebe o apoio do 3GPP – tal órgão prefere chamá-lo de EUL (Enhanced Uplink). Divergências a parte, o HSUPA é um protocolo de comunicação da família HSPA (High Speed Packet Access) que melhora, consideravelmente, a performance do canal dedicado ao upload (também conhecido por uplink e se refere à velocidade com a qual o terminal “ENVIA” os dados para a torre). Tal velocidade pode atingir os 5,7 Mbps, algo certamente “inacreditável” há alguns anos. Fato é que o HSUPA possui os mesmos princípios de funcionamento do HSDPA (detalhado aqui), cujo “D” significa Downlink. Eis dois deles:

Uso de H-ARQ (Hybrid Automatic Repeat-Request): para compreendermos o H-ARQ, torna-se necessário falarmos sobre o FEC (Forward Error Correction) e ARQ (Automatic Repeat Request). O primeiro se refere aos códigos corretores de erros. Já o segundo são técnicas de retransmissões automáticas. Com o objetivo de ajustar o controle de erro às condições variantes do canal, diferentes combinações de FEC e ARQ são utilizadas. Tais combinações são chamadas de H-ARQ.

Uso da técnica AMC (Adaptive Modulation and Coding): a função do AMC é escolher qual o esquema de modulação e codificação a ser utilizado conforme as condições instantâneas do canal. Isto significa que é possível aumentar a taxa de bits quando algumas condições são satisfeitas. Por exemplo: canal não sobrecarregado, localização física do usuário, etc.

Fechando…

Quem diria que uma operadora CDMA, após inaugurar o 3G em 2004 no Brasil com o EV-DO (ainda presente em 28 municípios), seria a primeira no país a oferecer o HSUPA aos seus clientes? O mundo, de fato, é uma caixinha de surpresas!



VIVO 3G GSM HSPA

segunda-feira, 22 de setembro de 2008


EV-DO e HSDPA

O EV-DO (EVolution-Data Optimized ou EVolution-Data Only), inicialmente conhecido por High Data Rate, é um padrão de transmissão e recepção de dados sem fio de terceira geração (3G) que surgiu em 1999 através da evolução do CDMA (2G) e do CDMA 1xRTT (2,5G). Ele foi exclusivamente criado para transportar dados (não voz) e, utilizando uma única portadora de 1,25 MHz, consegue obter taxas de até 2,4 Mbps. Fato é que o EV-DO já passou por diversos upgrades desde o seu surgimento e tais atualizações são conhecidas por “revisões”. Por exemplo: a revisão A, concorrente do HSDPA, é uma tecnologia 100 % IP cujas taxas podem chegar até 3,1 Mbps no download e 1,8 Mbps no upload. Há também a revisão B e assim por diante.

O HSDPA (High Speed Download Packet Access), aprovado pelo 3GPP em 2002, também é um padrão de transmissão e recepção de dados sem fio de alta velocidade. Seu principal objetivo é proporcionar ao WCDMA (evolução do GSM) taxas de até 10 Mbps para serviços de melhor esforço, com uma banda de 5 MHz. Também utiliza modulações de alta ordem (16 QAM e 64 QAM), antenas inteligentes MIMO (Multiple-Input e Multiple-Output) e outros complexos esquemas para cumprir com seu objetivo. Hoje a tecnologia HSDPA briga de “igual pra igual” com o EV-DO e suas revisões para dominar o mercado de telecomunicações. Esses atritos, claro, são convertidos em melhorias nos serviços, algo extremamente benéfico para todos os clientes.

VIVO 3G GSM

A maior empresa de telefonia celular do Brasil, conhecida por sua malha CDMA / CDMA 1xRTT / EV-DO, passou a oferecer em 2007 cobertura GSM aos seus clientes, tornando-se a única operadora verde e amarela CDMA e GSM simultaneamente. Agora a VIVO, sem muito alarde, deu mais um passo na direção do GSM, pois no dia 11 de setembro de 2008 lançou oficialmente a sua rede 3G HSPA. Esta rede, com exceção a Belo Horizonte que opera em 850 MHz, utiliza a faixa dos 2100 MHz e já está disponível em mais de 40 cidades brasileiras. Por enquanto a operadora está oferecendo apenas os serviços de banda larga e TV, situação que mudará com o amadurecimento da tecnologia. Não vai demorar para que os outros recursos sejam integrados ao sistema, como a famosa e tão aguardada Videochamada. Os preços variam de acordo com o serviço, mas no caso da banda larga, por exemplo, são os mesmos dos praticados com a tecnologia EV-DO. Quem diria, né? Duas tecnologias de terceira geração completamente diferentes disponíveis na mesma operadora!

É isso!