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MeeGo: Será o fim do Symbian?

segunda-feira, 5 de julho de 2010


O Moblin é um sistema operacional baseado no Linux Fedora especialmente desenvolvido para netbooks, MIDs e outros dispositivos móveis. Leve, facilmente operável e com uma bela interface de usuário, ele nasceu nos laboratórios da Intel em 2007 e desde então conquistou vários fãs. Junto com ele, temos o Maemo, outro SO “mobile connected” baseado no Linux (neste caso, no Debian). O Maemo foi criado pela finlandesa Nokia em 2005 e também impressiona pela facilidade de uso e recursos de interface, apesar de estar presente em poucos aparelhos – como no Nokia N900.

No Mobile World Congress 2010, evento que reuniu em Barcelona a nata da telefonia móvel, Intel e Nokia anunciaram um acordo para criar uma plataforma para dispositivos móveis a partir da união do Moblin com o Maemo, o já badalado MeeGo. Na verdade o MeeGo não seria “criado” ou então “desenvolvido”, pois ambos os sistemas (Moblin e Maemo) executavam plataformas de middleware bastante similares. Os dois utilizaram X, Glib, D-Bus, Pango, Cairo, GStreamer, Evolution Data Server, PulseAudio, o mecanismo de renderização HTML Gecko da Mozilla, Telepathy, ConnMan e vários outros utilitários em comum. Só diferenciavam prá valer no kit de ferramentas de alto nível, pois enquanto o Moblin usava o GTK+ e o Clutter como kits de ferramentas preferidos a versão mais recente do Maemo estava em processo de transição para o Qt. Mas era só! Por esta razão, uni-los certamente não foi uma tarefa tããããããooo complicada!

Segundo as empresas, o MeeGo é “uma plataforma de software baseada em Linux compatível com múltiplas arquiteturas de hardware entre diversos segmentos de dispositivos, incluindo computadores móveis, netbooks, tablets, telefones para mídia, TVs conectadas e sistemas de entretenimento/informação veicular”. O MeeGo também terá código aberto e os desenvolvedores poderão vender seus aplicativos tanto na Nokia Ovi Store quanto na Intel AppUp Center. Podemos dizer que o MeeGo nasceu como uma manobra defensiva para fazer frente ao Android, do Google, um sistema operacional igualmente baseado na plataforma Linux cuja participação no mercado vem crescendo assustadoramente. E ele não é o único, pois Palm, Samsung e o multiconsórcio de fabricantes LiMo Foundation estão todos competindo nesse setor.

Então será que o MeeGo atropelará o querido Symbian? Ou melhor, será a morte dele? Esta é uma pergunta difícil, daquelas que só o tempo irá responder, mas a Nokia já anunciou: o smartphone N8 será o último modelo da N-series a ser equipado com o Symbian. “Mais adiante, os dispositivos N-series serão baseados no MeeGo”, disse o porta-voz da Nokia, Doug Dawson. E como a venda de smartphones só cresce, podemos afirmar que o velho Symbian já não se encontra em sua melhor fase, mesmo liderando (por quanto tempo?) este mercado!

É isso!



Symbian libera seu codigo-fonte

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010


A Symbian Ltd iniciou suas atividades em junho de 1998 com a união de diversas empresas. Influenciada pelo sistema EPOC que rodava nos handhelds da inglesa Psion, fundada em 1980 por David Potter, logo nasceu o primeiro sistema operacional com o nome “Symbian”. Hoje, após diversos avanços e constantes mudanças, este sistema operacional cresceu e apareceu. No final de 2008, por exemplo, a Nokia adquiriu a Symbian por completo com o objetivo de dar “novos rumos” ao SO – uma vez que a Apple e a Google também entraram para o mercado de telefonia móvel. Na seqüência, em outubro de 2009, o código fonte do kernel – núcleo principal do sistema operacional – foi aberto à comunidade. Por sim, a última: a Symbian Foundation acabou de anunciar que este SO, agora, estará disponível para desenvolvedores como uma plataforma de código aberto.

Isto significa que a plataforma passa a ser totalmente disponibilizada de forma gratuita. Trata-se, na verdade, de uma maneira de se diferenciar de seu concorrente, o Android, do Google, que permite o acesso a apenas uma parte de seu código-fonte. “Cerca de um terço do código do Android é aberto e nada mais. O que é aberto é uma coleção de ‘middleware’. Todo o restante é fechado ou proprietário”, disse Lee Williams, diretor executivo da Symbian Foundation, em entrevista à revista Wired. Dessa forma, os interessados poderão modificar e utilizar o Symbian em diversos tipos de dispositivos – como bem entenderem! Show de bola, né? Ahhhh, prá fechar, vale dizer que alguns experts no assunto já estão tratando esse caso como “a maior transição de código proprietário para código livre na história do software”. Hehehe…!

É isso!