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Filtro de RF ou de banda

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008


Sabemos que o espectro de rádio freqüência está dividido em faixas, definidas por agências reguladoras e/ou convenções internacionais cujo objetivo é reservá-las para um determinado tipo de serviço. De acordo com a aplicação, essas faixas são divididas em freqüências menores e passam a ser chamadas de canais. No Brasil os equipamentos wireless que operam nos padrões IEEE 802.11b e/ou IEEE 802.11g, ambos em 2,4 GHz, dispõem de até 13 canais diferentes para se comunicarem. Mas praticamente todos os produtos encontrados em nosso país são produzidos nos Estados Unidos, nação cujo FCC (Federal Communications Commission) limita a utilização aos 11 primeiros canais.

Nota-se que o espaçamento das freqüências centrais das portadoras é de 5 MHz. Porém, a largura de banda de cada canal é de 22 MHz. Isto significa que aparecerão ruídos e a comunicação ficará comprometida em situações onde o intervalo de 22 MHz não é respeitado. Por exemplo: duas redes próximas operantes nos canais 1 e 3. Isto justifica o conselho encontrado em qualquer livro sobre tecnologias Wi-Fi: “em um ambiente WLAN multicelular o ideal é combinar os canais 1, 6 e 11, arranjo que levará os 22 MHz em consideração e evitará as sobreposições e interferências”.

Fato é que na prática alguns não se preocupam em construir redes de acordo com este arranjo “ótimo”, utilizando os canais 1, 6 e 11, mas optam por agregar ao conjunto um aparelho chamado Filtro de RF (Rádio Freqüência) – também conhecido por Filtro de Banda. O filtro de RF é o elemento responsável por “isolar” os sinais de um sistema, fazendo com que o conjunto opere apenas no canal definido. Ou seja, sinais de outros canais são descartados, garantindo, desta forma, boa qualidade na transmissão e recepção de dados. Por exemplo: duas redes próximas operantes nos canais 1 e 3 podem coexistir sem qualquer problema desde que ambas empreguem ao conjunto filtros de RF. Vale salientar que há vários modelos de filtros para diversos fins (indoors, outdoors e operáveis em outras freqüências, como em 5 GHz para o padrão IEEE 802.11a), mas são relativamente caros e difíceis de serem encontrados fora dos grandes centros. Abaixo um filtro de RF para uso indoor da HyperLink Technologies. Este trabalha em 2,4 GHz e escuta nos seguintes canais: 1, 3, 6, 9, 11, 13 e 14.

É isso!



Telefones sem fios interferencias redes wireless WLAN

segunda-feira, 8 de outubro de 2007


Em artigos anteriores comentamos sobre alguns aparelhos que podem causar interferências em WLANs. Neste iremos além. Vamos esclarecer melhor a questão dos telefones sem fios que operam em 2,4 GHz. Falaremos sobre os tipos existentes e quais são os efeitos ocasionados pelo uso destes aparelhos em ambientes WLANs.

Em ambientes corporativos, boa parte das redes wireless instaladas são 802.11b e 802.11g. Estes padrões, como já exposto em vários outros artigos, usam a faixa de 2,4 GHz. Nestes locais não é raro encontrar telefones que também operam nesta freqüência, causando retardos na rede e deixando muita gente irritada.

Com uma alta potência de transmissão, os telefones normalmente funcionam em FH (Frequency Hopping ou Saltos em Freqüência). Dentre estes, há dois tipos distintos. Cada um pode afetar de forma diferente uma WLAN em 2,4 GHz.

O tipo mais comum fica o tempo todo “saltando� em freqüências (com o telefone no gancho ou em conversação). A base fica constantemente emitindo uma portadora pseudo-aleatória de faixa estreita (geralmente 1 MHz), variando-a em toda a banda de 2,4 GHz. Valor de faixa diferente dos encontrados numa WLAN. Afinal, sabe-se que aparelhos 802.11b e 802.11g são de faixa larga: 22 MHz.

Em todos esses equipamentos, as portadoras variam com o tempo não permanecem fixas na mesma freqüência por mais de alguns milissegundos. Isto significa que em algum instante, mesmo com faixas distintas (22 MHz e 1 MHz), aparelhos WLAN e telefones podem se cruzar. Ou seja, haverá interferência quando ocorrer o casamento das freqüências. Ela é passageira. Ao assumirem outros valores (cujo tempo normalmente é de 400 milissegundos), cessa-se a interferência. Porém não se engane. Este curto período de tempo é suficiente para ocasionar problemas. Por exemplo: redução da taxa efetiva de transferência e até perda de pacotes.

Outro tipo de telefone que utiliza a tecnologia FH não “salta� em nenhum momento. Eles conseguem escutar o meio em busca de um canal livre antes de estabelecerem comunicação com a base. Ao encontrarem, ficam no canal escolhido até o fim da ligação. O problema reside na sensibilidade destes aparelhos, pois não possuem um scanning apurado. Eles podem assumir um canal ocupado como livre, ação que certamente prejudicará a rede em questão.

O que fazer nesses casos?

A solução definitiva está na substituição dos telefones 2,4 GHz por outros que operam em 900 MHz.

É isso pessoal…

Abraços !!! :-D :-D :-D