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LTE Long Term Evolution e sua frequencia no Brasil

segunda-feira, 29 de junho de 2009


O LTE (Long Term Evolution) é um projeto comandado pelo 3GPP que promete fazer um upgrade no padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System), melhorando a eficiência espectral, convertendo o fluxo de dados para IP, aprimorando a integração com outros padrões, aumentando as taxas de transferências (para aproximadamente 100 Mbps no downlink), etc. Suas especificações foram aprovadas em janeiro de 2008 e já no final daquele mesmo ano (2008) a LG Electronics sacudiu o mercado com a demonstração do primeiro telefone celular com um chip LTE. A partir daí diversas empresas começaram a investir seriamente nessa tecnologia. Conforme uma recente publicação da ABI Research, pelo menos 12 operadoras lançarão serviços de 4G baseados nesse padrão no próximo ano, atingindo o equivalente a 34 milhões de assinantes em todo o mundo. Entre essas operadoras temos Verizon Wireless, MetroPCS Wireless e U.S. Cellular, nos Estados Unidos; NTT-DoCoMo e KDDI, no Japão; TeliaSonera, Tele2 e Telenor na Europa; e a maior operadora do mundo, a China Mobile.

A faixa de freqüência para o LTE mais utilizada é a de 2,5 GHz, embora os Estados Unidos tenha optado pela faixa dos 700 MHz – que, no Brasil, é ocupada pelo setor de radiodifusão. O governo brasileiro, a ANATEL e a indústria ainda não chegaram a um acordo sobre qual freqüência será reservada ao LTE por aqui, mas já existe certa “pressão” (principalmente por parte da indústria) pela adoção dos 2,5 GHz. Isto é óbvio, pois com a escolha dos 2,5 GHz os fabricantes estarão garantindo a compatibilidade entre os equipamentos e – conseqüentemente – a queda nos custos. E mais: segundo algumas publicações, o Ministério das Comunicações pretende encerrar os serviços de TV associados à faixa dos 700 MHz somente em 2016. Como alguns experts já estão anunciando as operações do LTE no Brasil em, no máximo, 2012, concluí-se que a faixa dos 2,5 GHz – provavelmente – será a escolhida.

PS: devemos lembrar que as teles investiram milhões de reais no leilão das faixas de 3G em 2007 e ainda não recuperaram o investimento. Então, por enquanto, as operadoras estão preocupadas com a consolidação do 3G. Há muitos usuários que mal sabem o que é um smartphone, não é mesmo? É preciso pensar, debater e definir os rumos do LTE, mas a “prática” desta tecnologia é outra história. Não vamos colocar a carroça à frente dos burros! É isso!



LTE Long Term Evolution no Brasil

segunda-feira, 16 de março de 2009


O LTE (Long Term Evolution) é um projeto comandado pelo 3GPP que promete fazer um upgrade no padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System), melhorando a eficiência espectral, convertendo o fluxo de dados para IP, aumentando as taxas de transferências (para aproximadamente 100 Mbps no downlink), aprimorando a integração com outros padrões, etc. Suas especificações foram aprovadas em janeiro de 2008 e provavelmente farão parte do Release 8. Fato é que as discussões acerca desta tecnologia “pegaram fogo pra valer” no final do ano passado (dez/2008), com a demonstração da LG Electronics do primeiro telefone celular com um chip LTE. Foi um ba-fa-fá. Alguém lembra? Após este acontecido, algumas empresas já anunciaram seus investimentos em LTE, como a TeliaSonera na Suécia e a Verizon nos Estados Unidos.

No Brasil, sabemos que as redes 3G ainda engatinham por diversas razões. Por exemplo: os leilões das freqüências destinadas ao 3G na Europa aconteceram no ano 2000 e somente oito anos depois (já em 2008) o mesmo foi feito por aqui. Ou seja, agora as empresas de teleco que operam no Brasil estão investindo no 3G. Elas estão preocupadas em aumentar a cobertura e melhorar a qualidade dos serviços associados a esta tecnologia, campeã de reclamações em virtude dos diversos problemas técnicos ainda existentes. Conclusão: LTE no Brasil, por enquanto, nem pensar! E para as pessoas que entenderam este “nem pensar” como um ou dois anos, eis um problema: o Brasil não tem banda disponível para o LTE. O espectro da TV analógica de 700 MHz, que pode ser utilizado no LTE, não está livre e o Ministério das Comunicações pretende desligá-lo APENAS EM 2016. É mole?

E aquela história de que o LTE vai engolir o WiMAX, é verdade?

“Muita calma nessa hora!”. Alguns estudos já estão afirmando que o LTE e o WiMAX, mesmo com características técnicas semelhantes, conviverão mutuamente no futuro. O LTE atenderá as operadoras (segmento de massa) enquanto o WiMAX deverá se firmar como uma tecnologia de nicho, ou seja, o WiMAX atenderá a um “pequenoâ€? número de clientes que demandam uma oferta específica. É o que já está acontecendo no Brasil com a Embratel, empresa que utiliza o WiMAX como tecnologia complementar à rede da Net para oferecer o plano Embratel PME. Capiche?

É isso!