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DGPS Differential Global Positioning System

Em artigos anteriores, afirmamos que o Sistema de Posicionamento Global – vulgarmente conhecido por GPS (do acrônimo do inglês Global Positioning System) – compreende uma rede com 24 satélites colocados em órbita pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Naquela oportunidade, também falamos sobre algumas aplicações deste sistema. Hoje trataremos do DGPS, Differential Global Positioning System, uma estrutura que acrescenta maior precisão aos dados coletados por receptores GPS a partir de uma correção diferencial.

Inicialmente o DGPS foi desenvolvido com o intuito de reduzir os efeitos da SA (Selective Availability), uma degradação intencional adicionada ao sinal para evitar que o sistema GPS seja utilizado para fins militares sem autorização. Em linhas gerais, a estrutura DGPS consegue fornecer informações precisas ao usuário a respeito de sua localização através do emprego de estações base ou de referência fixas em terra. Estas estações, cujas coordenadas são conhecidas, monitoram os satélites visíveis em tempo integral e repassam os “valores corrigidos” aos receptores GPS que estão ao alcance.

Os “valores corrigidos” são calculados da seguinte forma: a estação base X recebe suas coordenadas por meio de alguns satélites visíveis. Os valores recebidos, por diversos fatores, possuem erros e são comparados com as coordenadas reais (conhecidas) da estação base. Após diversas operações matemáticas entre essas importâncias, dá-se a correção. Então a estação base transmite os valores corrigidos aos receptores GPS. Tal transmissão é, normalmente, feita por links de rádio que operam em baixa freqüência.

A estrutura DGPS é utilizada em diversas áreas como: navegação, atividades de engenharia, agricultura de precisão, etc. No Brasil, IBGE e Incra, além de outras instituições públicas e privadas, mantêm estações base DGPS em várias regiões do país.

É isso!

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Um navegador portátil é popularmente conhecido por GPS – sigla da rede de satélites que o alimenta com dados geográficos. Ele é composto, como já discutido anteriormente (aqui), por três módulos básicos: o receptor do sinal, o conversor (engine) – responsável pela “tradução” de informações – e o banco de mapas. Com um GPS no automóvel, pode-se descartar qualquer ajuda dos profissionais do volante – como os taxistas. Afinal, além de o dispositivo fornecer diversas rotas para um determinado local, alguns ainda fazem cálculos de tempo, sugerem pontos interessantes (como o melhor restaurante, por exemplo) e outras perfumarias. Ou seja, sem duvidas estamos assistimos a uma revolução na maneira como as pessoas podem se deslocar. Os números comprovam: em 2006 foram instalados 4,8 milhões desses equipamentos nos carros japoneses, sendo que 3,5 milhões saíram de fábrica com o aparelho no painel. Na Europa, 1,9 milhão de veículos foram produzidos com GPS e outros 600 000 ganharam navegadores portáteis.

No Brasil, o uso de navegadores foi liberado pela resolução 242 do Contran (Conselho Nacional de Transito) – publicada no dia 4 de julho deste ano. Antes disso, o motorista que fosse flagrado olhando para seu aparelho enquanto dirigia corria o risco de levar uma multa grave. Ou seja, podemos afirmar que o mercado de GPS em nosso país possui apenas alguns meses de vida e o melhor: levando em consideração este fato, nossos números também são animadores. Até o momento, somando-se todas as marcas, foram comercializadas 30 000 unidades. Porém ainda é cedo para pensarmos em modelos com navegadores no painel vindos de fábrica. Afinal, além de ser necessário redesenhar o painel de instrumentos, as pessoas precisam conhecer os benefícios dum GPS. Para isso, nada melhor que equipar a frota de carros existente nas ruas com modelos portáteis – ação que já vem difundindo as vantagens dum navegador e fará com que as pessoas exijam tais equipamentos em veículos novos daqui algum tempo. Citando Jack: “Vamos por partes”.

Mais alguns dados animadores: no Brasil, o número de cidades mapeadas cresce de forma considerável. Segundo Jeandre Machado, diretor comercial da Digibase – uma empresa de mapeamento que atua no país, já foram catalogadas 1 200 cidades brasileiras. Por exemplo: todas as cidades do Rio de Janeiro são navegáveis. O mesmo vale para municípios paulistas com mais de 25 000 habitantes. Nada mau, certo?

Agora falaremos um pouco sobre alguns modelos disponíveis no mercado nacional.

Visteon

O modelo VNS 4078, comandado pelo software Navigator 6.0 e com 512 MB de memória interna, trabalha com mapas da TeleAtlas. Detalhe interessante: seu display possui um sensor que ajusta a luminosidade de acordo com a claridade do ambiente. E mais: a versão hatch do Vectra (GT/GTX) sai de fábrica com este modelo (não no painel de instrumentos). Alias, trata-se do primeiro automóvel nacional que vem equipado com um sistema de posicionamento global de fábrica.

Elgin

O modelo T-Levo também exibe mapas da TeleAtlas. Funciona com sistema operacional Windows CE 5 e possui 64 MB de memória interna.

Airis

O modelo T920 opera com o software Route 66 e mapas da Navteq. Seu principal destaque é o recurso de rolagem (scroll) do mapa. Tocando e arrastando sua tela, o mapa exibido se movimenta para mostrar as redondezas.

Magneti Marelli (sem imagem)

O navegador Guia 4 Rodas Magneti Marelli é um dos poucos que permite ao usuário optar pelos mapas da Navteq ou TeleAtlas. Com 64 MB de memória interna, o modelo ainda permite conectividade por Bluetooth.

Garmin

Eis um GPS para motos. O Zumo 550 é um modelo à prova d’água destinado aos motoqueiros. Com display visível em dias de sol forte, tal equipamento também possui Bluetooth.

É isso!

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O Sistema de Posicionamento Global, vulgarmente conhecido por GPS (do acrônimo do inglês Global Positioning System), compreende uma rede de 24 satélites colocados em órbita pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Os satélites, construídos pela empresa Rockwell, foram lançados entre 1978 e 2004. Cada um circunda a Terra duas vezes por dia a uma altitude de 20200 quilômetros e a uma velocidade de 11265 quilômetros por hora. Eles estão dispostos em seis planos orbitais, igualmente espaçados de 55 graus. Teoricamente, isto significa que qualquer ponto do planeta pode ser visto simultaneamente por cinco ou até oito satélites.

O sistema GPS foi declarado totalmente operacional em 1995 e pode ser utilizado de forma gratuita por qualquer pessoa. Basta possuir um receptor (GPSR). Tal dispositivo é o responsável por fornecer ao usuário sua posição (latitude, longitude e altitude). Basicamente, isto é feito da seguinte forma: primeiro, calcula-se a distância entre o receptor e alguns satélites. Trata-se dum processo complexo cujos detalhes fogem do escopo deste artigo. Depois, usando a Lei de Cosine (esquema similar à triangulação), obtêm-se a localização.

Algumas aplicações

O sistema GPS pode ser utilizado para vários fins. Neste artigo destacaremos apenas seu crescente sucesso como co-piloto eletrônico. Alias, até o dia 4 de Julho, o uso de receptores em automóveis era proibido em nosso país pelo CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito). A partir desta data, a resolução 242 liberou seu uso. Porém o equipamento em questão deve exibir apenas imagens de mapas.

Atualmente há diversos aparelhos que, além de guiar o usuário através de mapas, possuem várias outras funções. Reproduzem MP3 e vídeos, exibem fotos, calculadora, horário mundial e até rodam jogos. Mas todo cuidado é pouco. Caso alguém for apanhado usufruindo destas “funções extras” leva multa de R$ 127,69 e cinco pontos na CNH.

Um dos modelos mais completos à venda no Brasil é o Visteon VNS 4078. Trata-se dum modelo com 512 MB de memória que possui cobertura nacional, apesar de não ter mapas completos de todas as cidades. Ele fornece a rota mais curta, mais rápida e também calcula o tempo médio do percurso com base na média de velocidade do trajeto. Parece legal, certo?

Outro dispositivo interessante de PND (Personal Navigation Device ou Dispositivo de Navegação Pessoal) é o NAV200 da Americana Delphi. Este possui sistema operacional Windows CE 4.2, processador Samsung 2440 de 400 MHz e memória interna de 32 MB (acompanha cartão SD de 512 MB). Trata-se dum modelo “perfumado”. Assim como o Visteon VNS 4078, reproduz MP3, vídeos, etc.

É isso pessoal! Não esqueçam de utilizá-los apenas para exibir imagens de mapas…hehehehe…

É isso!