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O3b Networks e a sua missao

segunda-feira, 23 de março de 2009


Atualmente os cabos de fibra óptica são os principais responsáveis pela popularidade da banda larga. Mas infelizmente nem todos os países dispõem desses cabos para oferecer “internet de qualidade” à sua população. Isto pode ocorrer, por exemplo, por questões econômicas, barreiras políticas e outras. Pensando nisso, Greg Wyler, um empresário apaixonado por tecnologias de ponta, fundou a O3b Networks. Sua missão é fornecer conexão de internet de alta velocidade e de baixo custo aos “Outros 3 Bilhões” de cidadãos cujos perfis se enquadram no exposto. Porém, engana-se o fulano que imagina a O3b Networks como uma aventura pouco realista de Wyler. Afinal esta empresa já recebeu total apoio da Liberty Global, HSBC e, claro, da Google.

A O3b Networks distribuirá a conexão de internet por meio de uma constelação de satélites (16 deles) de órbita média. Isto é fantástico, pois os atuais satélites geoestacionários não conseguem oferecer links de altas velocidades principalmente em virtude das enormes distâncias em que estão da Terra. Curiosidade: hoje a latência (tempo que uma unidade de informação leva para percorrer uma via de comunicação) de um satélite para este fim pode atingir os 300ms, um valor “elevado” quando comparado a outros meios. Vale comentar que alguns serviços da O3b Networks, segundo previsões, estarão disponíveis já no próximo ano (2010). Rápido, não? Sim, pois a Thales Alenia Space, empresa aeroespacial escolhida para “montar” os satélites, abraçou bem forte a proposta e está trabalhando “a todo vapor” neste maravilhoso projeto. Show de bola!



TV por satelite e WiMAX da Embratel

segunda-feira, 27 de outubro de 2008


No Brasil há diversas empresas de TV via satélite por assinatura que utilizam a tecnologia DTH (Direct-to-Home) para enviar sinais aos seus clientes. Trata-se de um esquema cuja empresa responsável pela grade de programação transmite, a partir de seu Uplink Center, seus sinais de áudio e vídeo diretamente para o satélite. O satélite, por sua vez, retransmite todo o conteúdo recebido para o conjunto de assinantes. Alias, todo e qualquer assinante que possui uma televisão analógica precisa de um decodificador específico para transformar os sinais digitais provenientes do sistema em sinais analógicos. Também deve adquirir uma anteninha parabólica do tipo off-set capaz de operar nas freqüências adotadas pelo DTH (geralmente entre 10,9 e 36 GHz), cujo diâmetro não ultrapassa 1 metro. Atualmente a SKY, Embratel TVsat, Galaxy Brasil, Star Sat e Rádio TV do Amazonas são exemplos de empresas que possuem a licença para operar com a tecnologia DTH no Brasil.

A TV por DTH da Embratel

No início deste ano a Embratel recebeu da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) a autorização para operar com o DTH em todo o país. Os serviços serão oferecidos por meio do satélite Star One C2, recentemente lançado ao espaço e que hoje ocupa uma posição privilegiada (70 W) para realizar a distribuição deste tipo de sinal por toda a América do Sul. Até aqui, nenhuma surpresa! A novidade é que a TV por assinatura da Embratel, utilizando a tecnologia Direct-to-Home, estará disponível apenas nas regiões não atendidas pelo serviço da Net (voz, dados e TV por cabos). “Será o mesmo acordo do WiMAX, pois não há planos para a construção de redes WiMAX nos locais onde a infra-estrutura da Net já chegou”, disse Mauricio Vergani, diretor executivo da empresa.

Falando em WiMAX…

Atualmente a Embratel utiliza o WiMAX como tecnologia complementar à rede da Net para oferecer o plano Embratel PME, plano composto por quatro linhas de voz e um link de dados de até 2 Mbps para Pequenas e Médias Empresas. Ou seja, o WiMAX é utilizado nos locais onde não existem cabos da Net para disponibilizar este serviço. A Embratel, alias, já fala em expandir o PME por WiMAX para 61 cidades até o final de 2010. É mole? Ainda tem gente que não acredita no sucesso desta tecnologia.

É isso!