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MiFi 2200 e suas vantagens

Já faz algum tempo que escrevemos sobre o D-Link Wireless DIR-450, um ponto de acesso capaz de converter o sinal CDMA (Code Division Multiple Access) das operadoras de telefonia em Wi-Fi. Ou seja, com o DIR-450, é possível compartilhar a conexão de internet proveniente das redes de telefonia com diversos usuários a partir do Wi-Fi. É interessante, pois estamos falando de um AP totalmente wireless que depende apenas do cabo de energia para distribuir o “sinal de internet”. E não é que a idéia vingou! Agora surgiu no mercado o MiFi 2200, uma belezinha de filosofia semelhante àquela adotada pelo DIR-450. Semelhante? Como assim?
O MiFi 2200 também transforma o sinal CDMA em Wi-Fi para a festa dos usuários. Porém, enquanto o DIR-450 é pesadão e desajeitado, o MiFi 2200 é pequeno, leve e bonito. Cabe no bolso de uma camisa sem gerar qualquer desconforto! Eis o diferencial! Por exemplo: com o MiFi 2200 é possível distribuir o sinal de internet entre os ocupantes de um veículo durante uma viagem. Isto sem usar um único fio (o MiFi 2200 funciona com pequenas baterias) e sem ocupar muito espaço. Legal, não?
O MiFi 2200, na verdade, converte o sinal EV-DO Rev. A (evolução do CDMA) em Wi-Fi. Trata-se de uma tecnologia 100% IP de alta velocidade que, infelizmente, não existe no Brasil. Alias vale lembrar que a vida do CDMA, juntamente com o EV-DO básico, está “por um fio” em nosso país. Isto se deve ao início das operações da malha GSM da VIVO, única operadora CDMA do Brasil – mas que vem abandonando o uso desta tecnologia aos poucos. Desanimou? Nããããããooo! Calminha aí! Segundo publicações, o fabricante do MiFi 2200 lançará em breve sua versão GSM HSPA da belezinha, totalmente compatível com as nossas instalações!
Pra fechar, mais duas considerações: o MiFi 2200 suporta até 5 clientes simultâneos. Também agüenta até 40 horas em standby ou 4 horas em pleno funcionamento.
Ah, e já está sendo vendido nos Estados Unidos pela operadora Verizon!
É isso!
HSUPA e a operadora VIVO

Um ano após o leilão das freqüências destinadas ao 3G, a tecnologia se tornou disponível para 51,7% da população brasileira, o que representa 95 milhões de pessoas, segundo uma publicação feita pela revista Info (12/2008). Hoje, mais da metade (cerca de 80%) dos acessos à internet pela banda larga móvel são feitos por computadores, através de modems externos (tipo o Huawei E156 e o Onda MSA501HS) ou adaptadores embutidos (como os encontrados nos notebooks Microboard Ellite Plus e HP Pavilion DV4-1150BR Entertainment PC). Alias, a procura pelos modems 3G tem sido tão grande que o produto chegou a faltar em algumas lojas da Claro. Na outra ponta dos acessos (os outros 20%), temos os smartphones. Porém, vale destacar que tais porcentagens podem variar ao longo do tempo, principalmente com o barateamento de alguns sofisticados smartphones 3G. Fato é que o Brasil é um mercado promissor quando o assunto é “banda larga móvel”, pois a fixa deixa, e muito, a desejar. Bom, chega de estatísticas e vamos ao “X” da questão deste artigo – falar da mais nova “pérola” da operadora VIVO, sua tecnologia HSUPA.
A maior empresa de telefonia celular do Brasil, a VIVO, conhecida por sua malha CDMA / CDMA 1xRTT / EV-DO, disponibilizou em 2007 cobertura GSM aos seus clientes, tornando-se a única operadora verde e amarela CDMA e GSM simultaneamente. Já em setembro do ano passado (2008), sem muito alarde, ela deu mais um passo na direção do GSM com o lançamento da sua rede 3G HSPA. Agora, novamente sem vanglórias, a VIVO se tornou a primeira operadora do país a oferecer a tecnologia HSUPA (High Speed Uplink Packet Access). O HSUPA, basicamente, permite uploads de até 5,7 Mbps e já está disponível para os clientes VIVO ZAP (que possuem um mini modem compatível, como o Aiko 82D) de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Salvador.
O HSUPA
Considerado, por muitos, uma tecnologia de 3.5G, o HSUPA foi incluído ao padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunication System) no Release 6. Trata-se de uma tecnologia cujo nome, “HSUPA”, criado pela finlandesa Nokia, não recebe o apoio do 3GPP - tal órgão prefere chamá-lo de EUL (Enhanced Uplink). Divergências a parte, o HSUPA é um protocolo de comunicação da família HSPA (High Speed Packet Access) que melhora, consideravelmente, a performance do canal dedicado ao upload (também conhecido por uplink e se refere à velocidade com a qual o terminal “ENVIA” os dados para a torre). Tal velocidade pode atingir os 5,7 Mbps, algo certamente “inacreditável” há alguns anos. Fato é que o HSUPA possui os mesmos princípios de funcionamento do HSDPA (detalhado aqui), cujo “D” significa Downlink. Eis dois deles:

Uso de H-ARQ (Hybrid Automatic Repeat-Request): para compreendermos o H-ARQ, torna-se necessário falarmos sobre o FEC (Forward Error Correction) e ARQ (Automatic Repeat Request). O primeiro se refere aos códigos corretores de erros. Já o segundo são técnicas de retransmissões automáticas. Com o objetivo de ajustar o controle de erro às condições variantes do canal, diferentes combinações de FEC e ARQ são utilizadas. Tais combinações são chamadas de H-ARQ.
Uso da técnica AMC (Adaptive Modulation and Coding): a função do AMC é escolher qual o esquema de modulação e codificação a ser utilizado conforme as condições instantâneas do canal. Isto significa que é possível aumentar a taxa de bits quando algumas condições são satisfeitas. Por exemplo: canal não sobrecarregado, localização física do usuário, etc.
Fechando…
Quem diria que uma operadora CDMA, após inaugurar o 3G em 2004 no Brasil com o EV-DO (ainda presente em 28 municípios), seria a primeira no país a oferecer o HSUPA aos seus clientes? O mundo, de fato, é uma caixinha de surpresas!
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