Category Archives: Bluetooth



Conexao Internet Bluetooth GPRS celular Palm PC

Em artigos anteriores falamos bastante sobre o Bluetooth (aqui). Inclusive demonstramos como transferir dados entre um PC Windows e um celular utilizando a tecnologia (aqui). Hoje iremos além. Acessaremos a internet, por GPRS, utilizando a conexão Bluetooth (celular – PC Windows). Confuso? Então veja a imagem abaixo…

O GPRS (General Packet Radio Service) também já foi discutido na VsF (aqui). Trata-se duma tecnologia comutada por pacotes cuja velocidade teórica é de 171,2 kbps. Na prática, obtêm-se taxas em torno dos 70 kbps. Este não é um valor considerável para transferências pesadas, porém uma conexão GPRS certamente é bem-vinda em casos de emergências. Diferentemente da tecnologia 2G de comutação por circuitos, o GPRS é um serviço “sempre ativo” e a cobrança é feita com base na quantidade de dados transferidos e não conforme o tempo de conexão. Atualmente, utiliza-se GPRS no TIM Web Móvel quando não existe uma rede EDGE disponível na região.

OBS: em nosso teste utilizamos um celular Nokia 6230 e um adaptador USB-Bluetooth (popularmente chamado de “dongle” da Griffin.

Vamos lá…

No Windows, os utilitários que acompanham os adaptadores variam conforme o fabricante. Em nosso caso, após a instalação dos drivers e do software do adaptador, clica-se na opção “Dial-Up Networking Service”. Basicamente, isto cria uma porta serial virtual entre o PC e o celular. Se esta opção não existir no seu utilitário, fique tranqüilo. Procure por algo que ativa o suporte à discagem. Ver:

Feito isso, surgirá uma tela exigindo nome de usuário e senha. Estes valores são irrelevantes. As caixas de texto podem ser preenchidas com qualquer caractere, afinal a autenticação é feita pelo próprio celular.

Pronto. A conexão é estabelecida e na seqüência já podemos navegar pela internet.

Legal, certo? Sim, mas pode ficar ainda melhor. É possível, através de alguns ajustes, aumentar a velocidade da porta. Para isso é só ir até “Conexões de Rede”. Lá um novo ícone foi criado. Ver:

Em suas propriedades, basta clicar em “Configurar…” e escolher outro valor para a velocidade. Em nosso exemplo optamos pelo número maior. Ver:

E mais: caso houver instabilidade na conexão, deve-se desativar as extensões LCP. Isto pode ser feito na aba “Rede -> Configurações”.

Abaixo algumas informações sobre a conexão. A taxa de 921,6 kbps é “ilusória”, pois se trata apenas da velocidade da porta serial virtual entre o PC e o celular. A taxa real de transferência, como já exposto, fica em torno dos 70 kbps.

Agora é só aproveitar…

É isso!

Bluetooth ataques bluesnarfing bluejacking bluebugging

Os principais ataques sobre a tecnologia Bluetooth são: Bluesnarfing, Bluejacking e Bluebugging.

Bluesnarfing

Bluesnarfing é um ataque cujo objetivo é roubar a lista telefônica, mensagens, calendário ou qualquer outra informação armazenada na memória do telefone. Tal ato é comum quando o alvo é um dispositivo antigo, pois nesses casos é possível obter acesso aos dados do aparelho sem pedir permissão ao dono.

Bluejacking

Este tipo de ataque tira vantagem do processo de pareamento (pairing) entre dispositivos Bluetooth. Quando dispositivos Bluetooth conduzem o handshake inicial, estabelecendo uma rede peer-to-peer (formando uma rede Ad-Hoc), o nome do dispositivo é enviado e apresentado ao outro. Por exemplo: considere um pedido de comunicação por Bluetooth de um Nokia 6230 para um Sony Ericsson W610. O Sony Ericsson W610 receberá algo como: “Deseja trocar dados com Nokia 6230?”. Neste caso, o nome do dispositivo é “Nokia 6230″. Porém o campo nome é configurável e aceita valores maiores que 248 caracteres. Isto significa que é possível alterá-lo com o objetivo de enganar o dono do Sony Ericsson W610. No lugar de “Nokia 6230″, pode-se inserir “Nova Mensagem. Ler Agora?”. Então, ao realizar um pedido de comunicação, o responsável pelo Sony Ericsson W610 receberá: “Deseja trocar dados com Nova Mensagem. Ler Agora?”. Em caso afirmativo, o pairing é estabelecido e o dono do Sony Ericsson W610 se torna vulnerável a um ataque do tipo Bluesnarfing.

Entre dois telefones é moleza. Mas como alterar o campo nome dum adaptador USB-Bluetooth?

Também é fácil. Considere o sistema operacional Linux Ubuntu kernel 2.6.15-23. Para modificar o campo nome, basta seguir o comando abaixo:

vivasemfio@vivasemfio:~$ sudo hciconfig hci0 name “Nova mensagem. Ler agora?”

Para verificar se houve ou não sucesso, é só usar:

vivasemfio@vivasemfio:~$ sudo hciconfig -a name

Aqui o resultado foi:

hci0: Type: USB
BD Address: 00:11:B1:07:A2:C3 ACL MTU: 192:8 SCO MTU: 64:8
UP RUNNING PSCAN ISCAN
RX bytes:4184 acl:0 sco:0 events:56 errors:0
TX bytes:1682 acl:0 sco:0 commands:53 errors:0
Features: 0xff 0xff 0x8f 0xf8 0×18 0×18 0×00 0×80
Packet type: DM1 DM3 DM5 DH1 DH3 DH5 HV1 HV2 HV3
Link policy: RSWITCH HOLD SNIFF PARK
Link mode: SLAVE ACCEPT
Name: ‘Nova mensagem. Ler agora?’
Class: 0x3e0100
Service Classes: Networking, Rendering, Capturing
Device Class: Computer, Uncategorized
HCI Ver: 1.2 (0×2) HCI Rev: 0×512 LMP Ver: 1.2 (0×2) LMP Subver: 0×512
Manufacturer: Cambridge Silicon Radio (10)

Prontinho. Campo nome alterado.

Bluebugging

Bluebugging é o processo de enviar comandos executáveis a dispositivos Bluetooth. Este tipo de ataque permite acesso a comandos de configuração. Isto significa que o atacante pode, através do telefone alvo, utilizar-se de diversos serviços. Entre eles: realizar chamadas telefônicas, enviar SMS, conectar-se à internet, etc. Isto é extremamente perigoso, afinal qualquer indivíduo mal intencionado pode, com o Bluebugging , mascara-se para praticar atos fraudulentos. E o pior: o legítimo dono levará a culpa.

VAMOS FICAR DE OLHOS ABERTOS…

É isso!

Blueplaces nokia sensor mobiluck Home Page

Você sabe o que é um Blueplace? Não? Blueplaces são locais (geralmente parques, lojas, bares e restaurantes) onde as pessoas trocam informações através de qualquer dispositivo móvel com suporte ao Bluetooth. O objetivo neste caso, geralmente, é conhecer novas pessoas. A grosso modo, funciona assim: baixa-se um software específico. Nele, cadastra-se suas informações pessoais. Na verdade você cria uma “Home Page Móvel de alcance limitado” – com textos e imagens. Inclusive, alguns programas permitem cadastrar o perfil de quem você deseja encontrar. Após tudo configurado, basta caminhar por algum Blueplace para exibir sua “página”. Caso houver sorte, você achará alguém para – pelo menos – passar alguns minutos agradáveis. Parace maluco, mas nos Estados Unidos e Europa tal prática já é comum.

Um dos programas mais conhecidos para este fim é o Nokia Sensor. Vamos conhecê-lo melhor…

Após o download, configurá-lo é muito simples. Em sua página inicial, deve-se, obrigatoriamente, colocar uma foto, nome e um breve texto. Ver:

Nas páginas seguintes é possível incrementar o perfil. Adicionar dados como profissão, o que gosta de fazer, cantor favorito, etc, etc, etc…Alias, pode-se também disponibilizar algum conteúdo para download. Por exemplo: você pode deixar sua música favorita disponível para outros usuários do Nokia Sensor. E têm mais. Os visitantes de sua página podem fazer e ler comentários a seu respeito.

Gostou, né?

O Nokia Sensor é gratuito. Porém atualmente, apenas os modelos a seguir suportam o software: Nokia 3230, Nokia 6260, Nokia 6600, Nokia 6620, Nokia 6630, Nokia 6670, Nokia 6680, Nokia 6681, Nokia 6682 e Nokia 7610.

É isso!

Transferir dados arquivos celular PDA bluetooth dongle

O conteúdo da VsF procura atender todos os níveis de conhecimento. Nossos artigos vão desde o mais novato usuário wireless até o mais experiente profissional. Afinal, nosso maior objetivo é promover o uso da tecnologia sem fio no cotidiano de qualquer brasileiro.

O artigo de hoje ensina como transferir dados do celular para o computador e vice-versa por Bluetooth. O Bluetooth já foi discutido em artigos anteriores – aqui. Trata-se de uma tecnologia que opera na faixa ISM de 2.4 GHz. Cobre pequenas áreas, cerca de 10 metros, porém há variantes que alcançam até 100 metros. Utilizado para diversos fins, tornou-se muito popular e atualmente o Bluetooth está presente na maioria dos telefones celulares.

Em nosso teste utilizamos um celular Nokia 6230 e um adaptador USB-Bluetooth (popularmente chamado de “dongle”) da Griffin.

Após instalarmos o software que acompanha o dispositivo, basta espetá-lo para começarmos a brincadeira. Em poucos segundos, surge em “Conexões de Rede” – localizado no “Painel de Controle” – o status “Conectado” para o adaptador. Podemos obversar, nas propriedades do adaptador, seu BD Address (Bluetooth Device Address) – equivalente ao MAC (*). Ver:

A interface, como já conectada, recebeu um endereço IP. Este pode ser visto através do Prompt de Comando do Windows. Ver:

Conforme o exposto, o adaptador possui BD Address 00:11:B1:07:A2:C3, IP 192.168.2.1 e máscara de sub-rede 255.255.255.0. O próximo passo é habilitar a rede Bluetooth e a visibilidade no Nokia 6230. Feito isso, após um pequeno intervalo de tempo, surge na tela do software o celular em questão. Nas propriedades do celular encontramos algumas informações a seu respeito. Entre elas: seu nome (configurável), seu BD Address e sua classe. Ver:

Observação: note que estas informações foram obtidas apenas com o scanning. Em outras palavras, consegue-se tais dados sem qualquer autorização do responsável pelo celular. Isto, por muitos, é considerado um defeito na segurança. Para corrigir parte deste problema, ou aumentar um pouco a privacidade, basta desabilitar a visibilidade bluetooth do celular. Neste artigo não faremos isso. Não trataremos aqui do fator “segurança”.

Agora, tentaremos realizar uma transferência. Na tela do software, clicamos em “Bluetooth File Transfer Service”. Ver:

Feito isso, surge na tela do celular a seguinte mensagem “Deseja trocar dados?”. Ao aceitar, conforme o nível de segurança configurado, uma senha é exigida. Basta digitar a mesma seqüência de caracteres em ambos os pontos (celular e computador). Pronto. As pastas do celular aparecem “feito mágica” na tela do computador. Agora é só fazer a festa.

Depois de trocar arquivos, pode-se, no “status” do celular, ver quantos bytes foram recebidos e enviados.

Tranqüilo, certo?

É isso!

———

(*) MAC significa Media Access Control. Armazenado na memória PROM (Programmable Read Only Memory) do dispositivo…este endereço é universalmente único. Ou seja, não há duas placas com o mesmo MAC. É composto por 48 bits…expressos em doze dígitos hexadecimais. Os primeiros seis dígitos são administrados pelo consórcio IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) e identificam o fabricante ou fornecedor da placa de rede. Já os três últimos são atribuídos pelo fabricante. Exemplo:

MAC address: 00-80-C7-E0-8E-B5;

Fabricante: 00-80-C7;
Número de série: E0-8E-B5.

Bluetooth

Bluetooth, antes de qualquer outra palavra, significa união. Este nome foi inspirado em Harald “Bluetooth” Blatand, um viking, rei da Dinamarca que viveu entre 940 e 981 d.C. Para unificar os povos, Harald utilizava o diálogo como estratégia. Ele era conhecido por Bluetooth devido sua arcada dentária, pois a mesma apresentava uma coloração azulada. Este nome, provavelmente, foi indicado pela Ericsson. Afinal, além de nórdica, esta empresa foi a pioneira nos estudos que resultaram na tecnologia de comunicação sem fio: o Bluetooth. Após perceberem o potencial da tecnologia, grandes empresas formaram um consórcio. Além da Ericsson, o Bluetooth Special Interest Group continha gigantes como IBM, Intel, Nokia e Toshiba.

Basicamente, Bluetooth é um padrão de baixo custo, baixa complexidade e pouca potência (cobre poucas distâncias). Através dele, é possível conectar facilmente vários tipos de dispositivos de comunicação, tais como PCs, notebooks, palmtops, handhelds, impressoras, scanners, telefones celulares (telemóveis) enfim, qualquer aparelho que possua um chip Bluetooth.

Os dispositivos Bluetooth trabalham na faixa de freqüência ISM (Industrial, Scientific, Medical), em 2,4 GHz. A comunicação entre eles é feita através de um canal FH-CDMA (Frequency Hopping – Code-Division Multiple Access). Neste método, o transmissor envia um sinal sobre uma série randômica de freqüências de rádio. Um receptor captura o sinal, através de uma sincronia com o transmissor. A mensagem somente é recebida se o receptor conhecer a série de freqüências na qual o transmissor trabalha para enviar o sinal.

A rede Bluetooth pode ser composta de, no máximo, oito dispositivos. Um destes dispositivos será o master…e os outros sete possíveis elementos serão os slaves. Esta rede é denominada piconet. Porém, várias piconets podem ser interligadas para compor uma rede maior. Ao conjunto de piconets damos o nome de scatternet.

Para a operação do Bluetooth, foram definidas 79 portadoras espaçadas de 1 MHz. Ou seja, existem 79 freqüências nas quais instantaneamente um dispositivo pode estar transmitindo. A seqüência escolhida deve ser estabelecida pelo dispositivo mestre da piconet e os dispositivos escravos devem tomar conhecimento dessa seqüência para poderem se comunicar. Isso é feito através de sincronismo. Para minimizar interferências, o dispositivo mestre pode mudar sua freqüência 1600 vezes por segundo.

Para estabelecer conexões no Bluetooth, são necessários três elementos: scan, page e inquiry.

SCAN – É usado para economia de energia. Quando dispositivos estiverem ociosos, eles entram em modo stand-by.e passam a verificar a cada 10 ms se existe algum dispositivo tentando estabelecer uma conexão.

PAGE – É utilizado pelo dispositivo que deseja estabelecer conexão. A cada 1,25 ms são transmitidos dois pedidos de conexão seguidos em diferentes portadoras. O dispositivo verifica também duas vezes se há respostas.

INQUIRY- São mensagens enviadas por um dispositivo para determinar quais outros dispositivos estão em sua área e quais suas características. Ao receber esta mensagem, um dispositivo deve retornar um pacote chamado FHS (Frequency Hopping-Synchronization) contendo além de sua identidade, informações para o sincronismo entre os dispositivos.

É isso!