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802.11 Variações

Esta é a terceira parte do artigo. Para sua navegação:
Parte 1: 802.11 – Intro;
Parte 2: 802.11 e o Wi-Fi;
Parte 3: 802.11 – Variações.
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3.1 O Padrão 802.11b
No padrão 802.11 original a taxa de transmissão pode chegar até 2Mbps. Esta performance está abaixo da maioria das necessidades, motivando o surgimento das primeiras variações. O 802.11b foi ratificado em 1999 e definiu padrões de interoperabilidade bastante semelhante ao da rede Ethernet. Operando na faixa de 2.4 GHZ, este padrão permite 11Mbps de velocidade de transmissão máxima, mas pode se comunicar com taxas menores como 5,5 ou 2 ou 1Mbps.
Para enviar e receber informações, o 802.11b utiliza uma técnica conhecida por DSSS (Direct-Sequence Spread-Spectrum). Neste esquema, gera-se um bit-code (também chamado de chip ou chipping code) redundante para cada bit transmitido. Quanto maior o chip maior será a probabilidade de recuperação da informação original, porém, neste caso, uma maior banda é requerida. Caso houver danos em alguns bits do chip, ainda é possível, através de estatísticas embutidas no rádio, recuperar os dados originais. Isto ajuda a combater um grave problema em qualquer forma de comunicação: a retransmissão.
3.2 O Padrão 802.11g
Para contornar algumas limitações (baixas taxas de transmissão, por exemplo) do padrão 802.11b, ratificou-se em 2003 o padrão 802.11g. Este também opera na freqüência de 2.4 GHz e têm como velocidade máxima de transmissão 54 Mbps.
O 802.11g utiliza um esquema de modulação chamado de OFDM (Orthogonal Frequency-Division Multiplexing). Patenteado nos Estados Unidos em 1970, OFDM é uma técnica de transmissão multi-portadoras que divide o espectro em várias sub-bandas. Então, a informação é repetida em várias portadoras ortogonais (linearmente independentes – moduladas em BPSK, QPSK, 16-QAM ou 64-QAM), com freqüências centrais diferentes e distantes entre si. Pode-se afirmar que o OFDM é muito eficiente em ambientes dispersivos no qual um sinal de rádio transmitido é refletido em vários pontos. Em OFDM não ocorre qualquer interferência entre os sinais, pois a característica de ortogonalidade faz com que uma portadora não veja a outra.
O padrão 802.11g, para manter a compatibilidade com o padrão 802.11b, é capaz de alterar seu esquema de modulação para DSSS. Porém, neste caso, a velocidade de transmissão ficará restrita aos 11 Mbps.
3.3 O Padrão 802.11a
Devido ao grande número de tecnologias que trabalham na freqüência 2.4GHz, foi criado o padrão 802.11a. Este opera na faixa de 5 GHz. Não há qualquer compatibilidade entre este padrão e os outros dois anteriormente descritos. O 802.11a, assim como o 802.11g, utiliza o esquema de modulação OFMD e sua velocidade de transmissão pode chegar até 54 Mbps.
3.4 Outros padrões
Há outras variações do padrão 802.11. Alguns em desenvolvimento e outros já ratificados. Porém, abordou-se neste artigo as extensões mais utilizadas atualmente.
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Links interessantes:
Página da IEEE: AQUI;
Página da Wi-Fi Alliance: AQUI.
Pessoal…espero que este artigo tenha esclarecido muitas questões.
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