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Celular causa Câncer?

Com tantos estudos e resultados contraditórios, fica difícil se orientar em relação aos efeitos da radiação emitida pelos telefones celulares. Afinal, enquanto algumas pesquisas dizem que esta radiação pode ser potencialmente maligna para o ser humano, outras afirmam que nem mesmo as torres de transmissão podem causar algum mal. Complicado, não? Nem tanto. Afinal, no dia 31 de maio de 2011, a OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou um relatório sobre este assunto bastante objetivo dizendo que um usuário freqüente de celular (que usa o aparelho cerca de 30 minutos por dia em um período de dez anos) tem cerca de 40% de chances a mais de desenvolver um glioma – um tipo de tumor no cérebro – do que um não freqüente. Ou seja, agora, de fato, existem dados concretos de que o usuário assíduo de celular PODE desenvolver alguma doença em virtude deste habito (ou necessidade?).

Diante do anúncio, além de todo o blá-blá-blá e interpretações equivocadas, muitos sites passaram a elaborar listas com os modelos de celulares que mais emitem energia de radiofreqüência. Um deles foi o CNET, que listou os 20 modelos mais “barulhentos” eletromagneticamente falando aprovados pelo FCC, o órgão regulador americano de radiodifusão e telecomunicações. Para o FCC, a Taxa de Absorção Específica (SAR, na sigla em inglês) de um celular deve ser menor do que 1,6 watts por kg para ele poder circular nos EUA. Por esta razão, todos os modelos abaixo apresentam SAR < 1,6, o que não exclui a possibilidade de existir por aí aparelhos com o valor de SAR > 1,6. Também vale lembrar que esses valores são determinados com os aparelhos operando no nível máximo de potência e por isso eles podem ser bem menores na prática. Seguem os “barulhentos”:

1 – Motorola Bravo – SAR: 1,59
2 – Motorola Droid 2 Global – SAR: 1,58
3 – Sony Ericsson Satio – SAR: 1,56
4 – Sony Ericsson Xperia X10 Mini Pro – SAR: 1,55
5 – Kyocera Jax S1300 – SAR: 1,55
6 – Motorola i335 – SAR: 1,53
7 – Nokia Astound – SAR: 1,53
8 – Motorola Defy – SAR: 1,52
9 – Motorola Grasp – SAR: 1,52
10 – ZTE Salute – SAR: 1,52
11 – LG Rumor 2 – SAR: 1,51
12 – Motorola Droid – SAR: 1,49
13 – Sanyo Vero – SAR: 1,49
14 – Motorola Droid 2 – SAR: 1,49
15 – HTC Desire – SAR: 1,48
16 – LG Chocolate Touch – SAR: 1,47
17 – Motorola Atrix 4G – SAR: 1,47
18 – Kyocera Wild Card M1000 – SAR: 1,46
19 – Kyocera X-tc – SAR: 1,45
20 – Motorola i576 – SAR: 1,45

(*) as informações sobre o valor SAR de um aparelho normalmente estão no manual. No manual do Nokia 8280i, por exemplo, encontramos o seguinte: “O valor SAR mais alto para este modelo celular é de 1.20W/kg quando testado para uso junto ao ouvido e 1.24W/kg quando em contato com o corpo. Apesar das diferenças, todos os níveis cumprem com os padrões internacionais de relevância à exposição RF”.

Para finalizar…

Se você ficou preocupado com a notícia do estudo da OMS, relaxe, pois agora o telefone celular – de acordo com uma classificação internacional – está na mesma categoria “de risco” do café e da televisão. Viu só? Não há motivos para o caos. Isto sem falarmos que os transmissores de 20 anos atrás eram bem mais potentes, o que sugere uma avaliação dos impactos de uma tecnologia já ultrapassada – praticamente extinta.

Antenas Inteligentes

Acredita-se que as primeiras antenas foram construídas em 1886, por um físico alemão chamado Heinrich Rudolf Hertz com o objetivo de auxiliarem no estudo e no desenvolvimento das teorias sobre o eletromagnetismo. Hoje, anos após as descobertas de Hertz, qualquer antena é definida como o elemento responsável por transformar a energia eletromagnética guiada pela sua linha de transmissão em energia eletromagnética irradiada (e vice-versa, no caso de um receptor). Embora sejam de vital importância para o processo de transmissão/recepção de dados, as antenas, por diversos motivos, geralmente constituem a parte mais negligenciada de um projeto wireless. Fato que resultará em altos índices de fading, delay spread, interferência cocanal, cancelamento de fase entre outros.

Sistemas de Antenas

Basicamente, são arranjos de antenas cujo objetivo é obter performances impossíveis de serem atingidas com uma antena simples. Os sistemas de antenas utilizados em WLANs (Wireless Local Area Network) são tecnicamente diferentes dos empregados em um sistema celular, mas ambos procuram reduzir as interferências, controlar a diretividade e o ganho combinado. São exemplos de sistemas de antenas:

Sistemas setorizados: é o modo utilizado pelo sistema celular tradicional, dividindo a área a ser atendida em setores e cobrindo cada um deles por meio de antenas direcionais. A área de cobertura total deste conjunto é muito maior do que a obtida por uma simples antena omnidirecional (tipo de antena capaz de irradiar em todas as direções no plano horizontal).

Sistemas com diversidade: estes utilizam duas antenas separadas por uma pequena distância física. Quando combinados com os métodos “diversidade comutada” ou “diversidade combinada” melhoram o nível do sinal recebido, reduzindo os efeitos da recepção por múltiplos caminhos. O esquema da diversidade comutada (Switched Diversity) assume que uma das antenas conseguirá entregar/receber dados com qualidade. Já o esquema da diversidade combinada (Diversity Combining) mescla os sinais recebidos por ambas as antenas e corrige os erros de fase, obtendo assim um ganho maior.

Por último há o sistema de antenas inteligentes, foco deste artigo e detalhado a seguir.

Sistemas de Antenas Inteligentes (Smart Antenna Systems)

São sistemas também conhecidos por phased array, SDMA (Spatial Division Medium Access), processamento espacial, digital beamforming entre outros. Grosso modo, eles são capazes de combinar um arranjo de antenas simples com processamento digital de sinais, transmitido e recebendo dados de forma adaptativa. Ou seja, os sinais irão se comportar de acordo com as variações do meio. Esses sistemas empregam várias tecnologias, porém as mais utilizadas são: Switched Beam e Adaptive Array, destacando que ambas procuram aumentar o ganho do sinal recebido em função da posição espacial do usuário.

Antenas do tipo Switched Beam periodicamente verificam, detectam e escolhem o feixe de sinal mais adequado para uma determinada situação, procurando manter o cliente móvel com melhor condição de transmissão e recepção. Já as antenas tipo Adaptive Array apresentam funções mais avançadas, utilizando complexos algoritmos de processamento de sinais. Elas permitem localizar e acompanhar o sinal de interesse, saltando para outros melhores sempre que houver condições. Somente o esquema Adaptive Array permite ganho ótimo ao mesmo tempo em que identifica, acompanha e minimiza os sinais indesejados. Abaixo uma imagem comparando as capacidades de um sistema convencional, Switched Beam e Adaptive Array inseridos em ambientes com baixos e altos índices de interferências. Pela imagem, torna-se claro que os sistemas Adaptive Array, independentemente das condições do meio, apresentam o melhor desempenho.

Conclusão

Com o aumento da quantidade de sistemas wireless, as condições de transmissão e recepção de RF estão cada vez mais complexas, pois sinais com potências e freqüências diferentes precisam conviver no mesmo espaço físico em harmonia. Hoje os sistemas de antenas inteligentes atendem a essa necessidade, fato que justifica a sua aplicação em várias tecnologias como WiMAX, Wi-Fi, TV Digital entre outras.

Celular faz mal à saúde?

Os estudos científicos realizados até hoje comprovaram que as emissões eletromagnéticas podem causar, no máximo, uma elevação na temperatura corporal. Ou seja, a radiação provocada por um telefone celular, associada ao calor que vem da bateria, no máximo, esquenta um pouco a região do ouvido. Então, até hoje, não há qualquer evidência científica comprovando que o uso prolongado de celulares pode resultar em doenças como câncer e problemas neurológicos. Maaaaassss, todas essas pesquisas levaram em consideração (ou se limitaram) a um período muito curto de tempo, em torno de 10 anos. E, como muitas formas de câncer demoram mais tempo para se desenvolverem, faz-se necessário um estudo mais completo, mais duradouro.

É justamente isso que propõe o estudo Cohort sobre comunicações celulares. Tal estudo, anunciado recentemente, examinará mais de 250 mil pessoas entre 18 e 69 anos de idade na Grã-Bretanha, Finlândia, Holanda, Suécia e Dinamarca. Trata-se da mais ampla pesquisa já realizada sobre o tema, que irá monitorar os efeitos da radiação sobre o corpo humano num período maior, de 10, 20 ou até 30 anos. Após a conclusão deste estudo, aí sim, poderemos ficar tranqüilos (ou preocupados?). Nota: a Organização Mundial da Saúde, a Sociedade Americana do Câncer e o Instituto Nacional de Saúde concluíram que até hoje NÃO existem provas científicas de que o uso de aparelhos celulares pode fazer mal à saúde!

É isso!

SAR Taxa de Absorção Específica

A partir desse mês, telefones sem fio residenciais, roteadores e MP3 players passarão pelo teste de absorção de energia (SAR – Taxa de Absorção Específica) antes de irem para o mercado. A nova resolução estabelece que todo emissor de radiação eletromagnética que fica próximo ao corpo (20 centímetros) e opera entre 300 MHz e 6000 MHz deverão passar pela verificação. O nível não poderá ultrapassar 2 watts/kg, um valor que já serve de referência para muitas multinacionais que fabricam esses aparelhos. Ou seja, em breve, ficaremos ainda mais tranqüilos quanto aos possíveis danos que esses brinquedinhos podem nos causar – se é que existe algum dano.

As informações sobre o valor SAR dum aparelho normalmente estão no manual. No manual do Nokia 8280i, por exemplo, encontramos o seguinte: “O valor SAR mais alto para este modelo celular é de 1.20W/kg quando testado para uso junto ao ouvido e 1.24W/kg quando em contato com o corpo. Apesar das diferenças, todos os níveis cumprem com os padrões internacionais de relevância à exposição RF”.

É isso!

Ondas terrestres ground waves condutividade radio AM

Radiopropagação – Introdução as ondas terrestres

O modo como a onda se propaga depende da faixa de freqüência na qual a onda se enquadra. As ondas terrestres, como o próprio nome diz, propagam-se sobre a superfície da Terra e seu intervalo de freqüência varia de 10 kHz até 3 MHz.

O fator condutividade

Tanto a terra quanto a água conduzem ondas de rádio, porém a condutividade varia conforme o tipo de região. Por exemplo: enquanto as florestas absorvem consideravelmente as ondas de rádio, a água salgada favorece significativamente a propagação de superfície. A unidade de medida da condutividade é o siemens (S) e abaixo temos uma tabela com os valores para diferentes tipos de solo e água. É essencial conhecer tais valores para o planejamento das freqüências e potências. Ver:

Obs: quanto menor a freqüência, maior a profundidade de penetração da onda no solo.

Ondas terrestres – Ground Waves (GW)

São ondas que possuem baixas/médias freqüências (10 kHz até 3 MHz) e sua propagação ocorre sobre a superfície terrestre. Alias, somente as transmissões em baixas freqüências se curvam o suficiente para seguir o “desenho” da Terra em grandes distâncias. Os campos eletromagnéticos de freqüências mais altas se curvam apenas ligeiramente. Não o bastante para proporcionar sinais capazes de atingir grandes distâncias.

Além do fator curvatura, as ondas terrestres dependem das características do solo (condutividade e relevo). Quanto maior a absorção, pior é a condução. O mar, como já exposto, é um excelente condutor. Há registros de transmissões extremamente extensas quando a mesma é feita pelo oceano.

Ondas terrestres são emitidas, geralmente, por uma antena vertical – do tipo mastro ou torre – assentada sobre o solo.

Exemplo de onda terrestre: rádio AM (540 a 1710 kHz).

É isso!