O WHDI (Wireless Home Digital Interface) foi desenvolvido pela Amimon para enviar, através do ar, sinais de vídeo em alta definição para um ou mais receptores. Ou seja, trata-se de uma tecnologia que propõe acabar com o emaranhado de fios atrás dos racks a partir da transmissão, em altíssima definição e velocidade, de sinais de vídeo para várias TVs. Já “aceito” por diversas empresas, como Motorola, Samsung, Sharp, Sony e outras, o WHDI opera na faixa dos 5 GHz e atinge até 3 Gbps – uma velocidade invejável. Ele também foi criado para alcançar até 30 metros e suportar mais de um receptor, característica que permite a distribuição do mesmo sinal para várias TVs, espalhadas, por exemplo, por diversos ambientes da casa ou apartamento.
Transmitir sinais de vídeo em alta definição sem o uso de cabos é um problema bastante complexo. Há diversos fatores a serem considerados, o que gera opiniões e soluções completamente diferentes entre si. A tecnologia UWB (Ultra-wideband), por exemplo, realiza a compressão dos dados durante a transmissão das imagens em alta definição. Já o WHDI não adota este procedimento. A Amimon defende que a compressão, além de facilitar a pirataria e caminhar no sentido contrário ao da interoperabilidade, pode degradar (e muito) a qualidade das imagens. Por isso ela criou um método muito inteligente de transferir os dados sem fazer qualquer compressão e sem afetar negativamente a performance do sistema. Funciona assim: os chips WHDI são capazes de separar os componentes de maior importância visual para o espectador (MSB – Most Significant Bit) daqueles menos significativos (LSB – Least Significant Bit). Feita esta “peneirada”, o WHDI prioriza a correção e a entrega dos MSBs. Nada de algoritmos de compressão! O resultado, é claro, é um sistema rápido e de altíssima qualidade.
Abaixo o print screen de uma animação em WHDI:
Mas sabemos que o WHDI não está sozinho. Na disputa por este mercado também temos o WirelessHD, o UWB e até o famoso Wi-Fi. Quem vencerá?
É isso!