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Carnaval Carioca com Internet Free

Um projeto da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, com a coordenação técnica da UERJ, deve beneficiar pelo menos 10% dos cerca de 240 mil espectadores que passarão pela Marquês de Sapucaí neste ano. Estamos falando da grande malha de conexão sem fio que dará acesso gratuito à internet aos visitantes do Sambódromo – infra-estrutura que, na verdade, servirá de base para uma futura expansão que abrangerá a Av. Presidente Vargas e o porto da cidade. Uaaaaaaal…! Ou seja, o badalado carnaval carioca, além das suas famosas atrações, ainda contará com uma grande estrutura “wireless connected” prá nenhum folião botar defeito!

Os 800 metros da Sapucaí serão cobertos por uma rede que transmite, via rádio, o sinal de internet da Rede Rio, malha estadual de alta velocidade que integra universidades e centros de pesquisa do Estado. Essa malha Mesh será montada com 8 equipamentos da Motorola cuja comunicação, com a Rede Rio, será ponto-a-ponto. Creio que os tais “equipamentos” são aqueles da família MOTOwi4 – rádios HotZone Duo que pouco vemos por aí!

É isso!



WiMesh em Curitiba

ATENÇÃO

O artigo abaixo foi escrito por Edgar Silva Oreques, da JLK Telecomunicações de Curitiba (PR). Oreques é um dos responsáveis pela implantação de uma grande rede Wi-Mesh na capital paranaense e, além de nosso amigo, também é um “ativo” leitor da VIVASEMFIO.

Oreques, nosso muito obrigado!

Curitiba – A Cidade Digital

Em colaboração à comunidade VIVASEMFIO, este artigo visa informar os leitores com relação ao avançado nível tecnológico em que se encontra a cidade de Curitiba/PR. Seguindo uma tendência mundial, a empresa JLK Telecomunicações, à serviço da WNI do Brasil, única representante autorizada da Meraki Networks no Brasil e fornecedora de uma grande variedade de produtos e serviços na área de telecomunicações, está implantando uma grande rede Wi-Mesh que visa fornecer acesso à Internet banda larga para aproximadamente 190 CMEIs (Centro Municipal de Educação Infantil), em contrato firmado com a prefeitura da cidade.

O projeto, ainda em fase de implantação, será baseado em equipamentos Meraki Mini para a distribuição ponto-multiponto e rádios KymaSTAR Plus para links ponto-a-ponto. Para esclarecer um pouco mais o funcionamento deste tipo de rede, vamos começar pelos pontos de acesso direto à Internet (Gateway).

Uma determinada localidade, com disponibilidade de instalação de uma linha telefônica com sinal ADSL de alto fluxo (no nosso caso trabalharemos com um fluxo de 4Mb), recebe um rádio de 5,8 GHz (KymaSTAR Plus) para um enlace ponto-a-ponto e um rádio na faixa de 2,4 GHz (Meraki Mini) com tecnologia Mesh, para o link ponto-multiponto.

Na figura abaixo, podemos visualizar esta etapa do processo.

Definições:

1 – Ponto-multiponto 2,4 GHz;
2 – Ponto-a-ponto 5,8 GHz;
3 – Clientes ligados por ponto-multiponto;
4 – Conexão por tecnologia Mesh onde um cliente recebe o sinal e repassa para outro;
5 – Localidade com link ADSL externo (Linha telefônica com disponibilidade de fluxo);
6 – Localidade com link via rádio (Ponto-a-ponto 5,8 GHz).

A partir deste ponto, cada cliente final que não obtiver um sinal dentro dos níveis exigidos para uma boa navegação, pode ser redirecionado para um outro cliente que já esteja com um link ativo e este repassará a conexão, conforme podemos ver na ilustração seguinte.

Vale lembrar, que o bloqueio de visada acima citado, em alguns casos pode ser superado sem a necessidade de um redirecionamento, visto que o sinal de 2,4 GHz pode contornar os obstáculos em alguns casos. Isto já não ocorre com o sinal de 5,8 GHz do link ponto-a-ponto.

Concluindo, Curitiba está hoje, muito à frente da maioria das grandes capitais brasileiras no conceito de “cidade digital” e de inclusão digital.

Procurei neste artigo, mostrar de forma bem simples e até mesmo com pouca fundamentação técnica, como a cidade de Curitiba está se preparando para a nova revolução tecnológica que se seguirá com a era das redes sem fio.

Espero ter colaborado com a comunidade VIVASEMFIO e estarei sempre disposto a fornecer mais informações, inclusive de aspecto técnico, sobre este e outros tipos de tecnologias que se enquadrem dentro do perfil de nossa comunidade.



Redes MESH MOTOMESH MOTOwi4

Em junho de 2007 no Transamerica Expo Center, em São Paulo, a Motorola apresentou o mais novo membro da família MOTOwi4: o HotZone Duo. O HotZone Duo é uma solução de banda larga sem fio que foi criada para conquistar um espaço no mercado das tecnologias Mesh. Mesh? O que é isso? Curiosamente detalhada na VIVASEMFIO na mesma época do evento no Transamerica, são redes que não dependem de um ponto central e que são capazes de se autoconfigurar conforme o número de usuários. Essas redes são formadas conectando um único ponto ao modem. Os outros pontos (que precisam apenas de energia elétrica) atuam como repetidores do sinal e, ao menos na teoria, podem existir aos milhares. Isto significa que uma cidade inteira, por exemplo, pode ser conectada por meio de uma malha (Mesh).

HotZone Duo

Os equipamentos que compõem o “pacote HotZone Duo” são compatíveis com os padrões IEEE 802.11b/g (2.4 GHz) e IEEE 802.11a (5.8 GHz). Na malha o primeiro é utilizado para fazer a comunicação entre os pontos enquanto o segundo é dedicado aos clientes. Pensando na segurança, cada rádio que constitui um ponto suporta criptografia WEP, WPA (TKIP) e WPA2 (AES, 802.11i). Também permite autenticações por 802.1X e por endereço MAC, tudo facilmente configurável através da interface gráfica (GUI) do MeshManager (Sistema de Administração de Elementos).

Os rádios HotZone Duo foram desenvolvidos para suportar a versão final do padrão IEEE 802.11s por meio de uma simples atualização do firmware Over-the-Air (OTA). Isto é muito importante, pois com a finalização do standard 802.11s, equipamentos desta natureza poderão interagir com outros, fornecidos por fabricantes diferentes. Cada rádio ainda é revestido por uma poderosa caixa hermética cuja função é proteger o equipamento da ação de vândalos, da chuva, da neve e outras intempéries. Também pesa menos de 2,3 Kg, fato que possibilita sua instalação em postes de serviços públicos, sinais de transito, outdoors publicitários, prédios, etc.

HotZone Duo, cadê você?

Faz tempo que este membro da família MOTOwi4 foi apresentado ao público, porém desconhecemos qualquer rede Mesh no Brasil que faz uso dos equipamentos desta linha. Estranho, não? Bom para a Meraki Wireless Network, empresa que aparentemente domina o mercado Mesh em território verde e amarelo com seus rádios Meraki Mini. Em Curitiba, por exemplo, nosso amigo Edgar, da JLK Telecomunicações, está trabalhando num projeto que pretende distribuir aproximadamente 190 rádios Meraki pela capital. Meraki daqui…Meraki dali…e o HotZone Duo? Hã?

É isso!



Mesh network rede Meraki Mini

Finalmente alguns aparelhos que tornam possível a montagem de uma rede mesh sem fios começam aparecer no mercado brasileiro. Basicamente, o objetivo da tecnologia mesh (já discutida anteriormente) é criar redes que não dependem de um ponto central e que são capazes de se autoconfigurar conforme a demanda. Para isso basta conectar apenas um único roteador num modem. Esta conexão deve ser feita por cabo, porém é a única parte da rede que conterá fios. Os roteadores adicionais precisam apenas de energia elétrica e podem existir vários equipamentos. A grosso modo, isto significa que é possível cobrir áreas enormes (uma cidade inteira, por exemplo) com somente um cabo de dados e vários repetidores.

Alguns aparelhos são encontrados, como já exposto, no Brasil. Um deles é o simpático Meraki Mini. Trata-se de um rádio com CPU MIPS de 180 MHz, 8 MB de memória flash e 32 MB de SDRAM. É capaz de operar em 802.11b e 802.11g e cada ponto, afirma o fabricante, consegue atingir um raio de até 150 metros utilizando uma antena omnidirecional de 2 dBi (inclusa).

Ao adquirir um Meraki Mini, torna-se necessário criar uma conta no site do fabricante. Basta, segundo algumas pessoas que testaram o equipamento, cadastrar o número de série e o endereço MAC de cada brinquedinho. Feito isso, é possível configurar e/ou monitorar a rede via internet – no site do sistema. Dá para bloquear aparelhos, ativar criptografia, controlar senhas e até limitar a banda disponível para cada roteador. Como se não bastasse, ainda é possível, através do Google Maps, localizar cada equipamento instalado.

Ual! Veremos como o país acolherá a tecnologia!

É isso!



Redes MESH

Nós sabemos que há diversas formas de comunicação wireless. Inclusive…considero extremamente difícil acompanhar em detalhes os vários padrões existentes. Porém…tentarei expor…aos poucos….frações destes assuntos. Hoje…comentarei sobre algo que julgo muito interessante: MESH.

Também conhecida por “multi-hop” (múltiplos saltos), MESH teve origem no Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA) – centro de desenvolvimento de tecnologia militar dos Estados Unidos. A idéia da tecnologia é simples: com base em algoritmos inteligentes, o objetivo é criar redes que não dependem de um ponto central e que são capazes de se autoconfigurar conforme a demanda. Cada equipamento funciona como ponto de passagem para outro, ou seja, cada nó da rede pode rotear pacotes de informação.

Figura:


Fonte: MeshNetworks, Inc

Interessante, né?

Conforme alguns especialistas….a principal vantagem do MESH é o aumento da distância entre a origem e o destino. Afinal, dentro de uma distância aceitável entre nós, o sinal irá se propagar até aonde existam equipamentos que suportam a tecnologia. Também…outro aspecto positivo….é o comportamento da rede quando um nó cai. Ao ocorrer tal fato…o tráfego é automaticamente redirecionado para outro nó….sem queda na conexão.

No planeta Terra…algumas cidades já adotaram o MESH. O caso mais divulgado/conhecido é da taiwanesa Taipei. Mais de 90% do território desta cidade está coberto pela tecnologia.

Fotos:



No Brasil…entre outras cidades…. Tiradentes (MG) já conta com alguns projetos MESH.

Tudo bem…tudo bem…

E a segurança? Não encontrei UM material que abordasse de forma técnica o fator SEGURANÇA em MESH. Como ocorre a distribuição de dados sigilosos nesta tecnologia?

Quando sua senha do cartão de crédito passar pela….máquina do vizinho…ela estará realmente segura?

Hã? Hã?

É isso!