Category Archives: Wi-Fi



SIMFi Transforma seu Celular num Router Wi-Fi

Ano passado falamos um pouco sobre o cartão de memória para máquinas fotográficas da Eye-Fi com Wi-Fi integrado. Com ele, os usuários podem fazer o upload das fotos armazenadas no cartão diretamente para o computador – sem estresse, no melhor estilo “wireless connected”. Na ocasião, inclusive, recebemos diversos comentários de pessoas insatisfeitas com a performance do Eye-Fi em ambientes criptografados (com WEP, por exemplo) – problema que, segundo a fabricante, já foi resolvido. Pois bem amigos, seguindo a mesma idéia do Eye-Fi, agora temos o SIMFi – um cartão SIM desenvolvido pela Sagem Orga cuja idéia é criar um hotspot wi-fi.

Hotspot wi-fi? Como? É fácil, pois após colocá-lo no slot do telefone, ele passa a compartilhar a conexão 3G que chega ao aparelho com outras máquinas via Wi-Fi. Ou seja, a função do SIMFi Card é transformar o smartphone/celular em um WiFi Router para compartilhamento da rede 3G com outros dispositivos. Ainda não se sabe quantos equipamentos poderão ser conectados de forma simultânea ou de que modo a bateria do telefone será afetada com as conexões – mas uma coisa é certa: é preciso ficar de olho nos KBs transferidos prá evitar uma desagradável surpresinha ($$$)!

É isso!

La Fonera 2.0 e o Movimento FON

O movimento FON, sediado em Madrid (Espanha), foi fundado por Martin Varsavsky e já recebeu diversos prêmios importantes – como o prêmio Mundial de Tecnologia 2006 no World Technology Network (WTN), que aconteceu nos Estados Unidos. A idéia desse movimento, em resumo, é criar uma comunidade global de acesso a internet a partir da construção de “incontáveis” hotspots Wi-Fi. Ou seja, o objetivo é compartilhar a conexão de banda larga através de redes sem fio com qualquer pessoa, adepta ou não do movimento. Funciona assim: qualquer um pode se tornar um “Fonero”, apelido dado ao participante da FON. Basta se registrar na comunidade e adquirir um AP especial, chamado de “La Fonera” ou qualquer outro que permita a instalação do firmware FONbasic (como o WRT54GL, WRT54GS e WRT54G).

Após a compra do AP e o registro, o fonero precisa escolher entre ser um “Linus” ou “Bill”. Tais apelidos se referem ao fundador da Microsoft, Bill Gates, e ao criador do kernel do sistema operacional Linux, Linus Torvalds. O fonero Linus deve compartilhar sua conexão com a internet de forma gratuita com outros membros e, com isso, pode navegar de graça através de qualquer outro hotspot FON. O fonero Bill, assim como o Linus, também não precisa pagar para acessar um AP FON alheio – e ainda recebe 50% das receitas quando um Alien compra um passe FON no seu FON Spot. (*) na linguagem do movimento, “Alien” é a pessoa que não faz parte da FON, mas adquire créditos (passes FON) para obter acesso a internet.

Agora que já revisamos toda a “filosofia” do movimento FON, vamos falar da novidade que deixou todos os foneros de orelha em pé: o lançamento da La Fonera 2.0 – uma super-máquina recheada de recursos interessantes (ou frescuras?). Para começar, ela vem com uma porta USB que permite a conexão de HDs externos ou pen drives. Com isso, através de um cliente Bittorrent, por exemplo, os usuários podem fazer seus downloads de forma direta – eliminando a necessidade de um PC ligado. E o inverso também ocorre, pois é possível fazer uploads de fotos e videos para sites como Picasa, Youtube, Flickr e Facebook apenas conectando a pen drive a La Fonera 2.0. Simples, não? A porta USB ainda aceita a conexão de mini modems 3G, o que garante o compartilhamento da internet em regiões desprovidas do sinal ADSL.

Por fim, o padrão Wi-Fi utilizado pela La Fonera 2.0 é o famoso IEEE 802.11n – que pode atingir até 300 Mbps e apresenta uma cobertura de sinal mais eficiente em relação ao popular IEEE 802.11g. Com essas melhoras, você deve estar se perguntando: “E o preço?”. Pois bem, a La Fonera 2.0 já está à venda na Europa e na América do Norte por cerca de 40 dólares, um valor modesto diante de tantos recursos inéditos (ou frescuras?).

É isso!

MiFi 2200 e suas vantagens

Já faz algum tempo que escrevemos sobre o D-Link Wireless DIR-450, um ponto de acesso capaz de converter o sinal CDMA (Code Division Multiple Access) das operadoras de telefonia em Wi-Fi. Ou seja, com o DIR-450, é possível compartilhar a conexão de internet proveniente das redes de telefonia com diversos usuários a partir do Wi-Fi. É interessante, pois estamos falando de um AP totalmente wireless que depende apenas do cabo de energia para distribuir o “sinal de internet”. E não é que a idéia vingou! Agora surgiu no mercado o MiFi 2200, uma belezinha de filosofia semelhante àquela adotada pelo DIR-450. Semelhante? Como assim?

O MiFi 2200 também transforma o sinal CDMA em Wi-Fi para a festa dos usuários. Porém, enquanto o DIR-450 é pesadão e desajeitado, o MiFi 2200 é pequeno, leve e bonito. Cabe no bolso de uma camisa sem gerar qualquer desconforto! Eis o diferencial! Por exemplo: com o MiFi 2200 é possível distribuir o sinal de internet entre os ocupantes de um veículo durante uma viagem. Isto sem usar um único fio (o MiFi 2200 funciona com pequenas baterias) e sem ocupar muito espaço. Legal, não?

O MiFi 2200, na verdade, converte o sinal EV-DO Rev. A (evolução do CDMA) em Wi-Fi. Trata-se de uma tecnologia 100% IP de alta velocidade que, infelizmente, não existe no Brasil. Alias vale lembrar que a vida do CDMA, juntamente com o EV-DO básico, está “por um fio” em nosso país. Isto se deve ao início das operações da malha GSM da VIVO, única operadora CDMA do Brasil – mas que vem abandonando o uso desta tecnologia aos poucos. Desanimou? Nããããããooo! Calminha aí! Segundo publicações, o fabricante do MiFi 2200 lançará em breve sua versão GSM HSPA da belezinha, totalmente compatível com as nossas instalações!

Pra fechar, mais duas considerações: o MiFi 2200 suporta até 5 clientes simultâneos. Também agüenta até 40 horas em standby ou 4 horas em pleno funcionamento.

Ah, e já está sendo vendido nos Estados Unidos pela operadora Verizon!

É isso!

Cartao de memoria com Wi Fi da Eye Fi

As câmeras com Wi-Fi embutido, como a Cyber-Shot DSC-G1 da Sony ou como a PowerShot SD430 da Canon, chegaram ao mercado em meados de 2006 e até hoje não conquistaram um “espaço” entre os apaixonados por fotos. Dentre outros fatores menos significativos, isto acontece devido aos preços desses modelos, exageradamente caros em relação aos outros com as mesmas características exceto o Wi-Fi. Então se você, assim como eu, não dispõe de dinheiro para “investir” em uma câmera com Wi-Fi embutido a solução é adquirir o cartão de memória com Wi-Fi da Eye-Fi, uma empresa criada em 2007 no Vale do Silício.

Os cartões Eye-Fi Wireless estão sendo vendidos nos Estados Unidos por 49 dólares e começam na versão de 2GB. Funcionam, segundo a fabricante, em mais de 700 modelos de câmeras que usam slots tipo SD e SDHC. O upload das fotos é feito com extrema facilidade a partir do software que acompanha o cartão (instalado na máquina do peão) e, claro, de uma conexão Wi-Fi. No entanto, muitos usuários se queixam quando este upload deve ser feito em uma rede wireless criptografada (com WEP, por exemplo). Afirma-se que o cartão Eye-Fi “se perde” com as chaves de segurança e não consegue manter ou até mesmo estabelecer uma comunicação com a máquina destino. Mais: seu alcance é extremamente limitado, atingindo, na prática, aproximadamente 8 metros. Mas isto é aceitável se levarmos em consideração a anteninha interna do cartão, né?

Para fechar, eis um recurso muito legal do Eye-Fi Wireless: é possível, através do software que acompanha o bichinho, descarregar as imagens diretamente em sites como Shutterfly, Facebook, Flickr, TypePad, Picasa e outros. Ideal para quem não dorme sem antes postar uma fotinho na web. Cartão de memória com Wi-Fi da Eye-Fi, vale a pena conferir!

Bluetooth 3.0 A Nova Versao

O Bluetooth é um protocolo de comunicação sem fio que faz parte das redes WPAN (Wireless Personal Area Network). Uma WPAN pode ser definida como uma rede composta por dispositivos pessoais (como teclados, mouses, controles remotos, celulares, fones de ouvido e outros) que usam tecnologias wireless para a comunicação de curto alcance. Nesta categoria, inclusive, também se enquadram outras especificações, como o UWB (Ultra Wide Band – IEEE 802.15.3) e ZigBee (IEEE 802.15.4). O Bluetooth foi projetado para ser “simples”, consumir pouca energia e usar transceptores de baixo custo. Popularizado pelos celulares (não há o que discutir, né?), este padrão, até recentemente, operava nas seguintes taxas teóricas: 1 Mbps na versão 1.2 e 3 Mbps na versão 2.0 + EDR (Enhanced Data Rate), também conhecida por “versão aprimorada”. Na prática, claro, tais velocidades caem para 721 Kbps e 2,1 Mbps, respectivamente. No entanto, ainda “descontentes”, os membros do SIG (Bluetooth Special Interest Group) resolveram “turbiná-lo” e lançaram, no dia 21 de abril de 2009 em Tóquio, a versão 3.0 desse padrão.

O Bluetooth 3.0 + HS (High Speed) “nasceu para ser rápido”, disse Michael Foley – diretor executivo do Bluetooth SIG. Segundo diversas publicações, os dispositivos que funcionarão com a nova versão conseguirão atingir até 24 Mbps de pico. Porém, há fontes que falam em 54 Mbps. 24 ou 54? Ainda não sabemos! Fato é que houve um salto significativo de velocidade, certo? O segredo deste “salto”, no entanto, NÃO provém da tecnologia UWB, conforme muitos apostavam nos primeiros esboços dessa nova versão. O responsável pelo “High Speed”, na verdade, é o Wi-Fi (IEEE 802.11) – nosso velho conhecido que, alias, sequer pertence às redes do tipo WPAN. Funciona assim: sabemos que o Bluetooth consegue “enxergar” alguns padrões Wi-Fi (e vice-versa) porque eles operam na mesma freqüência, ou seja, 2.4 GHz. Faltava colocá-los “para conversar” e foi isto o que fizeram no Bluetooth 3.0 + HS! Agora, quando grandes volumes de dados precisam ser transferidos entre dispositivos HS, o conteúdo das camadas MAC PHY é alterado e elas passam a funcionar como se existisse uma conexão Wi-Fi. Legal, né? Eis o segredo do “BOOOMMM da velocidade”!

Segundo Foley, os primeiros dispositivos Bluetooth 3.0 + HS podem aparecer ainda em 2009!

Ah! Onde foi parar o UWB? Diziam que ele substituiria o Bluetooth!

Quem souber, avise-nos!

É isso!