Category Archives: Satélite



O3b Networks e a sua missão

Atualmente os cabos de fibra óptica são os principais responsáveis pela popularidade da banda larga. Mas infelizmente nem todos os países dispõem desses cabos para oferecer “internet de qualidade” à sua população. Isto pode ocorrer, por exemplo, por questões econômicas, barreiras políticas e outras. Pensando nisso, Greg Wyler, um empresário apaixonado por tecnologias de ponta, fundou a O3b Networks. Sua missão é fornecer conexão de internet de alta velocidade e de baixo custo aos “Outros 3 Bilhões” de cidadãos cujos perfis se enquadram no exposto. Porém, engana-se o fulano que imagina a O3b Networks como uma aventura pouco realista de Wyler. Afinal esta empresa já recebeu total apoio da Liberty Global, HSBC e, claro, da Google.

A O3b Networks distribuirá a conexão de internet por meio de uma constelação de satélites (16 deles) de órbita média. Isto é fantástico, pois os atuais satélites geoestacionários não conseguem oferecer links de altas velocidades principalmente em virtude das enormes distâncias em que estão da Terra. Curiosidade: hoje a latência (tempo que uma unidade de informação leva para percorrer uma via de comunicação) de um satélite para este fim pode atingir os 300ms, um valor “elevado” quando comparado a outros meios. Vale comentar que alguns serviços da O3b Networks, segundo previsões, estarão disponíveis já no próximo ano (2010). Rápido, não? Sim, pois a Thales Alenia Space, empresa aeroespacial escolhida para “montar” os satélites, abraçou bem forte a proposta e está trabalhando “a todo vapor” neste maravilhoso projeto. Show de bola!



TV por satelite e WiMAX da Embratel

No Brasil há diversas empresas de TV via satélite por assinatura que utilizam a tecnologia DTH (Direct-to-Home) para enviar sinais aos seus clientes. Trata-se de um esquema cuja empresa responsável pela grade de programação transmite, a partir de seu Uplink Center, seus sinais de áudio e vídeo diretamente para o satélite. O satélite, por sua vez, retransmite todo o conteúdo recebido para o conjunto de assinantes. Alias, todo e qualquer assinante que possui uma televisão analógica precisa de um decodificador específico para transformar os sinais digitais provenientes do sistema em sinais analógicos. Também deve adquirir uma anteninha parabólica do tipo off-set capaz de operar nas freqüências adotadas pelo DTH (geralmente entre 10,9 e 36 GHz), cujo diâmetro não ultrapassa 1 metro. Atualmente a SKY, Embratel TVsat, Galaxy Brasil, Star Sat e Rádio TV do Amazonas são exemplos de empresas que possuem a licença para operar com a tecnologia DTH no Brasil.

A TV por DTH da Embratel

No início deste ano a Embratel recebeu da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) a autorização para operar com o DTH em todo o país. Os serviços serão oferecidos por meio do satélite Star One C2, recentemente lançado ao espaço e que hoje ocupa uma posição privilegiada (70 W) para realizar a distribuição deste tipo de sinal por toda a América do Sul. Até aqui, nenhuma surpresa! A novidade é que a TV por assinatura da Embratel, utilizando a tecnologia Direct-to-Home, estará disponível apenas nas regiões não atendidas pelo serviço da Net (voz, dados e TV por cabos). “Será o mesmo acordo do WiMAX, pois não há planos para a construção de redes WiMAX nos locais onde a infra-estrutura da Net já chegou”, disse Mauricio Vergani, diretor executivo da empresa.

Falando em WiMAX…

Atualmente a Embratel utiliza o WiMAX como tecnologia complementar à rede da Net para oferecer o plano Embratel PME, plano composto por quatro linhas de voz e um link de dados de até 2 Mbps para Pequenas e Médias Empresas. Ou seja, o WiMAX é utilizado nos locais onde não existem cabos da Net para disponibilizar este serviço. A Embratel, alias, já fala em expandir o PME por WiMAX para 61 cidades até o final de 2010. É mole? Ainda tem gente que não acredita no sucesso desta tecnologia.

É isso!



TV por satelite da Oi DTH

No Brasil há diversas empresas de TV via satélite por assinatura que utilizam a tecnologia DTH (Direct-to-Home) para enviar sinais aos seus clientes. Trata-se de um esquema cuja empresa responsável pela grade de programação transmite, a partir de seu Uplink Center, seus sinais de áudio e vídeo diretamente para o satélite. O satélite, por sua vez, retransmite todo o conteúdo recebido para o conjunto de assinantes. Alias, todo e qualquer assinante que possui uma televisão analógica precisa de um decodificador específico para transformar os sinais digitais provenientes do sistema em sinais analógicos. Também deve adquirir uma anteninha parabólica do tipo off-set capaz de operar nas freqüências adotadas pelo DTH (geralmente entre 10,9 e 36 GHz), cujo diâmetro não ultrapassa 1 metro. Atualmente a SKY, Embratel TVsat, Galaxy Brasil, Star Sat e Rádio TV do Amazonas são exemplos de empresas que operam com a tecnologia DTH no Brasil.

A Operadora Oi e sua TV por DTH

Em um leilão de 2006 a Oi adquiriu o controle da Way TV. Hoje rebatizada de Oi TV, o grupo oferece pacotes combinados de TV paga, celular, telefone fixo e banda larga para quatro municípios mineiros (Belo Horizonte, Uberlândia, Poços de Caldas e Barbacena). Fato é que os negócios com TV parecem render frutos. Afinal a empresa conseguiu da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) a autorização para prestar serviços de TV por assinatura utilizando a tecnologia DTH. Trata-se de uma conquista incomum das operadoras de telefonia, pois apenas a Telefônica e a Embratel, além da Oi, possuem esta licença. Agora vamos aguardar o início das operações, previsto para até 12 meses a partir da autorização no Diário Oficial da União.

É isso!



Conexão Internet via Satélite

O projeto de um sistema de satélite depende inicialmente da escolha de sua órbita. Os satélites de baixa altitude (LEO – Low Earth-Orbit) possuem órbitas em torno dos 1600 Km, porém abaixo do primeiro cinturão de radiação de Van Allen. Já os satélites de média altitude (MEO – Medium Earth-Orbit) ficam na casa dos 10000 Km de altura. Ou seja, entre os dois cinturões de Van Allen. Por fim, satélites geoestacionários (GEO – Geoestationary Earth-Orbit) ficam a 35.785 km de altura. Estes possuem sua velocidade angular de translação igual à velocidade angular de rotação da Terra. Por isso, caso olharmos daqui, teremos aquela impressão de que os satélites nesta órbita estão parados.

A grande maioria dos satélites de comunicação são do tipo geoestacionários. Porém algumas considerações devem ser levantadas a respeito. Por exemplo: quanto maior a distância a ser percorrida pelo sinal maior deverá ser a potência de transmissão e a sensibilidade de recebimento. Tal fato implica em maior complexidade e custo. Outro ponto a ser considerado é o tempo de ida e volta dos pacotes em tais órbitas. Leva-se, em média, 500 milissegundos entre subida e descida dum sinal. Isto pode resultar em longa latência e muito desagrado. Por estes motivos…novas soluções em outras órbitas começaram a aparecer.

As freqüências de operação mais utilizadas para comunicação via satélite são: banda C e banda Ku. Ver tabela:

A banda mais popular é a Ku. Afinal, devido suas freqüências mais altas, torna-se possível o uso de antenas menores. Tal conforto é contrabalanceado por uma relevante desvantagem. A banda Ku sofre maior atenuação de sinal (pela chuva, por exemplo) em relação à banda C.

A Internet Banda Larga Via Satélite pode ser utilizada para uso doméstico ou corporativo e tal tipo de conexão dispensa o uso da linha telefônica. Para utilizá-la basta o cliente estar dentro da área de abrangência do satélite. Por conta da excelente cobertura em território nacional…o foco das empresas que oferecem tais serviços…está nas conexões em locais de difícil acesso (áreas rurais, etc). Por exemplo a RuralWeb da NEGER telecom.

Atualmente…a velocidade média de recepção (download) pode chegar até 2048 kbps. Já a de transmissão (upload) pode chegar até 512 kbps. Em locais cuja energia elétrica sequer chega…tal velocidade é considerável…

É isso!

Curiosidade 1: a União Internacional de Telecomunicações (UIT) dividiu o espaço geoestacionário em 180 posições orbitais. Cada uma é separada da outra por um ângulo de 2 graus. O Brasil pleiteou 19 posições orbitais junto à UIT.

Curiosidade 2: O “Pássaro Madrugador” foi o primeiro satélite lançado pelo Consórcio Mundial de Comunicações por Satélites – INTELSAT -, com a colaboração de 53 países, inclusive o Brasil, que também era acionista do Consórcio. O INTELSAT tinha como objetivo estabelecer um sistema mundial de telecomunicações por satélites.