
Um navegador portátil é popularmente conhecido por GPS – sigla da rede de satélites que o alimenta com dados geográficos. Ele é composto, como já discutido anteriormente (aqui), por três módulos básicos: o receptor do sinal, o conversor (engine) – responsável pela “tradução” de informações – e o banco de mapas. Com um GPS no automóvel, pode-se descartar qualquer ajuda dos profissionais do volante – como os taxistas. Afinal, além de o dispositivo fornecer diversas rotas para um determinado local, alguns ainda fazem cálculos de tempo, sugerem pontos interessantes (como o melhor restaurante, por exemplo) e outras perfumarias. Ou seja, sem duvidas estamos assistimos a uma revolução na maneira como as pessoas podem se deslocar. Os números comprovam: em 2006 foram instalados 4,8 milhões desses equipamentos nos carros japoneses, sendo que 3,5 milhões saíram de fábrica com o aparelho no painel. Na Europa, 1,9 milhão de veículos foram produzidos com GPS e outros 600 000 ganharam navegadores portáteis.
No Brasil, o uso de navegadores foi liberado pela resolução 242 do Contran (Conselho Nacional de Transito) – publicada no dia 4 de julho deste ano. Antes disso, o motorista que fosse flagrado olhando para seu aparelho enquanto dirigia corria o risco de levar uma multa grave. Ou seja, podemos afirmar que o mercado de GPS em nosso país possui apenas alguns meses de vida e o melhor: levando em consideração este fato, nossos números também são animadores. Até o momento, somando-se todas as marcas, foram comercializadas 30 000 unidades. Porém ainda é cedo para pensarmos em modelos com navegadores no painel vindos de fábrica. Afinal, além de ser necessário redesenhar o painel de instrumentos, as pessoas precisam conhecer os benefícios dum GPS. Para isso, nada melhor que equipar a frota de carros existente nas ruas com modelos portáteis – ação que já vem difundindo as vantagens dum navegador e fará com que as pessoas exijam tais equipamentos em veículos novos daqui algum tempo. Citando Jack: “Vamos por partes”.
Mais alguns dados animadores: no Brasil, o número de cidades mapeadas cresce de forma considerável. Segundo Jeandre Machado, diretor comercial da Digibase – uma empresa de mapeamento que atua no país, já foram catalogadas 1 200 cidades brasileiras. Por exemplo: todas as cidades do Rio de Janeiro são navegáveis. O mesmo vale para municípios paulistas com mais de 25 000 habitantes. Nada mau, certo?
Agora falaremos um pouco sobre alguns modelos disponíveis no mercado nacional.
Visteon
O modelo VNS 4078, comandado pelo software Navigator 6.0 e com 512 MB de memória interna, trabalha com mapas da TeleAtlas. Detalhe interessante: seu display possui um sensor que ajusta a luminosidade de acordo com a claridade do ambiente. E mais: a versão hatch do Vectra (GT/GTX) sai de fábrica com este modelo (não no painel de instrumentos). Alias, trata-se do primeiro automóvel nacional que vem equipado com um sistema de posicionamento global de fábrica.
Elgin
O modelo T-Levo também exibe mapas da TeleAtlas. Funciona com sistema operacional Windows CE 5 e possui 64 MB de memória interna.
Airis
O modelo T920 opera com o software Route 66 e mapas da Navteq. Seu principal destaque é o recurso de rolagem (scroll) do mapa. Tocando e arrastando sua tela, o mapa exibido se movimenta para mostrar as redondezas.
Magneti Marelli (sem imagem)
O navegador Guia 4 Rodas Magneti Marelli é um dos poucos que permite ao usuário optar pelos mapas da Navteq ou TeleAtlas. Com 64 MB de memória interna, o modelo ainda permite conectividade por Bluetooth.
Garmin
Eis um GPS para motos. O Zumo 550 é um modelo à prova d’água destinado aos motoqueiros. Com display visível em dias de sol forte, tal equipamento também possui Bluetooth.
É isso!