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Historia telefonia celular Martin Cooper DynaTAC

A linha do tempo do sistema de telefonia celular:

1973: no dia três de Abril deste ano, Martin Cooper – um pesquisador na Motorola – entrou para a história. Ele realizou um dos primeiros testes com um sistema celular real. Isto aconteceu na Rua 56, esquina com a Avenida Lexington, em Nova Iorque. Com um aparelho que pesava aproximadamente 1 quilo, Cooper fez uma ligação. Tal façanha encantou as pessoas que ali estavam presentes. Revelou-se então o protótipo DynaTAC (Dynamic Adaptive Total Area Coverage) da Motorola. Além de pesado, tal equipamento media 25 x 3 cm com 7 cm de espessura e sua bateria acabava com apenas 20 minutos de conversação.

1976: apenas 545 afortunados possuíam um telefone móvel na cidade de Nova Iorque. Porém, 3700 aguardavam na fila por uma linha.

1977: a AT&T Bell Labs testa, na cidade de Chicago, um protótipo de sistema de telefonia celular. Com 10 antenas, a abrangência era de 21 mil milhas quadradas.

1978: o Japão ativa o sistema de telefonia celular.

1979: o Japão amplia a cobertura para 23 distritos de Tóquio.

1981: inauguração do sistema europeu de telefonia celular na Finlândia, Noruega, Suécia e Dinamarca – o NMT 450.

1983: o DynaTAC, da Motorola, recebe aprovação da FCC (Federal Communications Commission) para ser vendido no mercado.

1988: um ano histórico para as telecomunicações. No dia 19 de Setembro deste ano, nasceu a primeira rede de GSM – a Radiolinja.

1990: o Rio de Janeiro é a primeira cidade brasileira a utilizar um sistema de celular real.

1991: em Março deste ano, a primeira ligação de GSM é feita através da rede Radiolinja. Após algum tempo, em Julho, abriu-se a rede para uso comercial.

1992: a Nokia lança seu primeiro modelo de celular GSM, o 1011.

1994: a Nokia vende 20 milhões de unidades do modelo 2100.

1996: Motorola lança o StarTAC, um celular com apenas 88 gramas.

1998: no dia 19 de Maio deste ano, ocorre a ativação dos primeiros celulares digitais em São Paulo. O ano também é marcado pelo surgimento da ANATEL – órgão regulador das telecomunicações no Brasil – e pela chegada da operadora TIM no país.

2000: torna-se disponível no Brasil acesso a Internet via celular – WAP (Wireless Application Protocol).

2002: Nokia lança o primeiro celular com câmera fotográfica, o 7650.

2006: o número de usuários chega a 2,6 bilhões em todo o Mundo. 100% das pessoas, em países como Finlândia e Itália, possuem celular.

2007: sistema GSM domina o mercado mundial com uma fatia de 80%.

É isso!



Conexao Internet Bluetooth GPRS celular Palm PC

Em artigos anteriores falamos bastante sobre o Bluetooth (aqui). Inclusive demonstramos como transferir dados entre um PC Windows e um celular utilizando a tecnologia (aqui). Hoje iremos além. Acessaremos a internet, por GPRS, utilizando a conexão Bluetooth (celular – PC Windows). Confuso? Então veja a imagem abaixo…

O GPRS (General Packet Radio Service) também já foi discutido na VsF (aqui). Trata-se duma tecnologia comutada por pacotes cuja velocidade teórica é de 171,2 kbps. Na prática, obtêm-se taxas em torno dos 70 kbps. Este não é um valor considerável para transferências pesadas, porém uma conexão GPRS certamente é bem-vinda em casos de emergências. Diferentemente da tecnologia 2G de comutação por circuitos, o GPRS é um serviço “sempre ativo” e a cobrança é feita com base na quantidade de dados transferidos e não conforme o tempo de conexão. Atualmente, utiliza-se GPRS no TIM Web Móvel quando não existe uma rede EDGE disponível na região.

OBS: em nosso teste utilizamos um celular Nokia 6230 e um adaptador USB-Bluetooth (popularmente chamado de “dongle” da Griffin.

Vamos lá…

No Windows, os utilitários que acompanham os adaptadores variam conforme o fabricante. Em nosso caso, após a instalação dos drivers e do software do adaptador, clica-se na opção “Dial-Up Networking Service”. Basicamente, isto cria uma porta serial virtual entre o PC e o celular. Se esta opção não existir no seu utilitário, fique tranqüilo. Procure por algo que ativa o suporte à discagem. Ver:

Feito isso, surgirá uma tela exigindo nome de usuário e senha. Estes valores são irrelevantes. As caixas de texto podem ser preenchidas com qualquer caractere, afinal a autenticação é feita pelo próprio celular.

Pronto. A conexão é estabelecida e na seqüência já podemos navegar pela internet.

Legal, certo? Sim, mas pode ficar ainda melhor. É possível, através de alguns ajustes, aumentar a velocidade da porta. Para isso é só ir até “Conexões de Rede”. Lá um novo ícone foi criado. Ver:

Em suas propriedades, basta clicar em “Configurar…” e escolher outro valor para a velocidade. Em nosso exemplo optamos pelo número maior. Ver:

E mais: caso houver instabilidade na conexão, deve-se desativar as extensões LCP. Isto pode ser feito na aba “Rede -> Configurações”.

Abaixo algumas informações sobre a conexão. A taxa de 921,6 kbps é “ilusória”, pois se trata apenas da velocidade da porta serial virtual entre o PC e o celular. A taxa real de transferência, como já exposto, fica em torno dos 70 kbps.

Agora é só aproveitar…

É isso!



Telefonia Móvel Qualidade Transmissão Voz GSM CDMA

Telefonia Móvel: a qualidade de transmissão de voz

A partir da tecnologia TDMA, todo o tráfego de voz passou a ser feito de modo digitalizado. Isto significa dizer que a voz (que é um elemento analógico capaz de assumir infinitos valores) é quantizada (dividida em valores específicos e discretos numa escala pré-determinada) e digitalizada (estes valores são convertidos em conjuntos de zeros e uns). Só então é transmitida. Neste esquema, alguns algoritmos detectores e corretores de erros começaram a atuar. Afinal, como o sinal digital só pode, basicamente, assumir dois valores distintos, torna-se mais fácil eliminar ruídos e interferências. O resultado disso todos sabem: melhora-se a qualidade e por conseqüência a satisfação do usuário final.

Quando falamos em “qualidade de voz” outro item deve ser levado em consideração: o sistema utilizado. Afinal, há divergências entre as tecnologias adotadas. Neste artigo abordaremos as duas mais conhecidas: CDMA e GSM. No GSM existe um canal fixo (uma portadora), na qual apenas 8 usuários podem falar ao mesmo tempo. Uma vez que os 8 time slots ficam preenchidos não é possível agregar mais ninguém na portadora. Ou seja: o limite é físico. Então, para o GSM, conclui-se que “sempre haverá”(*) qualidade, pois como já exposto, não existe como extrapolar a barreira física.

(*) a qualidade depende de vários fatores. Não há como fazer qualquer afirmação analisando apenas a capacidade da portadora.

Com o CDMA podemos fazer uma analogia com o “coração de mãe”. Sempre cabe mais um. Porém, há como ajustar os parâmetros sistêmicos de modo a limitar o número de usuários simultâneos em uma portadora. Normalmente este ajuste é feito conforme medições de tráfego da planta celular. E, infelizmente, em locais onde a quantidade de clientes simultâneos é grande o limite é maior. Como conseqüência, a qualidade de voz – nestes casos – pode sofrer certa degradação.

Olhando apenas para o número de usuários por portadora, afirma-se: num ambiente cujo volume de tráfego é razoável não há, praticamente, diferença na qualidade de voz entre as duas tecnologias. Mas, como já comentado, a qualidade não depende apenas deste fator. Há outras variáveis que devem ser observadas e levadas em consideração. Por exemplo: problemas na cobertura.

Conclusão

A única afirmação concreta é: a qualidade de voz melhorou, e muito, com a mudança do sistema analógico para o digital. Outros detalhes variam conforme a tecnologia adotada. Mais que isso: mudam conforme os equipamentos utilizados e as condições de cada ambiente.

É isso!



Telefonia Móvel Celular AMPS TDMA GSM CDMA

Telefonia Móvel: uma rápida análise da situação brasileira

Em todos os estados do Brasil existe cobertura GSM. Isto significa que um usuário desta tecnologia conseguirá fazer ligações em qualquer parte do país – mantendo, claro, as características digitais do sistema. Aliás, no quesito “cobertura mundial”, o GSM leva grande vantagem sobre o CDMA. Os principais mercados CDMA são a América do Norte e a Ásia. A Europa é predominantemente GSM.

Não existe cobertura CDMA em todo o Brasil: em algumas regiões as operadoras que obtiveram licença de uso das bandas disponíveis não adotam o CDMA. Isto implica que usuários desta tecnologia não conseguem fazer ligações em sistema digital nestes lugares. Eles caem para o sistema analógico, automaticamente. Segundo a ANATEL, o sistema analógico deve ser desativado até dezembro de 2007. Isso explica porque a VIVO optou por construir uma rede GSM em conjunto com CDMA.

Ainda há cobertura com sistemas analógicos (AMPS e TDMA) em vários estados: como já exposto, segundo a ANATEL, estes sistemas devem ser desativados até dezembro de 2007. A troca de terminais é gradual e vem acontecendo desde a implantação dos sistemas digitais (1998). Basicamente, estes sites analógicos existem para que os usuários possam usufruir da telefonia móvel onde a rede digital não cobre.

É isso!



EDGE

Já comentamos, em artigos anteriores, sobre o AMPS, CDMA, GSM e GPRS. Hoje discutiremos sobre outra tecnologia: o EDGE (Enhanced Data rates for Global Evolution – Velocidades Elevadas de Dados para a Evolução Global).

Trata-se de uma evolução do GSM/GPRS. Inclusive, às vezes, o EDGE é chamado de E-GPRS (Enhanced GPRS – GPRS ampliado).

Para elevar a taxa de transmissão/recepção…foram necessárias pequenas mudanças na estrutura GSM/GPRS. Por exemplo: atualização de software para possibilitar o esquema de modulação em EDGE. Afinal, a técnica de modulação utilizada nesta tecnologia é diferente do sistema GSM (baseado na GMSK – Gaussian Minimum Shift Keying). Usa-se em EDGE a modulação 8PSK (Octonary Phase Shift Keying) de 3 bits por símbolo. Isto significa colocar três vezes mais informações no mesmo canal de rádio freqüência (200KHz) usado pelo sistema GSM/GPRS. Ou seja, para cada três “timeslots” usados anteriormente passamos a compactar a informação em apenas um “timeslot”.

No EDGE há um esquema de redundância chamado Incremental Redundancy. Neste esquema, a informação é primeiramente enviada com pouca codificação produzindo uma alta taxa de transmissão, mas se existir falhas na decodificação da informação transmitida, bits adicionais de codificação (redundância) são enviados até que a decodificação obtenha sucesso. Essa codificação a mais que foi enviada diminui o resultado da taxa de dados com informação do usuário, entretanto, garante a performance do sistema.

Falando em velocidade…

A taxa teórica da tecnologia EDGE gira em torno dos 384 kbps. Velocidade consideravelmente maior em relação ao GPRS, com seus teóricos 171,2 kbps. Na prática, EDGE consegue entre 150 e 200 kbps. Tais taxas são suficientes para permitir streaming de voz e vídeo. Alias, EDGE suporta serviços “push-to-talk”.

Abaixo alguns “brinquedinhos” que suportam o EDGE:

Smartphone, com windows mobile:

PCMCIA GPRS/EDGE/UMTS:

Espero ter ajudado…