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LTE Long Term Evolution e sua frequencia no Brasil

O LTE (Long Term Evolution) é um projeto comandado pelo 3GPP que promete fazer um upgrade no padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System), melhorando a eficiência espectral, convertendo o fluxo de dados para IP, aprimorando a integração com outros padrões, aumentando as taxas de transferências (para aproximadamente 100 Mbps no downlink), etc. Suas especificações foram aprovadas em janeiro de 2008 e já no final daquele mesmo ano (2008) a LG Electronics sacudiu o mercado com a demonstração do primeiro telefone celular com um chip LTE. A partir daí diversas empresas começaram a investir seriamente nessa tecnologia. Conforme uma recente publicação da ABI Research, pelo menos 12 operadoras lançarão serviços de 4G baseados nesse padrão no próximo ano, atingindo o equivalente a 34 milhões de assinantes em todo o mundo. Entre essas operadoras temos Verizon Wireless, MetroPCS Wireless e U.S. Cellular, nos Estados Unidos; NTT-DoCoMo e KDDI, no Japão; TeliaSonera, Tele2 e Telenor na Europa; e a maior operadora do mundo, a China Mobile.
A faixa de freqüência para o LTE mais utilizada é a de 2,5 GHz, embora os Estados Unidos tenha optado pela faixa dos 700 MHz – que, no Brasil, é ocupada pelo setor de radiodifusão. O governo brasileiro, a ANATEL e a indústria ainda não chegaram a um acordo sobre qual freqüência será reservada ao LTE por aqui, mas já existe certa “pressão” (principalmente por parte da indústria) pela adoção dos 2,5 GHz. Isto é óbvio, pois com a escolha dos 2,5 GHz os fabricantes estarão garantindo a compatibilidade entre os equipamentos e – conseqüentemente – a queda nos custos. E mais: segundo algumas publicações, o Ministério das Comunicações pretende encerrar os serviços de TV associados à faixa dos 700 MHz somente em 2016. Como alguns experts já estão anunciando as operações do LTE no Brasil em, no máximo, 2012, concluí-se que a faixa dos 2,5 GHz – provavelmente – será a escolhida.
PS: devemos lembrar que as teles investiram milhões de reais no leilão das faixas de 3G em 2007 e ainda não recuperaram o investimento. Então, por enquanto, as operadoras estão preocupadas com a consolidação do 3G. Há muitos usuários que mal sabem o que é um smartphone, não é mesmo? É preciso pensar, debater e definir os rumos do LTE, mas a “prática” desta tecnologia é outra história. Não vamos colocar a carroça à frente dos burros! É isso!
O Sistema Operacional Moblin

Os Netbooks e os MIDs (Mobile Internet Devices)
Como o próprio nome diz, netbook é um pequeno laptop portátil especialmente projetado para realizar tarefas básicas (porém essenciais) conectado à internet: como ler e enviar e-mails, verificar a conta bancária, editar planilhas e documentos de texto entre outras. Ou seja, são máquinas que não possuem um grande poder de processamento, um invejável espaço em disco (quando há algum disco) ou fabulosos recursos de vídeo, mas “quebram o galho” nas horas em que mais precisamos. Por exemplo: editar e enviar ao chefe (por e-mail) aquela planilha do balanço mensal enquanto aguardamos pelo vôo na sala de espera. Que tal?
Por esta razão, os netbooks sempre saem da fábrica equipados com algum tipo de adaptador sem fio, como Wi-Fi, 3G e até WiMAX. Afinal mobilidade sem internet não combina, certo? Os netbooks também são mais delicados e baratos quando comparados aos laptops tradicionais! Alguns modelos: ASUS Eee PC 700, HP 2133 Mini-Note PC, MSI Wind, Acer Aspire One, Dell Inspiron Mini 9, Lenovo IdeaPad S10 e Samsung NC20. Já os MIDs (Mobile Internet Devices) são ainda menores que os netbooks. Na verdade eles ficam entre os smartphones e os Tablet PCs. Ainda são pouco conhecidos, mas já despertam o interesse de grandes empresas – como o da Intel. Exemplo de um MID típico: Nokia N810.
O Moblin
Quem diria, mas a Intel, a empresa dos chips cada vez menores, mais rápidos e mais baratos, está trabalhando com força total para se tornar uma referência na área dos softwares. Isso mesmo! Os programadores da empresa, cujo trabalho sempre passou despercebido, estão recebendo ao menos parte da atenção que costumava ficar concentrada nos engenheiros de hardware. Toda esta bagunça ocorre porque ela resolveu apostar pesado no mercado de netbooks e MIDs – com chips (é claro) e com a criação de um belíssimo sistema operacional: o Moblin.
O Moblin é um sistema operacional baseado em Linux desenvolvido especialmente para netbooks, MIDs e outros dispositivos móveis. Nasceu nos laboratórios da Intel em 2007 e, após uma série de eventos do tipo “sobe e desce”, começou a conquistar as grandes marcas – para o azar do Ubuntu, Android, Windows, Xandros Presto e outros. O Moblin é extremamente leve, facilmente operável e muito bonito (basta ver aos vídeos no YouTube). Na parte superior da tela, por exemplo, existe uma toolbar com diversos tipos de serviços pré-configurados que dão acesso à sites de relacionamentos, mails, galeria de músicas, fotos entre outros. Já no canto esquerdo da tela o usuário vê a lista de compromissos juntamente com os programas favoritos. Todas as operações básicas no Moblin ficam ao alcance de um ou dois cliques! É fantástico!

Ele também começou a marcar presença até no “território inimigo”. O Google anunciou que os usuários/programadores do/para Moblin poderão acessar, sem problemas, a Android Market – loja de aplicativos pagos e gratuitos que podem ser baixados na máquina. É como a famosa App Store, da Apple. Bom para os desenvolvedores Moblin, melhor para os usuários!
Alguém aí já colocou as mãos em uma máquina com Moblin?
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É isso!
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